Converse All Star: Porque nem todo dia é dia de salto 15

Vou confessar pra vocês: minha história com o Converse é antiga, muito antiga(não me chamem de velha, ok? Sou do tempo dos Backyardigans e da Angelina Bailarina, tá?!!!).

Em meados de 1998, minha amiga Joyce (sempre gótica e inteligente, fã do The Cure, e de Siouxsie and the Banshees, hoje filósofa e bacharel em Direito) morreu de me aperriar pra ir ao Alecrim com ela, onde os tênis Converse de cano alto estavam sendo vendidos a seis – eu disse seis – reais.

Ela, muito esperta, arrematou dois, e um deles era cano alto e com verniz, pretão. Eu, sempre eclética, e skatista na época, arrematei um vermelho. Como tenho um TOC de customizar, cortei o cano, e enchi o danado de inscrições feitas com caneta para tecido. E quando coloquei nos pés, não tirei mais, aliás, tirei pra jogar fora porque já tava super velhinhos. Depois comprei mais uns 4, e dois deles ainda uso, estão novinhos.

A verdade é que os tênis Converse não são “tendência”, palavra que evito utilizar nesse blog. Eles sempre existiram(desde 1917, para ser mais precisa), e sempre foram vistos por aí, mas, como dizia o filósofo da zona, “o que muda é a diferença”(pausa dramática pra colocar a mão no queixo e refletir sobre). É que cada pessoa ao redor desse mundinho de Meu Deus sempre dá um jeito de imprimir o seu estilo pessoal ao usar os seus Converse, e isso é que o mais bacana, porque dá uma noção da versatilidade desse tênis, que nasceu para as quadras de basquete e ganhou as ruas.

Só pra vocês terem uma ideia, já foram vendidos cerca de 800 milhões de pares de Converse All Star pelo mundo. Muita coisa né?

Essa galera da foto é apenas uma pequena parcela dos compradores, que separei pra mostrar a infinidade de looks que se pode montar usando apenas e tão somente um parzinho de tênis:

Então, minha amiga, quando tiver cansada do salto 15, arrisca um pouquinho e põe uns tênis Converse nos pés. Hoje em dia, a variedade é tão grande que fica impossível dizer que nenhum tinha “sua cara”. Bulsshit! Arrisca unzinho e faz o teste, depois me conta aqui nos comentários!

Seus pezinhos agradecem. E seu estilo também.

“Faça sol ou chuva um lindo dia vai nascer…

…no céu em degradê…”

Era exatamente assim, como essa música do For Fun, que tava o tempo aqui em Natal, e como meu casual friday passou pra quinta (porque amanhã tenho audiência e o look tem que ser menos informal), fui de tênis(tem coisa mais selva pra chuva louca de Natal?), ou sneakers como falam por aí, o que é uma grande besteira. Tênis é tênis, enfeitar pra quê?

A camisa é Tia Alice, feita por ela e para ela, mas eu furtei pra mim(só por hoje); a calça, salvo engano, é moda K:

E os detalhes não foram muitos(a camisa xadrez por si só é festa)…eles se resumem ao close tênis Converse; um colar que minha amiga Tati me deu; pulseira que minha prima Chris me deu faz um tempão; relógio Chilli Beans; e bolsa Renner:

Adoro esse colar, ele parece um bocado de tijolinhos que vão se encaixando no pescoço, lindo mesmo!

Ah, e perdoem a meia sapatilha aparecendo, meu pé é fino, e quando ficava na ponta do pé pra o bofe fotografar o tênis saía, mostrando um pedaço desse acessório maracatu véio…(all star corta meu pé, fato):

E essas cores da camisa exatamente das mesmas cores do tênis?

Combinadinho!