NYFW, looks mais legais do street style

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Oe, cheguei um tico tarde, mas dá tempo ainda de fazer minha seleçãozinha de looks de street style do NYFW que rolou há pouco mais de um mês, né?

Então, queria falar pra vocês minhas impressões, e as imagens são um pequeno resumo do que vi no meu passeio virtual por vários sites com fotos dos convidados dos desfiles em NY. Não há nada mais legal do que ver a leitura que as pessoas fazem de suas referências na moda, nas artes, na cultura, transpondo isso pra maneira de vestir, e o street style me dá esse termômetro.

E o que percebi de NY? Que a febre da camisaria lá tá grande, que os looks estão ficando cada vez mais práticos e menos carnavalescos, que o salto tá sendo aposentado, e que a camiseta, minha peça queridinha da vida, tem reinado tanto em looks esportivos quanto em looks mais sofisticados.

Notei também que o rose quartz (um rosinha com fundo levemente puxado pro salmão), que compõe o combo de 2017 da Pantone apareceu muito nos looks da galera. Ah, e os anos 90 tão com tudo, não podemos nos esquecer dessa década maravilhosa ao tirar qualquer peça do armário; pra mim, o parâmetro é Alicia Silverstone, o que ela vestiu, de Clueless a clipes do Aerosmith, pode usar sem medo!

Fazendo um resumão ilustrado do que falei acima, segue imagens:

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Só composições que super podemos usar por aí, né? Sigamos para compilar Milão e Paris, e ver o que rolou por lá, aguardem cartas.

Resumão NYFW S/S 2015, parte 3

Com um atraso meio giga, simbora correr pra falar mais um pouco sobre os desfiles do NYFW prêt-à-porter, começando pela Sophie Theallet, designer preferida da Michelle Obama, que veio com uma coleção que de cara a gente detecta de onde veio a inspiração: Jamaica. Ora, as estampas tropicais nas peças, a escolha por unir o verde, amarelo, e o vermelho em acessórios, e o reggae tocando na passarela tornam claro que o estilo ultrafeminino da marca tirou umas férias nessa Ilha que nos deu Bob Marley de presente. Amei os vestidos trazendo a cintura marcada, e as estampas escolhidas por Sophie Theallet, usaria tudo de boa!

 

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Monique Lhuillier: a gente tá cansada de ver celebridades usando os vestidos da Monique no red carpet. Ela, assim como nossa amada Luísa Marillac, esse ano resolveu fazer diferente, dando preferência a uma coleção mais voltada para looks diurnos, com inspiração na Ilha Harbour, nas Bahamas. O resultado de sua viagem facilmente é perceptível na coleção, com peças em tons de lavanda, blush, azul, tudo lembrando as manhãs, as tardes, e o pôr-do-sol no destino paradisíaco. E, ainda que ela tenha dito que o foco eram os looks do tipo “dia”, vi muitos vestidos que certamente aparecerão nos próximos red carpets, talvez hoje mesmo, no Grammy. Aguardemos.

 

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A coleção apresentada por Erin Fetherston talvez tenha sido uma das mais bonitas e usáveis que vi na passarela. Sua inspiração teve como ponto de partida estamparia botânica sessentinha, buscada lá no acervo de roupas de sua avó. Mas, se por um lado temos uma estamparia vinda do passado, por outro temos o neoprene, tecido moderno, usado na confecção de crop tops, e saias-lápis. Os comprimentos foram os mais variados, mas que curtos e midi imperaram. Amando que o midi veio pra ficar, e não dá nem indicativo de ir embora. Maravilha!!

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DKNY deu com força no comprimento midi, nas peças oversized, e nas listras. Definitivamente veremos muitos looks mais folgadinhos, vi em vários desfiles, e se liguem, peças com volume têm sido recorrentes. Anotem essas dicas, pra depois não dizerem que não avisei! Mais especificamente falando da coleção apresentada por Donna Karan, seu tema foi claro “New York Nation”. E como cidade que abriga gente de todas as raças, credos, classes sociais, as peças apresentadas têm esse caráter “tudo junto e misturado”: listras dos uniformes de jogadores de rugby, estampas caleidoscópicas, flatforms e tênis pra caminhar pelas ruas sem hora para parar, e vermelho em saias volumosas para exalar feminilidade. DKNY trouxe o streetwear pra moda, mostrando que não só a passarela inspira a rua, mas, ao revés, a rua também inspira a passarela.

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Desigual: A Desigual, nem adianta negar, com essas coroas de flores na cabeça das modelos, já torna evidente a inspiração da marca: México e Havaí. Ilhas e lugares de clima tropical serviram de inspiração pra muita gente, e eu, claro, como boa fã de estampa, tô amando tudo!

