Guloseima: bolo de banana com sementes

IMG_8962.JPG

Sou contra desperdício, fato. E contra desperdício de comida, muito mais. Então, quando percebo que algum dos meus mantimentos estão prestes a estragar, trato de desenvolver uma receita pra não jogar comida fora. E foi o que aconteceu hoje, com meu mix de sementes que comprei em grande quantidade, e tava com medo de que perdessem a validade.

No caso específico das sementes, pensei em fazer algo tipo pão com multigrãos, ou um bolo. Olhei pro lado, achei banana, e farinha de trigo; olhei pro outro, tava mascavo também já aberto há um bom tempo…e lá se foi mais uma invenção culinária minha que deu certo: eis uma receita fácil de bolo de banana com sementes.

Ingredientes:

- 2 ovos caipiras;
- 1 xícara de chá de farinha de trigo com fermento ( para as intolerantes dá pra trocar pelo mix de farinha sem glúten e acrescentar um colher de chá de fermento à receita);
- 1 xícara de chá de açúcar mascavo(não gosto de muito doce, por isso só uma xícara, mas aconselho a provar pra ver se tá bom de açúcar);
- 4 gotinhas de essência de baunilha;
- 1 xícara de chá de óleo de milho;
- 2 bananas grandes ou 3 pequenas, amassadas;
- 5 colheres de sopa de mix de sementes com castanha do Brasil triturada, tudo junto e misturado ( semente de abóbora e semente de girassol).

O preparo do bolo é bem simples: bata os ovos com o óleo e o açúcar mascavo, acrescente a banana amassada, bata mais um pouquinho. Depois, coloque a farinha, a essência de baunilha e o mix de sementes, e bata para homogeneizar. Transfira para uma fôrma untada e polvilhada (eu usei a de silicone retangular e funda tipo a de pão, e por isso não fiz essa etapa), e coloque no forno a 180 graus por 40, 45 minutos. Faça o teste do garfo, é o melhor para saber se o bolinho tá no ponto.

Pronto! Bolo funcional gostoso, e rico em fibras, e ferro no capricho, ótimo para o lanche da tarde!

Compras no Cosme-de.com, parte 1

IMG_8859.JPG

Ai que saudade que tava das compras no Cosme-de! De tanto receber a newsletter com novidades fresquinhas do site, há um mês mais ou menos corri pra lá e conferir o que tinha de legal. E nessa olhadinha, saí com 9 produtos comprados #aloka

Na verdade, eu tava querendo comprar meu cleansing oil, que tava acabando, mas quando me deparei com a quantidade de coisa boa nosite, taquei o pau a colocar coisas no carrinho, e depois fui fazendo um peneirão, até que sobraram nove coisas que achei essencial eu ter pra manter meu projeto #peledasjapasecoreanas de pé.

E, como sei que vocês adoram uma novidade de beauté, dividi o post em dois pra conversar com calma sobre minhas aquisições. Ainda não testei nada, confesso, mas vou fazer uma resenha prévia dos produtos, e depois detalho um a um, à medida que abrir e for usando.

Por hoje, vou conversar sobre os produtos Hada Labo, que foram o grosso das compras.

Primeira pergunta mental de vocês: “Rose, que danado é Hada Labo?”

É uma marca do fabricante Rohto, do Japão, super conhecida por lá, principalmente porque na composição dos produtos não usa corantes ou componentes desnecessários. Ou seja, a HL fabrica produtos funcionais. Eu diria que a Hada Labo é minimalista, porque sua filosofia tem a simplicidade como carro-chefe. Portanto, nada de rótulos elaborados, embalagens que não sejam funcionais ou ecologicamente incorretas. A Hada Labo quer é que todo mundo tenha acesso a um produto de beleza bom, que cumpre o que promete, e melhor, de preço justo.

Agora, chega de papo e vamos à lista (que explico a partir da imagem do post, da esquerda para a direita) das minhas aquisições:

- Hada Labo AHA + BHA exfolianting face wash foam: é uma espuma exfoliante que contém hidróxido alfa e beta, com função de retirar as impurezas da pele, e revelar uma camada mais sadia. O detalhe desse exfoliante dos japas é que dá pra usar todo dia, de tão suave que é. Só que lembrando: como promove um leve peeling, tem que usar filtro solar, não pode esquecer, galera.

