On the record: Você é um consumidor consciente?

Acho que poucas pessoas param pra pensar sobre a pergunta acima. Porém, nunca é tarde, como também não é tarde tentar utilizar pelo menos 50% das dicas abaixo, dadas pelo Instituto Akatu, já mencionado várias vezes por esse blog, expert em consumo inteligente e sustentável.

Mais um vídeo que vale a pena conferir até o fim:

Notaram que tô evitando ao máximo fazer posts de compras? Acho que é bem por aí, um bom começo…

Sobre consumo de moda e a crise econômica mundial

Não adianta fingir que não é com a gente. A globalização tem como um de seus efeitos fazer com que uma crise que se inicie na Grécia, por exemplo, atinja toda a Europa, Estados Unidos, e respingue no Brasil. É uma das partes ruins dessa onda toda de ter um mundo globalizado, e majoritariamente capitalista. Se o Japão quebra, a impressão é de que ele estivesse caindo num abismo agarrado em nossas mãos; inevitavelmente, se a gente não for junto com ele, pelo menos um arranhão fica. Mais ou menos assim.

Só pra vocês terem uma ideia, no quesito vestuário, o preço aumentou mais que o dobro da inflação este mês. As roupas estão mais caras nesse fim de ano, prezadas leitoras.

E aí que vem o dilema: como parar de consumir quando fomos doutrinados a fazê-lo de forma incessante a vida inteira? É possível consumir “moda” em tempos de crise? De que maneira?

A resposta é afirmativa, mas não é tão simples quanto parece. Há uma série de medidas que podemos tomar para passarmos ilesas por uma crise econômica mundial – seja ela uma tsunami ou marolinha – ou até mesmo uma autocrise econômica(quando a gente decreta nossa insolvência, quem nunca?).

Listei algumas:

- Uma das primeiras atitudes é ser visionária. Ter habilidade de prever tendências, ou até mesmo de não se importar com “moda” quando se tem um estilo consolidado é um segredo que evita que nos tornemos escravas da lógica mercadológica. Pensar sempre à frente nos permite economizar de maneira considerável. Já cansei de comprar em liquidação coisas que só vêm “estourar”, duas, três temporadas depois. Não me importo muito com moda, e vocês já até devem ter visto isso, quando apresento a vocês peças minhas que adquiri há 4, 5 anos ou até mais, e agora se fala muito. Aconteceu com o crochê, aconteceu com calças com zíperes na barra, e vai acontecer certamente com muita peça minha que compro em liquidação sem pensar em “tendência”;

- Se valorizar é muito mais importante que simplesmente seguir o humor das passarelas. Leia, consuma informação de moda, seja em blogs, seja em revistas especializadas, faça o filtro, e veja o que é realmente se adapta ao seu corpo, e sua personalidade. Comprar muito e comprar caro nada tem a ver com se vestir bem. Tem a ver com fomentar uma crise mundial, que tá longe de ter um fim;

- Caso opte por consumir algo caro, faça com inteligência. Consuma o que possa servir como peça-chave de um look, e valorizá-lo instantâneamente. Por exemplo, um sapato mais caro pode dar vida a uma camisetinha de R$17,90, e um jeans de R$59,90. E sim, as camisas pólo da Lacoste duram mais que as pólos da Riachuelo, basta fazer o seguinte teste: compre as duas, e lave sempre. Qual delas se manteve intacta? Pois é, no preço da pólo Lacoste tá a qualidade do material, que resiste a várias lavagens sem perder cor e esgarçar, e não somente marca. Já no caso do esmalte Chanel, este descasca do mesmo jeito do esmalte da Colorama, não vale a compra;

- Tá sem grana pra comprar alguma peça mais cara? Busque imitações, mas de qualidade. Tá, pode parecer difícil em meio a Birkins e PS’s de moletom, mas é totalmente possível. Veja acabamento, fechos, material. Se tudo estiver OK, a compra é válida.Vejam bem: não falo de falsificações, com logomarca famosa, mas de imitações, modelos parecidos, mas de material bom. E se serve de consolo a diva Coco Chanel já dizia que ter um colar de pérolas falso é válido, pois servia pra usar no dia a dia. Já o colar de pérolas verdadeiras eram para ocasiões especiais. Sabe tudo!

