Moschino, o vestir, e o divertir

De uns meses pra cá, venho notando uma certa divisão de opiniões no mundo da moda, quando o assunto é  Moschino, e suas novas coleções, com Jeremy Scott à frente da direção criativa da grife. Teve insurgência da turma reaça #abaixoocapitalismo, teve defesa da galera fashion victim, que usou trajes do Mc Donalds dos pés à cabeça só para parecer descolada, e teve um grupo que curti bastante, e só queria se divertir com as peças Mc Donalds-Bob Esponja – e afins.

E quando eu falo em diversão, falo em observar as várias mensagens que as peças querem passar, repensar velhos conceitos, mas não deixar de usar uma peça que você gostou, apenas porque uma corrente xiita te condena. Usar uma capinha de celular do Mc Donalds me faz realmente uma defensora dessa rede de fast food, ou mesmo fomenta o consumo por lá? Mostrar modelos esquálidas com vestidos feitos de recortes de jornais em que o nome FAT aparece várias vezes me faz querer ser anoréxica? Acho que não. Tenho o direito de usar algo simplesmente porque achei legal, com um conceito diferente, porque achei bonito.

Vamos para o hipocampo da moda, e analisemos o histórico do Jeremy. O estilista é conhecido por traduzir para peças seu jeito provocador, irônico, e excêntrico. Dito isso, as coleções trazem em si um tico de protesto, também uma pitada de irreverência. Vestir Mc Donalds…a gente tem Mc por dentro, e agora usa por fora, nas roupas e acessórios…poderia passar o dia inteiro filosofando sobre isso, mas não, eu prefiro dizer que achei divertido, que usaria um acessório de maneira pontual, e sim, achei bem legal a sacada do Jeremy de pinçar desenhos, logos conhecidas e jogar nas peças de sua coleção.

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20140605-161756-58676836.jpg Ou vão dizer que não curtiram esse sweater do Bob Esponja? E a capinha do Mc, gente? No fim, como diria Cindy Lauper, a gente só quer se divertir.

Semana de Moda de Milão: S/S 2011

Enrolei vocês, eu sei. Mas tem explicação: os posts da semana de moda são imensos, e ainda estamos em Milão. Ainda tem Paris e Londres, opa! Vamos correndo, voando, na velocidade da luz, ver mais alguns desfiles de roupitchas usáveis que rolou na cidade italiana mais fashion!

Comecemos!

Dsquared2

Só de ver essas 3 modelos já se sabe que linha seguiu a Dsquared2: preppy total!

Nerdzinhas ambulantes iam e vinham na passarela, muitas vezes exibindo um look masculino, mas com pesados toques de feminilidade(vide o lacinho quebrando a sobriedade do casaco com lapela de cetim, roubado do smoking masculino).

Dean and Dan Caten mostraram nessa coleção uma mulher jovem, chique, porém delicada e doce. Uma mulher alfa, que trabalha, estuda, cuida dos filhos, se conecta, mas ama moda, e faz com que sua personalidade seja refletida pelo seu modo de vestir.

E como toda mulher que precisa ser prática hoje em dia, porque é multifuncional, algumas das peças desfiladas pareciam ter sido tomadas de empréstimo do guarda-roupas masculino. Eis a mulher urbana dos tempos de hoje.

Peças- chave: na verdade eram dois extremos, curto e longo. Não houve meio-termo. As cores no mais das vezes eram neutras. Teve muito off-white e cinza.

Bottega Veneta

Já Bottega Veneta exibiu uma coleção inspirada nas noites quentes de verão. E o que isso significa? Pelo fato de ser noite, algo mais chique, e pelo fato de ser verão algo leve. Ou seja, algo bem fluido e phyno. Típico traje das cariocas do Leblon, no verão, #manoelcarlosfeeling.

Como a gente bem pode ver, a coleção é casual. Não um casual desleixado, jamais. Um casual-chic, com modelagem elaborada, fluida e em cores neutras. O comprimento era acima do joelho, ou médio. Também passaram pelas passarelas muitos longuinhos.