- Hada Labo Super Hyaluronic Acid Liquid Make Up remover: esse removedor de maquiagem se propõe a ser o primeiro passo do ritual de limpeza das japas, antes mesmo do cleansing oil. Ele faz aquela limpeza geral, tirando o grosso, e deixa a pele já pronta pra receber o óleo removedor.

- Hada Labo Super Hyaluronic Acid Moist Mist: o mist é a famosa loção que as orientais usam depois que a pele tá limpinha, mas antes de usar o anti-rugas. Engraçado que elas amam as loções, porque entendem que um passo importante para que produtos de tratamento ajam a contento é que a pele esteja úmida. Tanto que elas passam essas loções (a água termal também serve), e logo depois passam os cremes ou sérums.

- Hada Labo Super Hyaluronic Acid cleansing oil: sim, foi por ele que entrei no Cosme e fiz essas compras HAHAHAHAHA a pessoa vai só comprar seu óleo removedor de make e enche o carrinho. Mas valeu porque já tô ansiosa pra testar TUDO!

– Hada Labo Super Hyaluronic Acid Washing Foam: a espuma de limpeza é o passo 2 do double cleansing. Tendo em vista que eu comprei o removedor, na verdade a espuma de limpeza vira passo 3, porque a ordem fica removedor – cleansing – espuma. Já nem é mais double cleansing, é triple cleansing. A espuma da Hada Labo tem detergentes derivados de aminoácidos, e uma forma “tunada” de ácido hialurônico, que deixa um resíduo na pele, pra tratar depois da limpeza. Tem sido bem falado, inclusive tem resenha dele no Salada Médica, da minha amiga Meire. Confio demais na opinião dela.

Detalhadas as minhas compras, vamos falar do trâmite da Cosme. Bom, tão logo comprei, com uns dois dias me mandaram o código de rastreio. Os produtos chegaram com uns 18 dias, uma coisa linda!

A parte ruim: fui taxada. A boa? Não foi tão alto, uns oitenta reais pelas duas caixas com produtos. Levando- se em conta os cosméticos que comprei, valeu muito. Ora, só da Shiseido adquiri dois produtos, façam as contas de quanto pagaria só por dois produtos da marca aqui no Brasil…pois bem, saiu mais ou menos, contando todo o gasto, 35 reais por produto. 35 não é um tubo de água da La Roche.

UPDATE: Pra quem quer se jogar nas compras no Cosme-de, tem desconto especial para leitoras do blog SIM! É só digitar a palavra devaneios no checkout das compras e pronto, 10% a menos no carrinho!
Então, lá se foi a primeira parte das comprinhas, e ainda essa semana eu solto o segundo bloco. Aguardem!

Marsala, a cor de 2015, segundo a Pantone

IMG_8836.JPG

Todo mês de dezembro é assim: designers, estilistas, consultores de moda, arquitetos, e fabricantes de cosméticos ficam agitadíssimos, porque é o mês escolhido pela Pantone para divulgar a cor do ano seguinte.
Aqui pelo blog eu sempre procuro deixar vocês por dentro, e adianto que a cor de 2015, segundo a Pantone, é a Marsala, um misto de marrom com vermelho, que a gente vai ver muito por aí em batons, blushes, roupas, móveis, paredes…
A cor mal foi anunciada e já sofreu duras críticas, foi malhada mesmo, principalmente porque Marsala, segundo alguns, não lembra uma cor, mas está vinculada a um molho do restaurante Olive Garden.
Bom, eu não sou grande fã de tons mais sóbrios, mas uma peça, ou mesmo um batom nesse tom, pode deixar uma produção bem classuda.
Separei algumas imagens de looks trabalhados no Marsala pra vocês sentirem o drama:

IMG_8835.JPG

IMG_8834.JPG

IMG_8833.JPG

Achei o Marsala bem parecido com o burgundy, só que com o fundo mais amarronzado. Me inclinei a usar algo no tom, vamos ver se animo mesmo.

