Os looks mais legais de Street Style da Semana de Moda de Milão

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Certo dia vi pela internet, não me lembro onde, um verdadeiro levante contra os looks de street style, dizendo basicamente que a galera se montava pra aparecer, e quanto mais bizarra fosse a montação, mais cliques essa pessoa teria, e que por isso perdeu o sentido a gente ficar de olho nessa galera blá, blá, blá…eu até acredito que tem gente que vai pra porta dos eventos toda trabalhada no figurino do Esquenta! só pra ganhar uns cliques, mas acredito também que, em sendo um evento na área de moda, é super normal que gente com look esquisito de verdade, e não forçado, apareça por lá, do mesmo modo que gente com look mais clássico, ou com look com pegada mais urbana também esteja circulando pelos desfiles ou portas de evento. O legal do street style é mesmo ver esse encontro de tribos, e pinçar o que apareceu de mais legal e foi registrado pelas lentes dos fotógrafos; é uma mina de referência, e olha, precisamos parar de pensar quadradinho, e achar que só passarela, e editorais de moda são fontes de tendência, ou mesmo de inspiração. Ampliar os horizontes é preciso pra construir uma personalidade, e looks que correspondam à essa personalidade que a gente vem formando desde que nasceu.

 Pois bem, dada minha opinião sobre o assunto, selecionei alguns looks bem legais que saíram das ruas da Semana de Moda de Milão e que dão uma deixa do que pode vir a influenciar nossa primavera/verão 2016. Primeiro, o comprimento midi. Sim, ele veio e ficou, sorte de quem é apaixonada por looks com peças nesse comprimento, tipo eu, que não quero abandonar mais nunca minhas peças midi!

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No street style de Milão eu percebi também uma vibe anos 70, um apego da turma “das modas” por calças amplas, curtas ou não, e por sobreposições, principalmente com camisetas por baixo de vestidos. Me lembro que a gente usou muito nos anos 90, mas não sei se aqui no Brasil vai rolar…

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A vibe romântica também foi mostrada nos looks das que circularam pelo evento, com destaque para batas e vestidos bordados, bem numa pegada mexicana, ou mesmo dos trajes típicos da Ucrânia. Se preparem que a gente vai ver muito disso por aqui, porque super combina com o estilo tropical.

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E quando a gente tá sem saco de fazer uma montação com muitas referências de tendência, o que faz? Recorre ao clássico, afinal, ele nunca falha. O que vi de alfaiataria nos blogs de street style não foi brincadeira. Peças feitas sob medida, e com acabamento impecável nunca são demais, e eu diria até que existe um quê de versatilidade na alfaiataria, ao contrário do que muita gente pensa; dá sim pra fazer looks super criativos com peças alfaiataria, vejam as composições abaixo, em que um terno foi acessorizado com chapéu e obi, o tubinho complementado por bolsa divertida e óculos redondinho…enfim,  o segredo é fazer do ato de se vestir uma brincadeira, um quebra-cabeças a ser montado todos os dias com peças diferentes.

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Bom, era isso que tinha pra dividir com vocês por hoje, lembrando que ainda tem post pra subir referente à semana de moda de Paris, que tá rolando agora, e talvez a de Londres, vou tentar postar ainda essa semana pra gente finalizar os babados da semana de moda e pautar outras coisas legais por aqui.

Beijos!!!

Razões para amar o street style australiano

Oi, meu povo, voltei, depois de um jejum básico de posts! É que entrei de férias e tava tão, mas tão cansada na primeira semana, que preferi ficar de boa, deitada, descansando e assistindo Netfliz pra voltar com o cérebro tinindo e preparar posts novinhos e interessantes por aqui.

