Resumão NYFW S/S 2015, parte 2

Minha gente, essas semanas de moda voam, já tá rolando Paris Fashion Week, e eu ainda em NY!! #atrasadapacas. Mas deixem comigo, não vou deixar vocês perderem nada, vou tentar condensar Milão e Londres e dois posts menores, só pincelando as tendências mais marcantes, e Paris vou fazer um pouco maior, combinado?

Mas, enquanto não começo as outras semanas de moda, sigamos com a segunda parte de Nova Iorque, começando com Michael Kors, com uma coleção ultrafeminina, e que faz a gente querer cada uma das peças desfiladas:

mkorsss2015

Se eu pudesse traduzir a coleção de Michael Kors em três palavras diria que ela é romântica, fluida, e esportiva. As saias puxadas dos anos 50 se apresentaram – como em quase todos os desfiles da NYFW – e o xadrez vichy apareceu de novo. As cores? Muitas cores tiradas de um jardim ensolarado: verde (da grama), amarelo (do miolo das margaridas), .Porém, teve espaço pra o marinho, preto, branco e marfim também. Tinha tanta coisa linda na coleção que foi difícil escolher poucas fotos pra mostrar aqui, lotei o post!

Badgley Mischka também apostou na fluidez, e sua coleção estava repleta de vestidos esvoaçantes. O peplum corre pros vestidos de festa, e um detalhe importante, já cantei a bola no Insta pra vocês quando fui pra um casamento de uma amiga ano passado e usei: o crop top sai dos looks informais pra os looks de festa, tudo vai ser uma questão de usar o tecido certo.

bmischkass2015 copy

Sobre Hervé Léger, uma observação: a influência oriental na coleção. Quando uma grife que só desfila vestido bandagem piriguetesco arrisca uma manga estilo kimono nas peças desfiladas, é porque a coisa a porra ficou séria. Fiquem de olho!

hervess2015 copy

E de La Renta, hein? Do jardim do Oscar de la Renta eu queria apenas tudo: das peças em xadrex vichy (mais uma vez, hein??), às saias com aplicações de flores(outra tendência pra prestar atenção), sonhei com tudo no meu guarda-roupas. Ele sabe, como ninguém, trazer o romantismo para suas peças, sem parecer saído do romance da “Moreninha”. É delicado, porém nada pueril; é feminino, e é prático, como as flats que ele fez questão de usar em quase todos os looks desfilados, deixando o salto de lado, porque mulheres de verdade não têm condições de usá-los 24 horas por dia, todos os dias.

delarentass2015

Já a Altuzarra desfilou uma coleção que teve como influência o universo de dois cineastas com estilo muito bem definido: Polanski, e Kubrick, e aí, minhas amigas, o estilo da Mia Farrow em O Bebê de Rosemary, aliado ao ambiente de ascensão e queda do mundo aristocrático do filme Barry Lindon reflete na passarela: cores como rosa bebê, que lembram a camisola de Rosemary, o algodão usando de uma maneira mais sexy, em vestidos semiabertos, os bordados inspirados no século XVIII..tudo muito inspirador, e intrigante.

 altuzarrass2015

Bom, por hoje é só, mas essa semana ainda posto a terceira e última parte do NYFW por aqui!

Beijos!

Resumão NYFW S/S 2015, primeira parte

Vocês nem tão acreditando que comecei a fazer os famosos resumões das semanas de moda dos gringos né? Pois acreditem, vai começar a brincadeira, com algumas mudanças, mas vai.
Talvez a principal mudança que fiz é que não vou encher o post com zilhões de estilistas e imagens; se é pra ser resumo, vai ser resumo. Então, a idéia é falar um pouquinho sobre as coleções mais legais, e dar aquele toque esperto sobre as peças que podem pegar fortemente aqui no Brasil.
E aí, simbora começar bem, pela Diane Von Furstenberg?

