Pára tudo: Balmain Pré-Primavera 2012

O tempo passa, o tempo voa, e Balmain continua com uma pegada rock. Prova disso é a coleção pre-spring, com jeitão do nosso rei do rock, o Elvis. Estampas geométricas, ombros marcados, calças com botões dourados,e franjas marcaram essa coleção, repleta de peças “quero-pra-mim”.

Em verdade eu sou suspeita para falar de Balmain, porque considero fonte de inspiração tudo que a grife desfila. Me digam se o macacão preto abaixo em tecido fluido não é lindo de morrer? E que dizer das calças cujas bocas vão se abrindo pra acomodar botas(com ponteira dourada) e afins? E a sainha dourada?

As cores? Vão anotando: branco, dourado, preto, azul bebê, rosa bebê, salmão, azul escuro e vermelho. Fiquem de olho na estamparia tribal, ela vem muito forte por aí.

Agora eu quero saber: qual desses vocês escolhem?

Na moda nada se cria…

Parafraseando o entertainer Chacrinha, com as devidas adaptações, na moda “nada se cria, tudo se copia”. Se isso é bom ou ruim, eu diria que depende.

Quando a cópia vem seca, crua, se iguala à sua fonte criadora, sem nenhuma adaptação, não me agrada. Porém, quando a fonte criadora serve apenas de inspiração, aí sim, tenho a ousadia de chamar de originalidade.

Quer um exemplo prático? Digamos que bolsa amarela é tendência, e uma fast fashion qualquer lança uma. E aí os blogs de streetstyle explodem com looks feitos com a danada da bolsa(todo mundo comprou, claro), cada um mostrando um jeito diferente de usar a peça, digo em termos de combinação. Tá, a bolsa é a mesma, mas o jeito de usar…amigas, esse não é (o) mesmo. E aí, uma copiou a outra, comprando a mesma bolsa, certo? Certo. Chamar de quê? Originalidade, estilo, não tem outro adjetivo pra descrever esta situação hipotética, já que à mesma bolsa, foi dado um look bem diverso.

E são esses mesmos adjetivos que uso para as duas coleções que vou apresentar agora, que representam a pré-primavera de Stella McCartney e Anna Sui.

Stella mostrou uma coleção marcada de muitas cores, e blocos de cores, à la Gucci; e listras muito parecidas com Prada meets Marc Jacobs, mas nem pensem que ficou “plagiado”. Stella imprimiu sua nota característica de cortes impecáveis, formas mais soltas, e estilo minimalista a algo que tinha tudo pra ser uma coleção cópia de outras igualmente renomadas.

Nos modelos em preto-e-branco, o pied-de-poule(que veio com Balenciaga nos últimos desfiles) e os lacinhos apareceram:

E os acessórios? Objetos-desejo:

Já Anna Sui, além de wrap dresses, trouxe frutinhas pra vestidos e blusas…lembra alguém? Stella, né? Isso até vocês conferirem a coleção, que tá longe de ser cópia reprográfica da fonte criadora.

Então é isso, meninas, fica a lição de que usar a mesma peça que o outro usa não implica dizer que você é a “mulher que copiava”. O mesmo se aplica às hipóteses de ter uma ideia após ter visualizado algo. Imprima seu estilo pessoal, sua personalidade, e você passará longe de obviedade, muito embora esteja usando a mesma peça de roupa da colega ao lado.

Carlos Miele e os looks que eu quero pra mim

Podem falar que a inspiração de Carlos Miele são os jet setters que eu nem ligo…também, com essa coleção facinho de copiar, e que faz a gente se perder em devaneios profundos, tudo se supera, amiga!

Me inspirando nos looks em 3, 2, 1…

Eu estou numa vibe muito forte de pantalona, e nem me importo se sou a própria “baixinha invocada”; continuo usando e querendo mais…tá bom que não chego a tanto de querer uma fechosa bicolor destas, mas a largura DESSA PANTALONA é uma coisa de linda!

Carlos Miele soube como ninguém adivinhar o que as meninas primavera-veranistas querem: sempre frescor, às vezes cores, ou apenas pontos de cor no mundaréu dos tons neutros(por ponto de cor leia-se: cinto, clutches, sandálias…). Basta ver o trio acima que tudo se faz muito evidente.

E o que dizer dos 3 looks abaixo? Ah, CM, seu lindo, tô com uma noite de sono a menos, já que passarei essa noite toda delirando com a coleção…

Luxo, poder e sedução.