- Essa é batida, já disse e repito: costureira, minhas amigas, costureira…sei que é difícil achar alguma boa, mas quando achar, se apegue, trate bem, sirva café na cama. Ok, esse último é dispensável, mas de resto, pode ter certeza que você vai gastar menos, e sair tão linda quanto aquela amiga abastada que só usa Le Lis Blanc pra cima. Certeza.

- Investir em peças de boa qualidade também implica em menos peças. Portanto, se quer comprar algo caro, veja se realmente vale o quanto custa, se o acabamento é bom, se o corte é impecável, se você se vê usando essa peça alguns anos depois…tudo isso deve ser avaliado antes de tirar um rim pra comprar aquela calça leeenda de viver, ou aquele casaqueto que ganhou seu coração. Lembrem: é melhor ter um guarda-roupas com poucas peças, mas de qualidade e que combinadas criem um visual surpreendente, do que ter um armário repleto de coisinhas atreladas “à moda do dia”;

- Vale o investimento: lingerie boa, que suba os peitchones, que não deixe o bumbum caído, que ajude no caimento da peça…uma boa lingerie ajuda, e muito, a peça que vai por cima;

- “Mas Rose, eu quero seguir as tendências…”. Tá permitido, desde que se use a regra do 70/30. Consiste em abastecer 70 por cento de seu guardar-roupas de peças clássicas, e apenas trinta por cento com o que se mostra em desfiles, que recebem a rubrica “trendy”, expressão essa que odeio usar. Isso evita tornar seu armário em um arquivo de cada temporada de moda, e por outro lado, o abastece de peças que certamente durarão várias estações.

- Eu já até falei em outro post, mas investir em acessórios é uma sacada genial pra multiplicar seus looks. Quem quiser saber mais, só acessar o post AQUI.

- Ser do contra também super funciona na moda. Todo mundo tá usando minissaia? Saque sua saia longa do guarda-roupas? É bolsa pequena que todo mundo quer? Saia linda com sua maxibolsa. É um exercício que ajuda a gente a se desvencilhar das “tendências”, encontrando, assim, um estilo próprio. Evita também a banalização de uma tendência. Nem te digo que hoje em dia, quando faço uma digressão, acho feia de doer aquela bolsa desbotada “motorcycle” da Balenciaga, que todo mundo fez tanto frisson certa vez, só porque os blogs de moda ditaram que era “trendy”. Ela tem uma eterna cara de bolsa falsificada. Prefiro uma nacional, de acabamento bom, e modelo bonito;

Pode parecer bobo, mas quando for à caça de peças para incrementar seu guarda-roupas, vá com uma boa lingerie, sapato confortável e com um saltinho, cabelo no grau, e um pouquinho de maquiagem. Ajuda a criar o efeito da peça extramuros do shopping. Verifique acabamento, conforto, qual ao efeito da cor da peça sobre seu rosto…tudo isso é muito válido, e poupa muita grana, pois evita que você leve pra casa algo que não saia do seu guarda-roupas. Agindo assim, você acaba levando somente o que tem “certeza” que tá bom;

Bem, essas são algumas das táticas que poderão nos ajudar a enfrentar os efeitos dessa crise que se instalou, sem precisar cortar totalmente nossos gastos com roupas. Somos mulheres, e fica quase que impossível renunciar à vaidade que nos é inerente, juntamente com o fato de que gostamos de ir ao shopping, e gastar um dinheirinho com alguns agrados. Pondo em prática algum dos pontos acima a gente consegue conciliar as duas coisas, e sai sã e salva dos tempos de vacas magras.

O que aprendi com o “recessionismo”

E finalmente vamos ao balanço do que aconteceu nestes últimos meses me esforçando,  e deixando por várias vezes(perdi as contas) peças na boca do caixa sem voltar com nadica de nada pra casa, tudo em nome do recessionismo.

É difícil, gente, muito difícil…e adianto pra vocês que tive momentos bem fortes, em que o impulso não pôde ser controlado simplesmente pelo fato de que oportunidades e peças-desejo apareceram na minha frente, e sou sincera, não segurei e trouxe pra casa, mais precisamente no terceiro, e neste último mês da campanha.

