Pra ficar de olho: broches

 

 

 

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Não tem coisa mais legal na moda que a modernização do vintage, e hoje o post é sobre um acessório que vem sendo repaginado pelo street style: o broche.

Na verdade na verdade, o broche sempre teve um lugar cativo no meu coração, pois meu ícone de estilo, minha tia, SEMPRE usou essa peça, de modo que aqui em casa temos muitos exemplares deste acessório maravilhoso, que tira qualquer look da mesmice. Então, pra mim, broche é atemporal.

Mas, no universo das tendências, me parece que só recentemente o broche retornou com força total, aparecendo nas passarelas (Lanvin, Prada, e Balenciaga são exemplos) e nos blogs de estilo, geralmente de um jeito bem estiloso: enchendo as lapelas de blazers e golas de jaquetas, como mostro abaixo:

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Contudo, esse não é o único jeito de usar o broche, e a gente não pode se limitar tanto quando o assunto é dar nosso toque pessoal às nossas montações, né? Eu, por exemplo, adoro colocar grampos nos broches, e usar como acessório de cabelo, incrementando um coque, ou um rabo de cavalo; gosto de colocar no lenço e jogar no pescoço, ou mesmo pegar esse mesmo lenço e botar no braço, e aí temos um bracelete bem hi-lo, meio grunge, meio chique; também curto colocar uma corrente ligando dois broches iguais, fixando cada um numa gola de uma camisa básica, e aí temos uma espécie de colar…gente, muitas maneiras, muitas maneiras, só deixar a criatividade aflorar!

E aí, cês encaram essa incrementada no look com brochinhos ou pulam? Como já disse, eu tô com os dois pés dentro, amooooo broches, dão muita personalidade a um look.

 

 

NYFW, looks mais legais do street style

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Oe, cheguei um tico tarde, mas dá tempo ainda de fazer minha seleçãozinha de looks de street style do NYFW que rolou há pouco mais de um mês, né?

Então, queria falar pra vocês minhas impressões, e as imagens são um pequeno resumo do que vi no meu passeio virtual por vários sites com fotos dos convidados dos desfiles em NY. Não há nada mais legal do que ver a leitura que as pessoas fazem de suas referências na moda, nas artes, na cultura, transpondo isso pra maneira de vestir, e o street style me dá esse termômetro.

E o que percebi de NY? Que a febre da camisaria lá tá grande, que os looks estão ficando cada vez mais práticos e menos carnavalescos, que o salto tá sendo aposentado, e que a camiseta, minha peça queridinha da vida, tem reinado tanto em looks esportivos quanto em looks mais sofisticados.

Notei também que o rose quartz (um rosinha com fundo levemente puxado pro salmão), que compõe o combo de 2017 da Pantone apareceu muito nos looks da galera. Ah, e os anos 90 tão com tudo, não podemos nos esquecer dessa década maravilhosa ao tirar qualquer peça do armário; pra mim, o parâmetro é Alicia Silverstone, o que ela vestiu, de Clueless a clipes do Aerosmith, pode usar sem medo!

Fazendo um resumão ilustrado do que falei acima, segue imagens:

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Só composições que super podemos usar por aí, né? Sigamos para compilar Milão e Paris, e ver o que rolou por lá, aguardem cartas.

DIY: choker lacinho e choker margarida

Volteeeeei, meu povo!

Aproveitei que é feriado aqui na minha terra pra editar um vídeo ensinado a fazer mais dois chokers: um deles estilo gravatinha, lacinho, uoreva, pra gente fazer a Alexa Chung por aí, e outro de margarida, bem boho…esse eu uso direto, e já quero fazer um branquinho também pra fazer um neck swag!

Espero que gostem, e lembrem: se inscrevam no canal pra amigue aqui se empolgar e fazer mais vídeos!


Velvet Obssession

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Eita que a imersão nos anos 90 tá grande, viu?! Depois do vestido camisola, vou falar um pouco com vocês sobre o veludo, que de repente pipocou nas passarelas lá fora (Tommy Hilfiger, Alberta Ferretti, Armani,  Gucci, Prada…), e ganhou leitura própria no street style. Digo isso porque as passarelas trouxeram peças mais clássicas em veludo, com forte influência dos séculos passados, e as ruas trouxeram uma versão mais cool, usável, ora puxando pros anos 90, ora com um pé no bohemian, o que, diga-se de passagem, me agrada muito mais.

O veludo pode dar a impressão de que é um tecido difícil de usar mas, como disse, é só impressão. Escolhendo a peça certa, uma cor legal, combinando com os acessórios certos, não tem perigo da gente sair por aí parecendo forro de caixão, no way! E o bacana: uma peça confeccionada em veludo se torna atemporal, podemos passar anos usando, não dá pra se desfazer porque quanto mais os anos passam, mais legal usá-la como uma referência na montação! O veludo não é só tendência, eu considero bem mais que isso, é estilo, quem ama veludo, ama sempre.