Christian LaCroix denominou a coleção “Say Something Nice”, e, decorrente desse título bem alto astral o que se viu foi uma explosão de cores, em listras e estampas, em especial as de hibisco. Destaque para estampas com flores e grafismos azul cobalto, mostrando que a vibe da estamparia do azulejo português tá longe de ter um fim.

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Carolina Herrera: nada é tao clichê nos desfiles primavera-verão quanto a estamparia com florais. Isso não é uma coisa ruim, mas a repetição não é tão boa. E Carolina Herrera, rainha dos florais, sabe disso, e, muito embora tenha investido mais uma vez nesse print, resolveu dar uma roupagem mais tecnológica, usando e abusando das flores digitalizadas em seus vestidos, saias, e  conjuntos, e investindo em bordados com materiais menos óbvios.  A mulher de Herrera continua a mesma, transpirando feminilidade por todos os poros, e bem por isso não vai demorar para vermos queridinhas da marca, como Camilla Belle, Marion Cotillard, Renee Zellweger, e Julie Bowen, usando seus looks nos tapetes vermelhos por aí.

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Pra vocês não cansarem de ler o post, vou ficando por aqui, e em breve venho com a quarta e última parte, e com breves highlights das semanas de moda européias.

Ah, lembrando que mais tarde no Insta do blog tem cobertura do red carpet do Grammy, não percam que é diversão total! : )

 

Resumão NYFW S/S 2015, parte 2

Minha gente, essas semanas de moda voam, já tá rolando Paris Fashion Week, e eu ainda em NY!! #atrasadapacas. Mas deixem comigo, não vou deixar vocês perderem nada, vou tentar condensar Milão e Londres e dois posts menores, só pincelando as tendências mais marcantes, e Paris vou fazer um pouco maior, combinado?

Mas, enquanto não começo as outras semanas de moda, sigamos com a segunda parte de Nova Iorque, começando com Michael Kors, com uma coleção ultrafeminina, e que faz a gente querer cada uma das peças desfiladas:

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Se eu pudesse traduzir a coleção de Michael Kors em três palavras diria que ela é romântica, fluida, e esportiva. As saias puxadas dos anos 50 se apresentaram – como em quase todos os desfiles da NYFW – e o xadrez vichy apareceu de novo. As cores? Muitas cores tiradas de um jardim ensolarado: verde (da grama), amarelo (do miolo das margaridas), .Porém, teve espaço pra o marinho, preto, branco e marfim também. Tinha tanta coisa linda na coleção que foi difícil escolher poucas fotos pra mostrar aqui, lotei o post!

Badgley Mischka também apostou na fluidez, e sua coleção estava repleta de vestidos esvoaçantes. O peplum corre pros vestidos de festa, e um detalhe importante, já cantei a bola no Insta pra vocês quando fui pra um casamento de uma amiga ano passado e usei: o crop top sai dos looks informais pra os looks de festa, tudo vai ser uma questão de usar o tecido certo.

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Sobre Hervé Léger, uma observação: a influência oriental na coleção. Quando uma grife que só desfila vestido bandagem piriguetesco arrisca uma manga estilo kimono nas peças desfiladas, é porque a coisa a porra ficou séria. Fiquem de olho!

hervess2015 copy

E de La Renta, hein? Do jardim do Oscar de la Renta eu queria apenas tudo: das peças em xadrex vichy (mais uma vez, hein??), às saias com aplicações de flores(outra tendência pra prestar atenção), sonhei com tudo no meu guarda-roupas. Ele sabe, como ninguém, trazer o romantismo para suas peças, sem parecer saído do romance da “Moreninha”. É delicado, porém nada pueril; é feminino, e é prático, como as flats que ele fez questão de usar em quase todos os looks desfilados, deixando o salto de lado, porque mulheres de verdade não têm condições de usá-los 24 horas por dia, todos os dias.

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Já a Altuzarra desfilou uma coleção que teve como influência o universo de dois cineastas com estilo muito bem definido: Polanski, e Kubrick, e aí, minhas amigas, o estilo da Mia Farrow em O Bebê de Rosemary, aliado ao ambiente de ascensão e queda do mundo aristocrático do filme Barry Lindon reflete na passarela: cores como rosa bebê, que lembram a camisola de Rosemary, o algodão usando de uma maneira mais sexy, em vestidos semiabertos, os bordados inspirados no século XVIII..tudo muito inspirador, e intrigante.

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Bom, por hoje é só, mas essa semana ainda posto a terceira e última parte do NYFW por aqui!

Beijos!