Porém, lições valiosas foram apreendidas, assimiladas por mim : ante toda essa atmosfera de consumismo, criei um certo asco de comprar roupas. Absorvi a ideia de que vê-la tomando forma, além de ser vantajoso financeiramente, também é importante para a busca de um estilo, de uma identidade própria, da mesma forma que buscando no seu guarda-roupas formas diferentes de se usar uma peça que tava lá, encostadinha, tem o mesmo fim.

Me virei demais com peças que fiz, e peças que titia fez pra mim, adorei os presentinhos que me deram ao longo dessa jornada(pouquíssimos, mas valeram), e amei mais ainda ter um pouco de cérebro na hora de consumir, parar pra pensar, poder me indagar se realmente preciso daquilo, ou quantas vezes poderia utilizar se levasse pra casa. Funcionou demais, e me sinto preparada pra esse mundão que Adam Smith trilhou pra mim: comprar roupas, só de caso pensado.

Mas vamos ao que interessa, se comprei algo, que mostre aqui.

No terceiro mês do recessionismo passei uns dias no RJ, e como de praxe, fui à Ipanema conferir aquela maravilha que é a liquidação da Visconde de Pirajá e imediações,(lá que tem aquela FARM gigante, liiinda!) não deu pra segurar, e tudo começou com a minha saia dos sonhos da Dress To, de uma renda imitando crochê(detalhe, essa saia sequer saiu do RJ, esgotou por lá mesmo, e em poucos dias. A minha mesmo era tamanho M, peça única, que titia diminuiu pra mim):

Depois desse roteiro tentador que as meninas me sugeriram, também dei uma pisada na loja Oh ! Boy ! e comprei essas duas peças, em liquidação (acho que 60%), mas que achei um ótimo custo-benefício :

Por fim, a Via Mia, e seus sapatos mara. Trouxe as pumps desse post aqui também.

Total do rombo: Aproximadamente R$ 330,00.

Pulemos agora para outubro, onde a bruxa do consumismo me tomou. Dois pares da Arezzo(um deles é aquele que chega e se esgota num piscar de olhos, não consegui esperar mesmo, senão corria o risco de ficar sem), e 3 peças na loja Emmy(coisas de Kelly, do blog Bem te vi, que divulgou a loja, com preços super dignos, e peças pra lá de lindas) :

Total do rombo : aproximadamente R$ 400,00.

Diluindo esse total ao longo dos seis meses, seria como se eu gastasse R$ 121,00(cento e vinte e um reais) por mês, menos de 5% do que minhas forças financeiras podem suportar.

E é isso que eu tinha a dizer, gostei bastante da experiência, muito embora não a tenha cumprido à risca, eu admito, mas extraí coisas bem positivas dela, que pretendo levar por toda a vida, e já começando por esse mês de novembro, segurando o cartão de crédito, e cortando comprinhas do mês. É barra, mas vou levando…

Jejum Consumista?

E aí, leitores?

Hoje o post é, primeiramente, pra contar a vocês como vai meu processo recessionista.

Então, já estou caminhando, tranqüilamente, para o meu segundo mês sem gastar com roupas, sapatos e bolsas, e sinceramente? Parece uma desintoxicação, já não sinto muita falta de ir ao shopping e sempre voltar com alguma peça de loja na mão. Não tive crise de abstinência, certamente porque encontrei na costura uma fuga para o compra-compra; inclusive, já vou na minha nona peça feita, acreditam? Vou postando pra vocês aos poucos aqui no blog, que sei que vocês estão super curiosas pra ver o resultado!

E digo mais: os efeitos do projeto já estão aparecendo, financeiramente. Os cartões, no segundo mês, já sentiram impacto. Somente 450 reais de gastos do mês no cartão que eu mais gastava é uma vitória, e das grandes!

Mas esse não é o assunto principal do post, me sinto egocêntrica falando só de mim… :)

Na verdade, foi só um gancho pra mostrar alguns projetos interessantes mundo afora, que merecem ser reproduzidos e propalados por este blog, de tão legais que eles são.