Outro mito que é missão desse blog quebrar é o de que veludo só pode usar no inverno, em regiões onde o frio pega de verdade. Desagarrem dessa ideia, dá pra usar de boinha um top de veludo, por exemplo, no nosso inverno nordestino, com um shortinho jeans! Vestidinho curto também! Saia lápis, essa é que dá mesmo! Kimono, esse é que dá, estilo gata do Coachella, com vários colares, camiseta surrada, e shortinho jeans! Lembrem, não existe regra quando se joga personalidade no look, você, seu estilo e seu bom senso é que vão dizer a forma com a qual será digerida a tendência.

Resumo da ópera: se joguem, mas antes vamos dar uma espiadinha nos looks inspiradores que coletei pra dar uma mãozinha na montação com peças em veludo?! Espero que gostem!!!

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Só mais duas coisas: esse kimono rosé, e essa calça pijama cinza, minhas obsessões para o momento!

Beijos,

Rose.

Alerta anos 90: o slip dress voltou!

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2016, pra moda, tá parecendo 1995: a quantidade de peças trazidas direto do armário das meninas da década de 90 dá pra criar uma série de posts por aqui, tranqüilamente.

Em 1990 eu tinha 9 anos, e ganhei uma assinatura da Capricho que durou mais de 5 anos, portanto, acompanhei de perto o estilo que reinou naquela década, seja através dos editoriais da Capricho, seja acompanhando, também através da revista, os looks das estrelas Pop/Rock e top models da época. Muitas peças legais daquele tempo tão voltando, mas por hoje, vamos falar de uma em especial, versátil por sua própria natureza: o slip dress, ou vestido camisola.

Quando se fala em slip dress, não tem como não vinculá-lo à Kate Moss, e à Courtney Love, rainhas dos anos 90 que usavam a peça de maneira exaustiva. Se Kate recebesse um dólar pra cada aparição que fazia usando slip dress ela tava milionária somente por isso!

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Se nos anos 90 era Kate que comandava o exército de Slip Dress, atualmente o ícone de estilo no quesito se chama Rumi Neely, blogueira do Fashion Toast. A beesha veste cada um mais lindo que o outro, fico feito doida salvando na minha pastinha de inspirações pra escolher o modelo mais legal e fazer um pra mim!

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Muito embora o vestido-camisola não seja unanimidade (algumas dirão: que loucura, mulher, a pessoa sair de camisola na rua, onde já se viu??!), minha opinião é de que o slip dress é sim uma das peças mais legais do momento para compor looks: a gente vai do look sexy ao grunge dentro de instantes, somente trocando acessórios. Ele vai da festa chique a um jantar mais informal com amigos. E eu provo o que digo, só ver a seleção abaixo dos looks com slip dress, garanto que muitas de vocês, leitoras, vão desejar um vestidinho camisola pra chamar de seu.

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Ah, ia me esquecendo: se quiserem deixar o look bem anos 90 mesmo, é só combinar com camisetinha por baixo, vi várias meninas usando e achei massa, um hi-lo direto do túnel do tempo que funciona demais!!

E aí, que cês acham do slip dress, curtem ou não? Vamos abrir debate nos comentários, que eu adoro!

Surra de looks pra trabalhar, featuring Folake Huntoon

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Se tem uma coisa que amo é ver blog de estilo. Sim, de estilo, não de moda. Não tem blogueira mais legal que blogueira autêntica, daquelas que, dando uma passada em 5 looks você consegue visualizar um estilo bem definido. Odeio montações exageradas, excesso de maquiagem, cabelo demasiadamente impecável…gosto de blogueira da vida real, que os looks não parecem editorial de moda, e sim uma marca registrada daquela que os veste.

E eu sigo muita gente maravilhosa nessa linha que falei acima, uma delas é Folake Huntoon, uma novaiorquina do Bronx que é ícone de estilo pra mim:  meus looks pra trabalhar não são mais os mesmos depois passei a segui-la no Instagram.

A meu ver, Folake quebra vários paradigmas dentro da moda: usa cores vibrantes em looks super apropriados pra trabalhar (muita gente defende que looks vibrantes não são elegantes, bullshit); repete roupa (mas recria possibilidades maravilhosas a partir da mesma peça); faz hi-los incríveis, juntando camisa social com saia de paetê. Coisas de quem entende do riscado de verdade.

Poderia fazer uma tese sobre o que acho do ritual de vestir, de compor looks, de misturar referências, mas um resumo é bem apropriado pra quem tá por aqui pelo blog: o ato de vestir é uma expressão de sabedoria, de autoconhecimento, e principalmente de externalizar o que somos e pensamos ao mundo. Um look cheio de estilo é muito além de tecido em cima de tecido, vestindo um corpo; é IDENTIDADE. E o que Folake mostra em seu blog é de uma riqueza cultural, de uma genialidade, que só mostrando os looks dela aqui pra vocês entenderem do que falo. Não são looks com peças diferentes, ou grifadas, que não podemos pagar. Folake faz a magia acontecer a partir do seu guarda-roupas, e dentro de suas possibilidades.

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spantry1Imagem: reprodução

Se vocês me perguntarem qual das composições acima eu mais amei, sou sincera, não sei dizer de jeito nenhum, achei os looks todos perfeitos. E vocês, curtiram algum em particular?

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