Bom, e abrindo as novas postagens, gostaria de falar sobre a maravilha que é o street style australiano…gente, é chuva de looks inspiradores, e eu poderia passar o dia inteiro enumerando as razões para amar o estilo das australianas, mas vou separar apenas três, porque ainda separei vários looks pra falar com vocês mais na frente:

- não sei se impressão de quem é daqui do Nordeste do Brasil, mas os looks usados o ano inteiro pelas australianas são super usáveis o ano inteiro por aqui. O clima de lá é seco em algumas partes, e não existe essa história de outono/inverno rigoroso, então, acabo por me identificar mais com as bloggers australianas que as de São Paulo, por exemplo, porque né, bota over-the-knee no RN é piada pronta hahahahaa

- os looks tem impacto visual maravilhoso, e mesmo nas semanas de moda australiana a gente não vê gente  “montada” demais, como nas semanas de moda da Europa, por exemplo. Assim, servem de inspiração para a vida real; e, por último

- …a Austrália nos apresentou as melhores bloggers que conheço (Tuula, Gary Pepper, Geneva, Zanita), e uma das editoras de moda mais fuderosas da face da Terra, Christine Centenera.

Esses três motivos já bastam pra gente ter a curiosidade de conferir os looks das meninas from down under, né? Porém, acrescento mais seis que complementam os três lá de cima!

- Na semana de moda australiana, os looks de street style mostram como usar jeans destroyed e jeans + jeans sem muita firula e com estilo:

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- Pra quem tem bode de tomara-que-caia, as aussie girls mostram como usar sem ficar parecendo que faz parte do Bonde das Maravilhas (não que seja ofensivo, mas não é o estilo que procuro quando tento encaixar o tomara-que-caia nos meus looks):

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- Sobreposição? Bastante, e de um jeito que não fica com aspecto de cabideiro, como vejo em semanas de moda européias ou americanas. Gente, olhe que máximo as sobreposições com shorts na parte de baixo, que perfeito pra gente do nordeste!!!

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- Monocromático e “all black gótica fresh”, elas também são mestras nisso:

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- As australianas são campeãs nos looks Oversized sem deixar um aspecto Didi Mocó meats MC Hammer:

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- Em composições mais femininas, as beeshas sabem como ninguém do lema “sexy sem ser vulgar”. O segredo delas é equilibrar o look, da seguinte forma: vestido sexy? make básica, ou penteado básico; short-saia longo? camiseta esportiva. O hi-lo de sempre, usado da melhor forma:

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Fotos: reprodução

Perceberam como as semanas de moda da Austrália rendem mais inspirações que os draguismos das outras do resto do mundo? É óbvio que encontrei alguns looks montados em minha pesquisa, mas foram pouquíssimos; no geral, as australianas são descoladas, e não são fissuradas em vestir tendência em cima de tendência. O resultado dos looks delas é um painel clean, e bastante inspiracional para nós, mortais.

Mas, me digam, gostaram dos looks das “aussies”? Comentem, que super queria saber a opinião de vocês sobre esse estilo mais limpo, menos montado.

Beijos!

Adoooro! da semana: Calça estampada pra gente ser feliz!

Mesmo saindo atrasado, o Adoro é uma categoria do blog que vale muito a pena conferir, principalmente porque traz looks que dá pra gente adaptar em casa. Afinal, a gente não tem coleção de Louboutins e bolsas Hermés em casa, né…fora que não dá pra trabalhar, passear, sair com os amigos com coisas muito cheias de frescurites.

Pois bem. Hoje eu trouxe Jessie, uma blogueira gringa que monta looks enxutos, porém bem legais, e MUUUITO USÁVEIS. Nesse aqui ela ousou na calça estampada, e preferiu ser básica na parte de cima: jaqueta de sarja preta, e camiseta pink bastaram:

Imagens: reprodução

Me inspirando, recriando, adaptando…

Adooooro! da semana: oncinha+caveira+simplicidade

O adoro! da semana que abre o mês de julho é bem assim, na contramão das ideias que as peças passam. Sim, porque usar caveira sem parecer metaleira, oncinha sem parecer perua, e short sem parecer piriguete é arte:

Foto: reprodução

Esse tá na minha pastinha de inspirações para todo o sempre. Lição aprendida.