E vocês, curtiram a cor de 2015 ou acharam xoxinha?

SAIU: Reincarnation, o filme de Karl Lagerfeld ( e tem Pharrell e Delevingne!)

Ai gente, que coisa mais maravilhosa esse filme do Karl! Reincarnation é novo curta da Chanel, obra do kaiser, com Pharrell, e Cara Delevigne, atuando, e cantando.

Tudo se passa num antigo hotel, em que está hospedada Coco (interpretada por nada mais nada menos que a filha de Charles Chaplin, Geraldine), e que tem como ascensorista Pharrell, e como garçonete Cara. Ocorre que no cair da noite tudo muda, e só vocês assistindo pra verem que coisa mais mágica:

http://youtu.be/wO4-TV6Zckc

Na verdade, na verdade, o filme conta a história da criação de uma peça icônica da maison, a  jaqueta em tweed, inspirada no ascensorista do hotel onde Coco se hospedou, em Salzburgo. A trilha foi feita pelo Pharrell, e leva o nome de CC The World, que traz um trocadilho com o nome da Imperatriz Isabel da Áustria, conhecida como Sissi, interpretada em um filme homônimo por Romy Schneider, e aqui no curta por Cara.

O kaiser se superou, porque tudo foi cuidadosamente estudado, e não poderia haver melhor forma de fazer a gente viajar na criação de Coco que reproduzir uma passagem de sua vida que a fez inventar a peça mais representativa da maison,de maneira leve e com bom humor. Afinal, como ele mesmo disse em uma entrevista recente «Isto não deveria ser uma reconstrução histórica ou algo pesado assim. É para ser leve e engraçado». Tá, Karl, a gente viajou na sua viagem :)

Perdendo o medo do batom escuro, feat. Gwen Stefani

IMG_8759.JPG

O Post de hoje é ao mesmo tempo auto e exo-observação (inventei essa palavra agora). É que, vendo meu acervo de batons, percebi que, ao lado dos rosinhas, e nudes, meus preferidos, tenho notado que os batons mais escuros, digo, a turma dos vermelhos, tipo ameixa, cereja e vinho, estão sendo escanteados. A razão? Achar que batom nesses tons são para uma ocasião mais chique, uma festa, ou mesmo para usar no inverno, à noite, onde essas cores, ao meu ver, se tornam mais discretas. Mas eu tô errada, eu sei, e Gwen Stefani, se além de minha ídola da adolescência até hoje, fosse minha amiga, diria que sou lesa mesmo, e que deixasse de preconceito com batons assim.

E, vendo uma foto dela saindo toda despojada com os filhos, pele legal, e batom vermelhão, me encorajei, e tenho fortes inclinações, a partir de hoje, a adotar o batom na linha dos vermelhos no dia-a-dia.

Não há o que discutir, Gwen é a maior representante da loira com batom vermelho dos anos noventa até hoje. No No Doubt, ela andava com visual street até o pescoço, mas make e cabelo de Pin up, delineado forte, gatinho, e batom vermelho, certamente uma inspiração para várias garotas. Seu estilo, confesso, imitei muito quando era adolescente, mas a maquiagem…hum…o batom vermelho, fingi que não via.

Mas ontem, exatamente ontem, tive essa epifania, e pretendo com ela influenciar as amigas da turma do nude a enveredar para esse caminho lindo que a Gwen apontou. Inspiração? Não faltará:

IMG_8777.JPG

O que é esse look com lencinho na cabeça, amarrado estilo gangsta, e make PÁ hein? E os penteados torcidinhos? Quero todos, acho massa que ela faz variações desse torcidinho, ora dando um ar topete de pin up, ora meio amolecado mesmo.

Na foto abaixo, dois momentos distintos da carreira de Gwen; o estilo vai sofrendo algumas variações, mas o batom vermelho tá lá, firme e forte:

IMG_8780.JPG

Agora, me digam: nessa foto do vestido rosa, abaixo, ela não tá uma diva dos anos 40 todinha? Pode pegar e fazer calendário da época que ninguém vai saber que a foto é atual.