Obs: já quero os três últimos modelos das fotos!

Blumarine

Quando se fala de Blumarine me lembro logo de Roberto Cavalli. Sim, pelas extravagâncias, os dois se assemelham.

Peruésima,  a marca exibiu uma coleção repleta de animal print. Mas, confesso que quis alguns daqueles modelitos. Eram lindos, gente, posso querer? Não tenho preconceitos, hahaha.

Acho que a blumarine deve agradecer cegamente à DVF pelo wrap dress que ela criou. Foram vários desfilados. Mas voltemos ao que realmente interessa, a resenha!
Em verdade a coleção foi inspirada por asas de borboleta: colorida, leve e dinâmica. O que me atraiu mesmo foram as estamparias de animais, em peças bem urbanas, nada caricatas. O safári da cidade, ele mesmo, ao pé-da-letra.

Peças-chave? Calças compridas, minivestidos, wrap-dresses, saias acima do joelho, todas em tecidos fluidos. (Tenho a leve impressão que liganete e assemelhados são super cotados em tempos de calor, #ficadica)

Cores: vermelho, animal print com muito azul turquesa, pink e pêssego.

Blumarine, me dá umas roupinhas dessas, dá?

Moschino Cheap&Chic

Sinceramente, quis levar a coleção da Moschino inteira pra casa. Affe. Mais veranil que ela, impossível. Modelagens bem sessentinha passam uma energia enorme, principalmente pela quantidade de cores alegres que estampam cada peça da coleção.

Moschino trouxe o mix vintage-praiano. Elementos marinhos, tais quais, conchas e corais(viram os colares?), eram combinados com vestidos retrô, que tinha modelagens justinhas, e alguns drapeados. Destaque para a estampa de laranja-lima(é isso, produtora? rsrss), bem Stella McCartney feelings(alguém se inspirou em alguém, oe!).

E pra quem me perguntar se a marca registrada da Moschino tava lá, ela tava sim. O símbolo da paz e a palavra Smile, estiveram presentes, como não poderia deixar de ser.

Comprimentos: não passaram do médio. Ou eram curtos, ou eram médios. Adorei o vestidinho preto da última foto. Estilo Mod latente.

Cores? Várias! Creme, turquesa, laranja, pink, pistache, magenta, amarelo limão, preto, lavanda, dentre outras.

Meninas, adorei as sandálias e o batonzão vermelho dazamigue que desfilaram. Querodjá!

Gucci

Resenha de Gucci: Gucci é Gucci. Mas não é só isso: a coleção trouxe uma mulher naturalmente rhyca, globetrotter, chique, cidadã do mundo e antenada com o mundo da moda.

Algumas peças trazidas tinham um quê de utilitarimo, que não pode faltar para a mulher de hoje. E outras tinham 10 quês de feminilidade, traduzidas na modelagem que acompanhava a escultura do corpo, e na fluidez de tecidos como o cetim.

As cores foram das neutras às fortes, como o vermelho e laranja, que se quebravam a neutralidade dos beges e off-whites que apareceram nas passarelas.

A cintura da mulher Gucciana é sempre marcada, seja por cintos, seja por cordonês.

Bem, meninas, é hora de abrir o badalo: qual das coleções agradou mais? Deu pra sentir o drama do nosso próximo verão?

Comentários abertos, e que venha mais uma batelada de desfiles, os últimos da semana de moda de Milão. Acompanhem aqui!


Garance Doré assina campanha Love Moschino

A blogueira queridinha dos fashionistas  Garance Doré assina neste outono/inverno europeu  sua primeiríssima campanha publicitária para Moschino.

O feito surgiu quando Rossella Jardini, diretora artística da Moschino, viu em um dos posts de Garance menção ao seu nome e seus dotes artísticos. Dentre outros elogios, Rossella foi chamada de refinada e elegante.

As fotos têm como locação as ruas de Milão, no melhor estilo blog de rua que Garance tão bem saber fazer.

Em setembro, quando a campanha será oficialmente lançada, poderemos ver mais detalhes.

Fonte: Vogue France