Adoooro! da semana: Nini, do Nini Style, em 3 versões de matar a gente com a faca da cozinha

Olha, não é de hoje que sou fã da blogueira Nini (do Nini Style), já até acho que sou repetitiva, porque falo muito dela nesse blog. Mas pudera, a bicha tem um estilo de matar a gente de inveja.

E essa semana, ela postou tanta coisa linda que a vontade foi de jogar tudo aqui no blog. Mas me contive, e soltei apenas três versões muito legais do que Nini andou usando por aí.

A primeira: um vestido midi com recortes INCRÍVEL!

Juro que queria um desses, tô numa vibe midi, tudo culpa de Karla do Karla’s Closet e de Nini.  Tá certo, alguns podem dizer “não favorece as baixinhas”, mas quem se importa? Se me fez bem, que mal tem?

Vejam se não dá vontade: o que é esse vestidinho azul (DESTAQUE para a saia da colega de foto usada com camisetinha, pra adaptar já!)?

E pra vocês não dizerem que só falo dos vestidos midi de Nini, aí um look com tênis (oeeeeeeeee! Vou encher o saco de vocês com isso). Tem look mais confortável pra bater perna em viagem? Definitivamente, não!

Fotos:reprodução do blog ninistyle.net

Nini, sua linda, a gente te dedica (e agradece pela dica de composições) :)

Vídeo de sábado: curta The Dress(por David Anthony Parkinson)

Muitas de vocês só devem conhecer a etapa final de um processo de produção de uma peça de roupa. Tudo chega mastigadinho, quase empurrado goela abaixo. A sociedade atual acabou deixando o artesanal de lado, a coisa feita à mão, e acabou se rendendo ao império das fast-fashion, que fornecem tendências mastigadas e impessoais em suas multi-araras espalhadas mundo afora. O capitalismo se uniformizou, e aquela coisa deliciosa de vestir uma peça feita pra você, unicamente, acabou meio de lado, deixada num cantinho…

Eu, pelo contrário, cresci na outra margem do rio, e quando mergulhei, continuei nadando da em sentido oposto, resistindo firmemente à correnteza. Acompanhei, desde muito nova, todo o processo de concepção de uma peça de roupa; aqui em casa, as conversas com as clientes, a procura do modelo nas revistas, a anotação das medidas, o tal do “ponto de prova”, e por fim, a peça finalizada, sempre foram – e continuam sendo – meu dia-a-dia ao lado da minha tia. E o que parece banal para muitos, me parece magia, ou qualquer outra coisa extraordinária que valha. Aprendi muito, inclusive a olhar um tecido e na mesma hora imaginar a peça pronta, e por isso, talvez, eu seja a companhia ideal de titia em suas compras de tecido e aviamentos desde meus 11, 12 anos. Já é intrínseco, natural, e espontâneo.

Ao que me parece não estou só, tenho visto uma galera desbravando o mundo da costura. Um estilista que não põe a mão na massa, não merece ser estilista. Tem que dominar a cadeia de produção, tem que costurar. Como saberia o caimento de uma peça desenhada se não passasse pela parte empírica da coisa?

E bem por isso eu super me identifiquei com o vídeo The Dress, de David Parkinson, que acabei achando no Vimeo ainda agora. O curta mostra bem esse caminho percorrido entre idealizar uma peça, e finalmente tê-la em mãos. Muito bacana:

Fascinante, né? Agora imaginem isso acontecendo com vocês? Toda vida que faço uma peça de roupa pra mim, que provo, e caio na real que saiu de minhas mãos, não dá pra descrever, é sublime essa sensação. Coisas de quem viu a vida inteira sonhos se transformando em realidade bem ali, a um palmo de distância…

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