Um breve arrazoado sobre algodões orientais

Devo confessar a vocês que quando ouvi falar pela primeira vez em algodão gringo, fiquei muito irada, xinguei a Vic do Dia de Beauté até não querer mais. Contudo, o tempo passou, e achei um certo fundamento nos elogios aos algodões gringos, e fui atrás de algo vindo lá dos “japa”, que produzem tecnologia com preço bom pra brasileiro consumir. É, porque pagar cem Dilmas em algodão é lasca, né, só pra quem é rica e phyna, coisa que eu nem de perto sou.

Daí que eu pesquisei, pesquisei, achei uns exemplares baratos de algodões japoneses, e devo confessar: o negócio é diferente, minhas amigas, mesmo!

algodões_orientais

Já vejo vocês se indagando em casa: “diferente como, é de ouro, deixa você linda?” Não, não, em resumo, posso dizer que vale o que custa. Aqui no Brasil, pelo mesmo preço, a gente leva aqueles disquinhos vagabundos que arranham a pele da gente, não absorvem produto, e não removem resíduos… os exemplares “japa” não agridem a pele, não soltam fiapos, têm uma suavidade incrível, e uma absorção maravilhosa; vi exemplares que prometem inclusive hidratar a pele! Muito amor!

Além de todas essas qualidades, notei uma coisa: quando uso esse algodão com demaquilante, a sensação que fica depois é de limpeza; quando uso o algodão das bandas de cá, parece que entupiu meus poros com demaquilante + resto da maquiagem. Resultado? Big espinhas, só pra vocês sentirem como essa historinha de algodão brasileiro x algodão gringo não é balela.

Sobre onde encontrar, achei os meus no Ebay, mas acho que na Liberdade deve ter pelas lojas de beleza de lá…sobre algum exemplar brasileiro bem legal não achei nada, porém nada impede de vocês virem nos comentários e darem a dica, porque essa vida de esperar 30 dias por uma caixa de algodão é tão cruel, e até ridjiculoan, mas, se é pra pele ficar mara tenho que me virar como posso.

It’s the end of the world, as we know it…and I feel fine.

Só pra tirar uma ondinha com a cara dos Maias, fiz uma simulação do fim do mundo. Escolhi a cor azul como pano de fundo, e segui me arrumando: vestido longo em tons de azul que virou saia, jaqueta jeans, faixa combinando com o combo saia + jaqueta…tá, pode ser uma robertocarlalização grande, mas queria estar ornando com o céu quando ele descesse, ou com a água, se ela viesse em forma de ondas imensas.

Como uma mandingazinha não faz mal a ninguém, escolhi três amuletos: shambala, sal grosso e coruja, escudos que podem vir a servir pra o fim do mundo. Também fiz delineado gatinho, e coque rosquinha, porque o término pode chegar, mas o glamour tem que estar lá, de pé, prontinho pra ser detonado quando tudo desabar, ou explodir, ou se afogar, ou queimar, sei lá. Levei relógio, esperei ansiosamente pela hora exata 11:11 e…nada. O minuto virou, pensei que meu relógio estivesse adiantado, tudo na mesma. Fiz até playlist em homenagem à chegada dele, também não funcionou.

Fotos: Jefferson Braga

Vai ver que, como diria minha falecida bisavó, quem se acaba é a gente mesmo, não o mundo. O mundo vem cavando seu fim desde seu começo, e com uma grande contribuição nossa, a ficha da gente é que tá demorando pra cair. Mas, parafraseando Michael Stipe, tô me sentindo bem.