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Bom, Diane já foi post aqui no blog, principalmente por causa de sua maior criação, o wrap dress. Eu sempre tenho muito amor pelas coleções dela, então, minha resenha sobre o desfile é muita babação, não tem como evitar.
Pelo que vi do desfile, podem puxar o xadrez vichy do guarda-roupas, que a gente vai Brigitte Bardotizar demais nos próximos dias. E não só isso: Diane com Furstenberg trouxe vestidos esvoaçantes, barriga de fora, bermudinhas, e o seu wrap dress, claro. Feminilidade é o lema que DVF leva para suas coleções. A mulher que ela idealizou para essa coleção certamente é aquela mulher prática, mas que não abre mão de sua feminilidade. Um detalhe interessante, e que vi em muitos desfiles em NY, foi a saia estilo peek-a-boo, meio entreaberta, que revela um shortinho por baixo. Me lembro demais de folhear as revistas de titia lá em meados de 90,94, e ver vestidos e saias nesse estilo. Palpite? Vai pegar, certeza.

Ah, quase ia me esquecendo, viram quem desfilou pra ela? Kendall Jenner, que falei aqui no blog, e com um vestido curtindo tão, tão lindo de guipure…desejei!

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Outro desfile que gostei tipo muito foi o da Lela Rose. Confesso que nunca tinha ouvido falar na designer, mas ao ver essa coleção corri pra pesquisar sobre essa texana que ganhou o coração das celebs hollywoodianas.Seu forte mesmo é vestido de festa, mais precisamente de casamento, mas olha, a coleção prêt-a-porter dela me deixou apaixonada, tinha apenas tudo que queria, e esse tudo no momento quer dizer saia midi e cropped top hahahahaa. Tá, vocês podem pensar que tô repetitiva, a ponto de ser chata, mas os desfiles só comprovam: a gente não vai se livrar dessas duas peças tão cedo.

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E Donna Karan, hein? O verão da DK trouxe muito vermelho, tons terrosos, preto-e-branco, e estampa artsy. Achei o máximo utilizar cores a priori invernais em looks de primavera/verão. Isso só reforça o fato de que, ainda bem, os cagarregrismos tão meio que pegando o beco da moda. Bom ficar de olho em três estilos de saia: a midi lápis, a midi full, com volume, e a saia longa trompete. E no chapéu do Pharrel (brinks rsrsrs).

Bom, vou ficando por enquanto com esses três desfiles, mas podem ter certeza que vem mais,  já separei e tô organizando pra dar vários toques a vocês do que andei observando das semanas de moda.

Beijos!!

Quando os brincos fazem a diferença no look

Quem cursou – ou cursa – Direito, sabe de uma máxima em Direito Civil que diz que o acessório segue o principal. Isso significa dizer que o acessório tem uma relação de dependência com o bem principal. Ora, o próprio nome acessório já diz tudo, e o dicionário é bem claro quando define o termo da seguinte forma: que é menos importante, secundário; coisa secundária.

Mas, na moda, será que é a mesma coisa? Acessório realmente é algo secundário, menos importante? Eu diria que não. Os acessórios, na minha opinião, têm ocupado uma posição de destaque em um look; hoje em dia, looks inteiros são elaborados tendo acessórios como ponto de partida, por isso o boom dos chamados “statement necklaces”, “statement bracelets”, “arm swags”, e por aí vai…quando se fala em estilo, acessório é acessório só no nome.

E o post de hoje fala justamente de um acessório que instantaneamente deixa a gente com outra cara: o brinco.

Diariamente eu exercito meu estilo, e um desses exercícios, é vestir um look básico e dar uma cara nova, ou uma identidade a ele só com acessórios. E devo confessar: o look é outro quando a gente põe pulseiras diversas, e um par de brincos legal. Os brincos,  quando a gente faz a escolha certa, iluminam o rosto, realçam a maquiagem, deixam o visual bem harmônico. A diferença é incrível, imediata.

Só pra gente começar a treinar a partir desse post, selecionei algumas imagens de “gatas celebs” com brincos bem legais, dos mais variados estilos, do clássico de pérolas ao ear cuff. Tentem imaginá-las sem eles. O look ficou sem graça? A make ficou borocoxô? Ficou, né?

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De todas, a mais marcante, pra mim, foi a Emma “eterna Hermione” Watson, e em segundo lugar a Taylor Swift, que realçou o look off white com uns brincos azul turquesa. O visual dessas duas ia ficar muito marromeno sem os brincos.

E aí, que tal tentar em casa agora? Façam testes, se divirtam, e me contem o que acharam, se não tenho razão quando digo que os brincos podem sim ser ponto de partida de um look?

Porque quando se fala em estilo, o acessório nem sempre segue o principal.