Um deles é o Six Items or Less, onde a americana Stella Brennan e alguns amigos resolveram escolher apenas seis peças de roupas e passar o mês inteiro batendo a cabeça e mesclando essas peças. Segundo o blog, o projeto inspirou muita gente ao redor do mundo, que criaram sub-blogs na mesma linha, e tem como principal objetivo questionar se é necessário usar todas essas “tendências” divulgadas para estar na moda, ou ainda se é preciso realmente consumir tudo isso e degradar o meio ambiente, deixando um mundo em colapso para as gerações que virão. É um novo olhar sobre a mesma questão. Agora não é mais sobre os nossos bolsos, e sim sobre o mundo que queremos para os nossos filhos, e netos.

Outra iniciativa bacana foi o projeto Great American Apparel Diet, de autoria de Sally Bjornsen, muito parecido com o nosso brasileiríssimo “ Ano sem Zara”(já falei no blog sobre ele), onde os participantes decidiram passar um ano sem compras, e compartilhar com os demais leitores suas experiências, o quanto deixaram de gastar, enfim, mostrando a importância do consumo consciente.

Como disse, a ideia desses blogs não reside apenas e tão somente em dizer “parem de comprar”, mas sim “pratiquem o consumo consciente, ecologicamente correto”, “comecem a construir o mundo que queremos, no aqui e no agora”. Bacana, né?

Quem puder, dá uma passadinha nesses blogs, e também no site da brasileiríssima ONG Akatu(sigam no Twitter @institutoakatu), que divulga o consumo consciente no Brasil. Eles têm muitos textos legais, e muitas dicas bacanas também.

Só pra mostrar como o site da Akatu é legal, separei um dos episódios da série animada “Consciente Coletivo” produzido por eles em parceria com o Canal Futura, e que tem muito a ver como o que falei sobre o recessionismo em posts anteriores. Vale muito a pena parar um pouquinho e assistir:

E pra quem quiser dar uma conferida no site da Akatu, e assistir a outros episódios da série “Consciente Coletivo”, que recentemente levou um prêmio internacional de cinema e vídeo, clica AQUI.

Porque se cada um fizer a sua parte, teremos uma sociedade financeira e ecologicamente educada!

E mais uma vez, Vanessa da Mata, num videozinho. Se você se identificar…

Outdoor humano? Não, obrigada.

Comprei uma bolsa de grife
Mas ouçam que cara de pau.
Ela disse que ia me dar amor
Acreditei, que horror
Ela disse que ia me curar a gripe
Desconfiei, mas comprei
Comprei a bolsa cara pra me curar do mal
Ela disse que me curava o fogo
Achei que era normal
Ela disse que gritava e pedia socorro
Achei natural

Ainda tenho a angústia e a sede
A solidão, a gripe e a dor
E a sensação de muita tolice
Nas prestações que eu pago
Pela tal bolsa de grife

(Vanessa da Mata, Bolsa de Grife)

“Era uma vez uma mocinha sem amigos e sem namorado, que um dia encontrou a solução para seus problemas: comprar. Comprar roupas e sapatos de marca, sair mostrando suas aquisições por aí, de preferência usando tudo junto e misturado, até em suas idas ao supermercado. Fez “amigos”, arrumou namorado, e parecia estar tudo bem. Apenas parecia.

Começou aos poucos, e terminou de um jeito que todo mundo sabe: o excesso de compras a levou à ruína financeira, e à depressão; chegou o momento em que comprar não satisfazia mais, não preenchia aquele vazio que existia desde o começo em que entrou naquele círculo vicioso, diagnosticado como CBD(compulsive buying disorder)…”

Essa mini-história é fictícia, mas certamente nos porões dos consultórios psiquiátricos é muito mais real do que possamos imaginar. Se tornar um outdoor ambulante não te faz a melhor pessoa do mundo, nem a mais fashion de todas, se que saber. Sair por aí exibindo todas as marcas grifadas no corpo nada mais é que publicidade gratuita; é você, “bancando” a marca, e sem receber um tostão furado por isso. Pelo contrário, do seu bolso sai muita grana.

E é aí que reside o grande questionamento: Realmente preciso adquirir milhões de peças de marca para estar na moda? Preciso sair comprando tudo que vejo feito louca pra ser aceita pela sociedade?

A resposta é meio óbvia: claro que não!


Quem usa grife da cabeça aos pés tem um senso de posse totalmente oposto à noção de refinamento. Muito embora várias peças sejam bonitas, usadas juntas se tornam um conglomerado feio, e brega.