Resumão NYFW S/S 2015, primeira parte

Vocês nem tão acreditando que comecei a fazer os famosos resumões das semanas de moda dos gringos né? Pois acreditem, vai começar a brincadeira, com algumas mudanças, mas vai.
Talvez a principal mudança que fiz é que não vou encher o post com zilhões de estilistas e imagens; se é pra ser resumo, vai ser resumo. Então, a idéia é falar um pouquinho sobre as coleções mais legais, e dar aquele toque esperto sobre as peças que podem pegar fortemente aqui no Brasil.
E aí, simbora começar bem, pela Diane Von Furstenberg?

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Bom, Diane já foi post aqui no blog, principalmente por causa de sua maior criação, o wrap dress. Eu sempre tenho muito amor pelas coleções dela, então, minha resenha sobre o desfile é muita babação, não tem como evitar.
Pelo que vi do desfile, podem puxar o xadrez vichy do guarda-roupas, que a gente vai Brigitte Bardotizar demais nos próximos dias. E não só isso: Diane com Furstenberg trouxe vestidos esvoaçantes, barriga de fora, bermudinhas, e o seu wrap dress, claro. Feminilidade é o lema que DVF leva para suas coleções. A mulher que ela idealizou para essa coleção certamente é aquela mulher prática, mas que não abre mão de sua feminilidade. Um detalhe interessante, e que vi em muitos desfiles em NY, foi a saia estilo peek-a-boo, meio entreaberta, que revela um shortinho por baixo. Me lembro demais de folhear as revistas de titia lá em meados de 90,94, e ver vestidos e saias nesse estilo. Palpite? Vai pegar, certeza.

Ah, quase ia me esquecendo, viram quem desfilou pra ela? Kendall Jenner, que falei aqui no blog, e com um vestido curtindo tão, tão lindo de guipure…desejei!

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Outro desfile que gostei tipo muito foi o da Lela Rose. Confesso que nunca tinha ouvido falar na designer, mas ao ver essa coleção corri pra pesquisar sobre essa texana que ganhou o coração das celebs hollywoodianas.Seu forte mesmo é vestido de festa, mais precisamente de casamento, mas olha, a coleção prêt-a-porter dela me deixou apaixonada, tinha apenas tudo que queria, e esse tudo no momento quer dizer saia midi e cropped top hahahahaa. Tá, vocês podem pensar que tô repetitiva, a ponto de ser chata, mas os desfiles só comprovam: a gente não vai se livrar dessas duas peças tão cedo.

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E Donna Karan, hein? O verão da DK trouxe muito vermelho, tons terrosos, preto-e-branco, e estampa artsy. Achei o máximo utilizar cores a priori invernais em looks de primavera/verão. Isso só reforça o fato de que, ainda bem, os cagarregrismos tão meio que pegando o beco da moda. Bom ficar de olho em três estilos de saia: a midi lápis, a midi full, com volume, e a saia longa trompete. E no chapéu do Pharrel (brinks rsrsrs).

Bom, vou ficando por enquanto com esses três desfiles, mas podem ter certeza que vem mais,  já separei e tô organizando pra dar vários toques a vocês do que andei observando das semanas de moda.

Beijos!!

NYFW, SS 2011, Parte 3, redenção!

Eitaaaaaaa, que finalmente depois do meu fim de semana no Seridó eu volto com o post mega-giga da semana de moda em Nova Iorque.

Meninas, tenho que confessar, é um post complicadíssimo e agora decidi que, para poder correr com o assunto com vocês – porque temos ainda Londres, Milão e Paris – vou fazer uma coisa mais dinâmica, mostrando o que mais se destacou em cada coleção, em apenas uma ou duas fotos.

Mas, fiquem comigo que vocês não se arrependerão!

Podemos? 1, 2, meia e JÁ!

L.A.M.B

A marca da Gwen Stefani é por demais a cara dela. Quando vi as fotos, me veio à cabeça na hora os clipes da galega, sério mesmo. Os looks pedem corpitcho em forma, como o da cantora, e mostraram muito tribalismo nas estampas. Africa total!

Tomara -que-caia, babados, ombrinhos caídos e barriguinha de fora fizeram parte do que foi mostrado. Portanto, é esperar o verão com tudo isso! Cores? Padronagem bicolor, cores vibrantes, como azul e amarelo, e estampas idem coloriram a passarela, totalmente! Gostei!

Tudo muito usável:

Mulberry

Bem, as bolsas Mulberry, ráaaaaaaaaa, pegadinha do malandro! Nada de bolsa, meninas, estamos aqui para falar dos modelitos da marca.

