Ponto cruz: coisa de vó, que nada!

Nunca foi segredo pra vocês, que lêem esse blog, nem muito menos pra quem me conhece pessoalmente, que tenho uma predileção louca por artesanato, por trabalhos manuais. Então, vocês podem imaginar minha felicidade ao ver nas passarelas gringas vestidos, saias, blazers, casaquetos, tudo utilizando uma espécie de bordado bem cara de vó: o ponto cruz.

Pra quem não sabe, o ponto cruz surgiu na Ásia. Porém, o ponto cruz como conhecemos atualmente deu às caras na Europa, na Idade Média, e assim se chama porque é possível ver na trama do tecido alinhavos em forma de cruz, que vão formando desenhos. É muito lindo de se ver, é um trabalho delicado, demorado, e valioso.

Minha fantástica mente de Bob quando ouve no termo “ponto cruz” já imagina aquelas senhorinhas do Seridó (Caicó principalmente) todas na calçada bordando peças bem detalhadas, de ficar horas admirando. E vem na mesma hora uma vontade grande de ter uma peça com a técnica…quem sabe uma malha com gráfico imitando o bordado, né?

Mas, vamos falar do que rola atualmente, acho que divaguei demais. Nas passarelas gringas, principalmente nos desfiles de Balmain, Tory Burch, Dolce &Gabbana, e Valentino, os sinais foram bem claros: o ponto cruz promete ser o queridinho lá fora, e por aqui deve chegar chegando nos próximos meses. Vi imagens dos desfiles de todas as marcas citadas, mas ninguém bate as peças desfiladas por Dolce & Gabbana (são as imagens com mocinhas com coroas de flores no cabelo, com puxada barroca). A grife desfilou bolsas, saias, vestidos, bustiês, repaginando aquele bordado que tanto nos remetia às almofadas de nossas avós:

E vocês acham que a galera não curtiu essa vibe retrô? Celebridades e fashionistas já andaram usando várias das peças acima, mostrando que o ponto cruz promete ser o “artesanal” da temporada; Bianca Brandolini, e Emma Stone estão entre as amantes do ponto cruz:

Tô curtindo muito esse resgate da moda, essa sacada de entender que o artesanato não deve ser desmerecido, esse retorno ao trabalho manual (ou homenagem a ele, já que é possível encontrar peças com estamparia imitando ponto cruz), e um certo abandono à linha Fordista de produção. Em verdade, considero as atividades das bordadeiras, das pessoas que fazem tricô, crochê, renascença e afins, e as costureiras como verdadeiras manifestações artísticas. Quem já teve a oportunidade de ver de perto os artesãos em ação nota que não há diferença entre os bordados, por exemplo, e a pintura de um quadro. É arte latente, pura.

Fato: desejo demais uma saia em ponto cruz. E vocês?

Adoooro! da semana: Nini, do Nini Style, em 3 versões de matar a gente com a faca da cozinha

Olha, não é de hoje que sou fã da blogueira Nini (do Nini Style), já até acho que sou repetitiva, porque falo muito dela nesse blog. Mas pudera, a bicha tem um estilo de matar a gente de inveja.

E essa semana, ela postou tanta coisa linda que a vontade foi de jogar tudo aqui no blog. Mas me contive, e soltei apenas três versões muito legais do que Nini andou usando por aí.

A primeira: um vestido midi com recortes INCRÍVEL!

Juro que queria um desses, tô numa vibe midi, tudo culpa de Karla do Karla’s Closet e de Nini.  Tá certo, alguns podem dizer “não favorece as baixinhas”, mas quem se importa? Se me fez bem, que mal tem?

Vejam se não dá vontade: o que é esse vestidinho azul (DESTAQUE para a saia da colega de foto usada com camisetinha, pra adaptar já!)?

E pra vocês não dizerem que só falo dos vestidos midi de Nini, aí um look com tênis (oeeeeeeeee! Vou encher o saco de vocês com isso). Tem look mais confortável pra bater perna em viagem? Definitivamente, não!

Fotos:reprodução do blog ninistyle.net

Nini, sua linda, a gente te dedica (e agradece pela dica de composições) :)

Hay que embarazar, pero perder el estilo, jamás!

Tô cabida mesmo, usando e abusando do meu rasteiro conhecimento em espanhol, pra mudar umas palavrinhas da frase do Che, e abrir o post de hoje. Sim, porque muitas mulheres quando estão grávidas não tão nem um pouco tentadas em andar por aí com aquela calça jeans com neoprene no cós, ou mesmo com um vestidinho de manguinha bufante e lacinho regulador nas costas.

Sou sincera: eu, se tivesse grávida não curtiria, e sei que muitas de vocês também não gostariam, por isso o motivo desse post de hoje, que tem dois tópicos básicos: roupas de grávidas para festas, e peças mais despojadas, para o dia-a-dia. Porque o estado gravídico não pode te obrigar a abandonar seu estilo, nem muito menos a vaidade, né?

Então, vamos por partes:

- no dia-a-dia: para o estilo diário, a gente pode deixar de lado a calça de neoprene e investir em peças mais legais, como o shortinho, tal qual sugeriu a Marina Leiros, no blog dela 9mesesemuitomais. O conjuntinho, a pantalona, os longos, o macacão, e as saias, longas e curtinhas(de laise e rodadinhas como as da Giz-Bun no grupo de imagens abaixo), são uma boa opção pra sair do combo mortal e repetitivo(caro também) jeans c/ neoprene -vestido c/ manguinha bufante.