Usar peça de marca dá a falsa ilusão de que você é alguém com elas; porém, elas estampam por todo o seu corpo insegurança, baixa auto estima…você não passa de uma pessoa parte viciada em compras, e parte viciada em grifes. A sensação de comprar algo novo é como uma dose pesada de droga do bem estar putativo, que traz consigo a falsa ilusão de que você é poderosa e está no controle de tudo. E não sou eu quem está dizendo, palavras de profissionais  de psicologia.

Ora, analisemos o ritual de quem sofre desse mal, na compra de um sapato grifado: você não está espiritualmente presente quando paga uma nota num Louboutin. Se estivesse, pararia, e pensaria nos outros 12 pares de sapatos que você tem em casa. Porém não é você que está comandando a situação. Você compra o sapato, e ele passa a morar junto com os 12 que você já tinha. E aí, aquela emoção da compra se evapora. Nesse exato momento, seu espírito afunda. Você se sente vazia, culpada e meio tola por ter uma calça a mais. A lacuna continua lá. A compra não alterou seu dia, nem sua vida. E vamos entrando num processo cíclico, e portanto, interminável.

Eu já tive isso, você já teve isso em alguma passagem da sua vida, querida leitora. Basta se lembrar daqueles dias em que a gente, após um dia cansativo de trabalho disse: eu mereço um sapato novo…a gente vai, e compra. Depois, o vazio. Boa parte das pessoas já experimentou um momento desse na vida, podem acreditar.

Mas quem sou eu para expor defeitos, problemas e deixar tudo isso solto no ar…Vamos pensar juntas em soluções: como não se tornar – ou deixar de ser – um outdoor ambulante? Preciso comprar tudo que vejo pela frente?

Preparei um conjunto de diquinhas que podem nos auxiliar a não cair nessa de compulsão por compras ou marcas:

- Lojas de shopping e de rua nos trazem achados maravilhosos. Muitas vezes suas modelagens são feitas para mulheres da vida real, e não as esqueléticas modelos, que são paradigmas para grandes marcas. Ademais, servem para fazer um mix, equilibrando roupas de grife, e peças criativas achadas “no precinho” por aí;

- A emoção que você sente ao usar um original clássico supera qualquer sensação de usar uma peça “da moda”. Saia à procura de peças vintage(bijuterias também), de acordo com seu orçamento, em brechós. É garantia de preço bom, e qualidade;

- Faça uma geral no seu guarda-roupas, tirando peças que você não usa mais. Faça um brechó, doe, faça a energia circular;

- Bons acessórios dão toque de classe quando adequadamente desenhados para realçar a parte do seu corpo onde eles vão ficar. Nada de sair toda “grifada” por aí. É muito feio;

- Pare de escolher bolsas pelo valor do símbolo de status. Você tem que analisar a maneira com a qual ela completa seu estilo. Faça um mix de bolsas caras e baratas, e mais, procure novos designers, estilistas, aposte numa peça única, diferente;

- AME AS PESSOAS; USE AS COISAS. Para boa entendedora…

- Tire os holofotes de cima de você. Comece a pensar no outro, dê um pouco do seu tempo pra ele, faça algum trabalho voluntário, ou simplesmente seja gentil. Faça alguém feliz;

- Ouse. Faça algo divertido, diferente, inovador. Você vai se surpreender com o resultado;

- Aprenda a querer o que tem. Escreva uma lista de agradecimentos. Não tenha medo de ser brega. Brega é ser mal educado, é gastar o que não tem, é “comprar” amigos. Gaste dois minutinhos da sua vida todos os dias, e escreva 5 coisas que você tem que a deixam feliz: Cabelo lindo, um filho maravilhoso, um bom marido, um bom trabalho, uma amiga do peito, uma titulação, um cachorrinho fofo, uma mãe perfeita…tem tanta coisa, né? Já já você terá um enorme rol, e poderá contar a todo mundo a vida incrível que você tem!

- E se você acumulou dívidas no cartão, ou cheque, procure ajuda, seja em sites de economia, seja indo a um terapeuta profissional. Compulsão por compras vai muito além de dinheiro. É sinal de que tem alguma lacuna na sua vida a ser preenchida, e você precisa ser auxiliada, e descobrir o que falta.

Well, espero que essas dicas ajudem muito, e digo desde já que não quero ser aquela chata que pede pra vocês pararem de comprar. De jeito nenhum! Todas nós temos um pouquinho da moça da foto acima!