IMG_8779.JPG

IMG_8778.JPG

E pra terminar essa sessão de makes perfeitos, e muito batom vermelho envolvido, o último conjunto de imagens, não menos inspiradoras, com Stefani até arriscando um batonzinho rosa, mas sempre um rosa forte, dando um folga pro vermelho:

IMG_8776.JPG

Depois dessa lição, só me resta entoar, loucamente, a frase da música de Mallu Magalhães, sacar o batom vermelho da bolsa, e ir. Porque para a mulher, decidir usar o batom vermelho, eu acho, é sinal de maturidade. Digo porque quando eu tinha 16, Gwen quando a carreira do No Doubt despontou, tinha 26, e eu acho que foi essa proximidade com os 30 que a fez tomar essa decisão.

Então “nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho, que hoje eu passei batom vermelho, eu tenho tido a alegria como um dom, em cada canto eu vejo um lado bom.”

Beijos!

Pharrell muito além de Happy

IMG_8675.JPG

Creio que muitos de meus leitores tiveram o primeiro contato com o som do Pharrell através da música do Daft Punk, Get Lucky. Depois, veio a parceria com Robin Thicke, e por fim, a infinitamente tocada Happy.

Só que Pharrell não se resume a essas três musiquinhas. Eu curto o som dele desde o conglomerado de produção Neptunes, e do N.E.R.D. Me lembro muito bem de assistir àquele molecote franzino na MTV nos clipes, e pouquíssimo tempo depois já vê-lo formando parcerias incríveis. Sabem do Justin Timberlake? Então, o álbum Justified tem dedo do Pharrell. E Britneyde? Pharrell produziu nada mais nada menos que I’m a slave 4 u. Tá pouco? Tem Williams em álbuns do Jay-z, além de produção para Nelly, Snoopy Doggy Dog, Madonna, The Hives, Maroon 5, Strokes, Shakira, e por aí vai…Pharrell, meus queridos leitores, vai muito além de Happy, o cara é gênio, não só pelo trabalho de produção, mas porque compõe, toca vários instrumentos musicais, e, pasmem, cria coleções de roupa. Sim, Pharrell também é estilista!

Devo confessar a vocês que AMO o estilo do Pharrell. Certamente, se um cara eu fosse, só andava assim, de cardigan, slipper e vários colares no pescoço. Acho massa mesmo! Acho que o único acessório que não usaria dele é o chapéu estilo desenho do Exupéry no Pequeno Príncipe. Mas virou representativo do cara nessa nova fase, e é o estilo dele. Ora, posso não concordar com as luvinhas estilo Michael Jackson que o Karl Lagerfeld usa, mas é uma espécie de marca registrada do kaiser. Afinal, que chato seria se as pessoas se vestissem como a gente quer né? O estilo é feito da impressão da personalidade no vestir.

IMG_8676.JPG

IMG_8677.JPG

IMG_8673.JPG

IMG_8674.JPG

IMG_8672.JPG

Ah, e pelo jeito não só eu que curto o estilo do Pharrell. A Adidas, marca muito usada pelo cantor e produtor, o convidou para o desenvolvimento de algumas peças e tênis, e eu já tô loucona aqui querendo tudo!

IMG_8702.JPG

O que são esses casacos e tênis de pois, me digam?

IMG_8701.JPG

Vamo combinar que o cara é referência não só na música, na moda ele manda muito bem. Afora a Adidas, ele tem uma marca própria, a Billionaire Boys Club, é designer colaborador da Uniqlo, já lançou um perfume para a Comme des Garçons, e desenhou uma coleção sustentável para a G-Star Raw.

Como se não bastasse tudo isso, esse divo é engajadíssimo em projetos sociais, e a ONU escolheu a música Happy como representativa do Dia da Felicidade. Ele fez um projeto massa acerca da música, o 24 hours of happiness, e confesso que se eu escutar mil e uma versões ainda assim não vou abusar, porque me lembro da bagagem desse cara, social, modística, e musical, e no que essa música representa. Ou vão me dizer assim que começa Happy vocês não ficam alto astral?

Páginas12345... 176»