Tô rosa chiclete!

Se vocês acham que a frase título desse post é apenas um bordão de novela das sete passada da Globo, enganam-se. Muita gente assimilou a expressão, tomou pra vida, e a cor mais cinqüentinha que eu conheço se tornou recorrente entre os estilosos mundo afora. Taí Chiara, do blog Blonde Salad, que não me deixa mentir: é a rainha do rosa chiclete.

E eu, como boa viciada na cor rosa desde nascida, nem preciso dizer que amei que o rosa chiclete tá com tudo, né? ´

Óbvio e evidente que não é pra sair por aí dando uma de Elle Woods, com look “all bubble gum pink”; basta um acessório, ou até mesmo um detalhe no tecido, que já tá valendo. Exemplos práticos?

Viram como o look fica mais felizinho, mais aceso, com algo rosa chiclete?

Separei pra vocês alguns acessórios, que fazem toda a diferença numa montação básica. Então, corramos atrás de coisas bem similares por aí:

E por falar em rosa bubble gum, um fato curioso é que parte das bandas pop dos anos sessenta foi apelidada de bubble gum, não sei se a razão era por produzirem músicas com refrões que grudam feito chiclete, mas a verdade é que o som é muito bom de se ouvir.

Taí os Monkees que não me deixam mentir:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=XfuBREMXxts[/youtube]

Grudando feito chiclete ontem, hoje, e sempre!

Semana de Moda em Milão: SS/2011 última parte

Domingão, dia de muitos posts, de programar alguns e de soltar outros, principalmente os de reviews das semanas de moda lá fora. Vamos terminar Milão, porque ainda tem Londres e Paris, correndo, ligeiro, supersônico!

Hoje trouxe para comentar a terceira e última parte da semana de moda em Milão, que foi um arraso! Vamos que vamos!

Prada

A Prada apresentou uma coleção tropical, porém com modelagem quarentinha; mesclou o retrô com o contemporâneo, e o resultado foi uma coleção super agradável aos olhos. As estampas de macaquinhos e de silhueta de mulheres que mais lembraram Carmem Miranda se fundiam a listras navy, mostrando uma coleção harmônica e ao mesmo tempo eletrizante, com a cara do verão latino americano.

O toque classudo da marca ficou por conta do comprimento no joelho, nos fazendo crer que essa modelagem em breve começará a despontar forte por aqui, em muito pouco tempo.

Pra ficar de olho na insistência da estamparia de frutas e bichinhos.

As cores escolhidas pela Prada foram Laranja, azul cobalto, verde Esmeralda, vermelho, preto, amarelo, branco, marrom, azul celeste e roxo.

Gostei desses óculos Wonka Fellings.

Jil Sander

O desfile de Jil Sander teve como inspiração uma mistura bem simples: cor e volume. A impressão que tive a cada modelo desfilado é que as roupas mais pareciam pára-quedas abertos. Tudo bem armado e volumoso; muitos deles só ficariam legal em mulheres magras e longilíneas. Em padrões normais de pressão e temperatura, digo, em mulheres normais, não funcionariam. Porém, os modelos que separei para exemplificar o que foi desfilado é bem usável, mas ainda assim, exige boa forma das queridas que desejarem fazer algo semelhante pra fechar na vida real.


Vi na coleção vestidinhos mini, nos joelhos, mas o forte mesmo da Sander foi o comprimento maxi.

Cores? Rosa choque, roxo, magenta, vermelho coral, azul vibrante, verde, amarelo e laranja, branco, azul escuro e preto. Quero esse batom rosa pra ontem!

Versus

A linha usável e comprável da Versace trouxe um jogo de estampas vibrantes de tartan que aos poucos se misturavam a estamparias florais. Ficou tão fofo, tão campestre, que deu vontade de ter um de cada.  Sem falar nos vestidos de color blocking, bem oitentinha, com bojo marcado.

Das peças exibidas extrai-se uma garota descolada, mas que já se sente uma mulher, e deseja exalar um pouco da sensualidade feminina, mas na medida certa, para não atingir o vulgar. Os comprimentos trazidos foram mini e midi, que novamente apareceu.

Cores? Amarelo, azul celeste, preto, vermelho, marrom, ocre, laranja e outras mais.

É a Versus mostrando que xadrez também se usa no verão, de uma vez por todas.

Marni

A Marni exibiu peças com uma forte influência esportiva, tendência já mostrada no inverno do hemisfério norte. A insistência se dá pelo fato de que peças nessa linha possuem a cara do verão, uma vez que trazem a praticidade necessária para toda mulher contemporânea. Cores fortes e pasteis deixaram a coleção jovem e leve, com todo o frescor necessário para aqueles dias mais quentes do ano.

Os comprimentos trazidos foram midi, maxi e acima do joelho.

As cores? Preto, branco, azul marinho, azul cobalto, bege, Pink, verde, laranja, cinza, amarelo, e turquesa, dentre outras.

Pucci

A Pucci teve como inspiração a costa italiana nos anos 70. E anos 70 lembram o estilo hippie. E é ele mesmo que aparece, repaginado, combinado com uma mulher que não abre mão da vaidade, mas que também não afasta a liberdade tão invocada naqueles tempos.

Temos então uma mulher sexy do Oeste, nômade(e eu diria globetrotter), que ama uma vida autêntica, impressa com sua personalidade. Com esse estilo em mente, pudemos ver na passarela botas acima dos joelhos com vestidos esvoaçantes de chiffon, terninhos com blazers bem estruturados aliados a bolsas boho, couro e franjas, e muito crochê. Linda coleção.

As cores exibidas foram basicamente branco, azul, marrom, caramelo, nude, pink, preto e azul claro.

Nº21

Taí um desfile apaixonante: peças simples, porém com cortes impecáveis, que fazem toda a diferença, no sentido de quebrar a monotonia de um look básico.

A paleta de cores da number 21 não foi ampla; basicamente exibiu uma coleção com muito preto, branco, e algumas poucas estampas, que ornaram shorts, vestidos, e conjuntos de saia longa e blusa, estes da mesma estampa. Nada inovador, mas tudo tão usável que dá vontade de levar tudo pra casa, e fazer várias combinações de peças.

Para mim o destaque ficou por conta do conjuntinho branco de saia assimétrica. Fresh and clean!

E assim terminamos o review de Milão. Foi bom enquanto durou, e comecemos a corrida com as próximas resenhas. Querem Paris ou Londres? Comentem!