Só quero que vocês, leitoras que são umas jóias, não se deixem levar por blogs que empurram um mundo maravilhoso – e inesgotável – de compras, as influenciando, e ao mesmo tempo as fazendo se sentir “menos gente” por não poder comprar uma bolsa Céline, ou um sapato grifado. Vocês são bem mais que uma bolsa estampada com LV por todos os lados: são mulheres e meninas inteligentes, sonhadoras, criativas, que andam tão lindas quanto as “grifadas” gastando menos, e buscando nos próprios guarda-roupas(bem como nos das mães e avós) um jeito de ter estilo único!

Sobre os próximos seis meses do blog…

Então, meninas, tava sem net, porque meu cable modem não agüentou a pressão da internet com velocidade duplicada, e não consegui postar pra vocês o primeiro dia em que começou uma campanha, tanto inspirada no recessionismo, quanto na adoção da ideia pela publicitária Jojo, que em seu blog Um Ano Sem Zara, mostra como garimpar peças no seu próprio closet, e obter looks surpreendentes.

Em verdade não foi o blog em si da Jojo que me tocou, nem muito menos seus looks, mas sim seu depoimento inicial sobre esse mundo de “empurra-mercadológico”, que a levou a quase ser despejada, e perder tudo que tinha, só pra bancar seus luxos, e acompanhar o que o mercado empurrava goela abaixo….achei que era a hora de rever meus conceitos, e gastar meu rico dinheirinho com algo mais importante(sim, existe muito mais coisa a se fazer do que gastar com vaidade, por incrível que pareça).

Ora,  em escala de importância pra vida, estas coisas nunca estiveram – nem nunca estarão- no topo da pirâmide.

E se a ideia é boa, a gente deve copiar, e copiar descaradamente, até mesmo porque querendo ou não, um blog forma opiniões, e eu não quero, de maneira alguma, ver vocês, leitoras, com nome no SPC/SERASA, nem deixando de honrar compromissos importantes, como pagar a mensalidade de cursos, ou faculdades, por exemplo, pra dar uma de antenada no mundo da moda e da beleza. Sugiro até que vocês leiam meu outro post sobre recessionismo,AQUI, pra entender direitinho sobre o que tô falando. E adianto: claro que dá pra andar em sintonia com o que há, gastando pouco, bem pouco, VOCÊS NÃO PRECISAM DE TODAS AS COISAS DO MUNDO, isso é fato.

Mas, vamos deixar de enrolação e partir pra o assunto principal: Eu, Rose Cristina, estou comprometida com este blog e com vocês, e só gastarei nos próximos seis meses(contados de 1º de Maio) se for com tecidos pra fazer minhas próprias peças-desejo, e mesmo assim de maneira espaçada, pois já tenho muito tecido.

São seis meses sem levar nenhuma pecinha para a boca do caixa…seis meses sem um sapatinho ou uma bolsa novos…seis meses garimpando no meu “acervo” coisas legais para usar, e mostrar pra vocês.

Acho que vai ser super divertido, e não fiquem preocupadas que vou continuar postando achados e afins para vocês(só não vou comprar, também não vou fazer a bitolada, claro que vou sempre informar o que achei de bom por aí, fiquem frias!), e melhor, vou mostrando peças que achei no meio das minhas pilhas de roupas(muitas ainda com etiqueta, podem acreditar) e que atendem bem ao que “bomba” por aí. Garanto que vai ser super interessante a experiência, no mínimo curiosa, já que vou extrair de mim tudo que eu puder de criatividade, e de vocês também, porque vou precisar de muita ajuda!

Ah, e quem quiser participar de algum modo, pode se sentir convidado! O logo da campanha é aquele lá em cima, e algumas meninas já começaram a postar em seus blogs, como Janine, do Bióloga de Salto, e Nara, do blog Segredos Fashion. Vamos lá, meninas, vocês conseguem, não precisam ser xiitas como eu, o bom desse jogo é que não existem regras rígidas!

Torçam pra eu ser forte, e resistir fortemente às tentações, e para quem quiser me presentear(bofe, irmã, pai, mãe, tia, amigos) e aliviar minha abstinência, pode se sentir à vontade…vou gostar do incentivo!

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