Práticos, foram feitos para a mulher que precisa estar arrumadinha para trabalhar na estação mais quente do ano. Muita calça cenoura em tom alegrinho(laranja, por exemplo), vestido de floral graúdo, babadinhos e cintura marcada fizeram parte da coleção. A cara da chiqueza!

Olho no azul bic, por favor, esteve em quase todas as coleções de NY:

Organic, by John Patrick

Taí um um desfile que eu tava louca pra mostrar pra vocês: fiquem de olho meninas, o linho volta bombando no verão!

A marca Organic, como o próprio nome indica, se utiliza de tecidos artesanais para fabricar seus looks, e nada poderia ficar mais bonito: tailleurs, calças, e shorts de linho e em tons terrosos são um must-have! Fica elegantinho demais!

Charme total!

Phillip Lim

Nada de novo no front. A coleção de Phillip Lim foi colocada aqui só pra bater na mesma tecla com vocês. Tons neutros aliados a cores fortes estão com tudo. Olho nos sapatos cor da pele, pelo jeito eles ficam mais uma estação.

Proenza Schouler

Outra marca famosa por suas bolsas mostra uma coleção muito legal. Legal, só isso. Modelagem em A, tendência ladylike, blá, blá, blá. Só botei porque notei um quê de Norminha(sutiã aparecendo) num look e porque a Isabeli Fontana, brasileira, desfilou:

Ralph Lauren

Taí um desfile que eu gostei. Apesar de já estar com a vista meio embassada, de tanto branco desfilado, os cortes da Ralph Lauren, e aquela vibe mulher com personalidade no vestir me seduziram. Calça jeans branca aparece por aí, mas nada de adquirir um exemplar da Gang e chegar no trabalho estilo Valesca Popozuda, tá?

Sentiram o ar country da coleção? Colete de franja e cintão mostram tudo!

Também amei os longos, os vestidos com cara de red carpet. Ai meninas, vestido champanhe é tão lindo, né? Quero um!

Rebecca Minkoff

Sabe o que eu adoro do ready to wear? É quando ele realmente faz jus ao nome. Rebecca Minkoff entendeu o recado, fez uma coleção totalmente vendável, e pra mim, tudo é totalmente comprável. Manda tudo pra minha casa, tá? (sonhar não custa nada…) Quero o shortinho preto soltinho, a sandália de tiras que o acompanha, o vestidinho da última foto, tudo tudo tudo!

Rodarte

Êta que me prenderei a uma grande estrela da moda norte-americana. A marca Rodarte, das gêmeas loucura Mulleavy.

Graças a Deus, parece-me que elas deixaram de lado aquela morbidez louca e o excesso de futurismo em suas coleções para exibir algo mais folk, mais artesanal.

As meninas usaram e abusaram das texturas, fizeram um casamento perfeito entre forma e tecido. O efeito construtivista é ratificado pela padronagem impecável, aliado ao corte preciso, e a minúncia dos drapeados.

De fato, uma coleção feita com muito cuidado.

Atentem para meia branca com sandália. Querem que a moda pegue à força!

B. Tfank

Coleção com poucos modelos porque, apesar de serem bem bonitos, dentro do seu estilo, o stylist maluco botou as meninas de sandália de dedo de salto. Morridetangadecrochê.

Vejam como um sapato mal escolhido estraga o look:

Vai tirar ficha no hospital, é fia? Eu passo. Corte os pés e fica tudo bem.

Vivienne Tam

Eis uma estilista que adora estampas. Lembram do note da HP que ela criou e que toda mulher quis ter para si? O mesmo acontece com suas criações: deu vontade de ter uma pecinha de cada pra mim.

Vivienne detonou na renda e no crochê(fique atentas, crochê reina nesta temporada), e mostrou no desfile vestidos belíssimos, ora estilo coluna, ora soltinhos, bem garota de praia. Os shortinhos também apareceram, em corte sério, e aliados a camisas bordadas. Vemnimimshortinho! Adoooro!

Toni Francesc

Agora, o melhor dessa parte 3, sem dúvida alguma, foi o Toni Francesc.

Corte clássico, cores lindas(cáqui, verde, nude, laranja), o artesanal se juntando a tecidos finos, fluidos, mexeram com meu coraçãozinho, mesmo.

Viram os braceletes de madeira? Achei phyno!

Rolou uma vibe meio mulher grega moderna, sabe?

As cores basicamente foram verde musgo, bem militar, off-white, nude, azul claro e laranja.

O corte? Impecável. Tudo minuciosamente pensado!

QUERO TUDO!Inclusive as sandálias!

Queridas, me despeço por aqui, e vamos pra frente que atrás vem gente!