Outra peça muito versátil e estilosa, que pode acompanhar as grávidas até o fim da gravidez são os kaftans, aqueles vestidos retangulares que são regulados com uma faixa, e podem ser longos ou curtinhos. Tenho uma verdadeira paixão por kaftans, e quando uma amiga ficou grávida, foi minha sugestão. Ela gostou tanto que fez váriooos, que duraram até o fim da gravidez: são fresquinhos(grávida sente muito calor), práticos, e elegantes.

Já nas festas, ah, as festas…a grávida sempre fica na dúvida sobre o que vestir em casamento, formaturas e afins, mas é simples: poucos detalhes e cortes abaixo do busto, tipo império, dão uma alongada na silhueta. Quase todas as fotos de grávidas famosas(e elogiadas no figurino) que catei na internet seguem essa lógica. Querem ver?

Quanto mais parecido com aqueles vestidos “gregos” mais bonitos eu acho…chama a atenção para o colo, para o busto, e a gente até esquece que tem um barrigão por ali…lindo mesmo!

Porque a gente pode até engravidar, mas jogar fora o estilo, e “enfeiar”, jamais!

Peças com recortes: Será que agora vai?

Não sei se vocês se lembram, mas há cerca de um ano, um ano e meio, as peças cut-out, com recortes, deram seu ar da graça. Pouca gente notou, quase ninguém aderiu. Lembro que até hoje tenho um vestido fofo cut-out, mas nem me empolguei pra titia fazer os ajustes, tá com etiqueta e todo marcado com agulha encostado…

Só que, pelo que ando vendo, o cenário agora me parece outro: as peças com recortes têm sido cada vez mais recorrentes, tanto lá fora (aTop Shop tá bombando com vestidinhos de discretos recortes laterais – como o da chamada do post lá em cima – fruto de muita pesquisa das semanas de moda de lá,  certamente), quanto aqui; o Fashion Rio, que rolou essa semana, não me deixa mentir. Sabe aquela sensação de que agora vai? Pois é…

A verdade é que eu, que olhava meio torto pra os recortes laterais, já tô amando os vestidos midi com recorte frontal, como o da Farm da foto abaixo, e até já fiz o meu parecido com o da Top Shop, não quero mais tirar do corpo, ficou fofo!

As famosas lá fora, já faz um tempinho, vêm adotando os recortes nas peças, principalmente os laterais. Tá aí Emma Watson que não nos deixa mentir, e causou com esse vestidinho lilás, que até mostrei no blog dia desses:

Eu gostei mesmo foi desse da Diane Kruger, queria mesmo!

E se vocês pensam que não temos adeptas do estilo no Brasil, Thaila Ayala chega e mostra que AMA peças cut-out desde a primeira onda, marolinha na verdade.

Tá certo, esse macacão não ficou lá essa coisa de bonito, aliás, ficou horrível, mas pra o vestidinho branco a gente tem que dar o braço a torcer, né, ficou fofo!

O que me chateia um pouco é o fato dessa onda com recortes ser lá democrática, já que pede uma cinturinha, no caso dos recortes laterais, sem gordurinha sobrando. A saída que enxerguei foi subir o recorte para o colo, as costas (em forma de coração fica mara!),   e pronto, a gente democratiza o que a priori era restrito a silhuetas mais fininhas.

Depois dessa exposição toda, a pergunta que fica é: estão prontas pra usar esses recortes todos? Será que agora vai?

D&G e a transformação do foulard

Esse post bem que poderia ser uma seqüência do look do dia , em que transformei um lenço em saia, já que o desfile D&G da primavera/verão 2012 nos passa justamente essa idéia:  dá pra transformar os foulards e afins em peças incríveis.

Duvidam? Só ver os principais looks dos desfiles. Tudo parecia ter sido feito através de amarrações, e as peças que não transmitiam essa ilusão usaram e abusaram das estampas típicas dos lenços. Caso da maioria longuinhos desfilados.

Acho que com um pouquinho de paciência dá pra treinar as amarrações e fazer muita coisa daí de cima, principalmente as saias e os vestidos curtos. Quem quiser tutorial ensinando, grita aqui que eu faço!

Sugestões para o Natal, última parte: Os vestidos

E agora, vamos falar dos vestidos, porque sei que tem fia que não larga um vestidinho no Natal por nada(tipo…eu!).

Selecionei vários, de comprimentos diferentes, para agradar gregas e troianas. Ah, e tem de renda(aposta pra vida toda, super atemporal), de malha, de tafetá, paetê…tem desculpa não!

Voilá:

Se tem um comprimento que, a meu ver, vai dar trabalho pra ficar encostado no armário de novo, é o tal do longo. Tô tonta de tanta saia longa e vestidão que ando vendo por aí, e querem saber? Não acho salutar esse bombardeio de um comprimento só, dá a impressão que só existe ele no mundo, e nada mais. Só pra contrariar, sairia por aí de midi até as coisas esfriarem…ou de um longo em modelo bem diferente do que se vê, ou ainda, apostaria no vestido com a saia assimétrica SÓ PRA CONTRARIAR. :)

Pulemos essa minha revolta, e vejamos os curtinhos, cada um mais lindo que o outro:

Imagens: reprodução

É dica até dizer basta.

Páginas123