Feliz Natal com discurso empoderador de Madonna

Olá, gente, tô meio sumida, né? Porém, novamente venho aqui prometer postar com mais frequência, mas já dou uma explicação plausível: é que 2016 não foi um ano bom para boa parte de nós, brasileiros, e ficar falando de moda, ou qualquer outra frivolidade no meio dessa turbulência de ódio, preconceito, ausência de Estado Democrático de Direito, e falta de consciência de classe em que nos encontramos não me deixa satisfeita, não mesmo. Poderia usar o blog como válvula de escape pra tentar sair desse mar de lama, mas não sou assim, quem é índigo sabe que não é tão fácil não absorver a dor do outro, os problemas do outro, as injustiças feitas…é tarefa árdua, mas tentarei me policiar, e abstrair um pouco por aqui, porém sempre trazendo vez por outra uma problematização pra gente discutir. É importante, não dá pra fazer a alienada, e falar de comprinhas e Disney, quando nosso poder de compra tá sendo tirado pelo Estado de maneira odiosa.

Logo, minhas amigas, a linha editorial desse blog, que já não era fútil, vai ser menos ainda, e para dar prosseguimento a nossas atividades quero compartilhar, neste Natal, o discurso de Madonna no Billboard Music 2016, mostrando as dificuldades de ser uma mulher na indústria fonográfica. Que possamos sempre falar sobre igualdade de gênero; é importante, e é necessário, principalmente com essa onda conservadora que ronda o mundo:



Feliz Natal a todos e todas, que nos seja dado mais entendimento, e espalhemos mais amor em vez de ódio por aí.

Especial Queen Bday: 7 vezes em que Madonna provou ser Rainha de nossas vidas

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A galerinha de hoje em dia vê Madonna na TV, e fica meio sem entender a razão pra galera nascida nos anos 80/90 ser tão alucinada por ela. Pode até não ser preciso ter vivido aquela época pra ser bem fã da Madonna, mas quem acompanhou a trajetória da pop star pode concluir com precisão, argumentos de autoridade, e sem cerimônias: Madonna Rainha, o resto, nadinha. A bicha lacra, destrói, tomba, derruba forninhos, influenciou nosso estilo, mudou nossas vidas.

E hoje, no aniversário de Madge (ela odeia ser chamada assim, mas eu adoro porque parece abreviatura de Majesty) resolvi fazer um apanhado de sua carreira e relatar 9 vezes em que ela provou ser Rainha de nossas vidas. Simbora?

 1- Ela fez a gente querer imitar seu hi-lo perfeito com jaqueta de couro e saia de tule: quem assistiu Who’s That Girl não só pirou na trilha como pirou no figurino inteiro de Madonna. Eu assisti umas 15 vezes, e sonhava em andar de sainha de tule, meia arrastão, e jaqueta de couro, melhor look ever!

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2 -  Lenço na cabeça, vários colares, muitas pulseiras, e batom vermelho: sim, trabalhamos! Na fase “Procura-se Susan Desesperadamente”, Madge ensinou que não tem nada de over usar vários colares ao mesmo tempo, lenço na cabeça e muitas pulseirinhas. Até hoje levo pra meu estilo essa influência, adoro braço cheio de pulseiras, tenho coleção de lenços pra usar no cabelo, e o batom vermelho…esse é um clássico! Os anos 80 nunca vão sair de mim graças à Rainha, que até hoje me influencia com seu figurino daquela década tão maravilhosa!

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3 – Fase gótica misteriosa + zen: ela teve, nós tivemos: logo depois que Madonna deu à luz a Lourdes Maria, ela lançou o álbum Ray of Light, bem diferente de tudo que ela já tinha feito, com muita influência da cabala (que ela tinha acabado de ingressar), e da maternidade que estava vivendo. A Rainha pintou o cabelo de preto, começou a usar umas tattoos de henna, e apareceu bem goticona misteriosa em Frozen, uma das faixas do CD. Nessa época eu também vivi minha fase gótica adolescente misteriosa, e escutava esse CD sem parar, sei todas as músicas de cor e salteado. As faixas têm uma energia diferente, o que ajudou muito minha passagem pela aborrescência. A Rainha influenciou meu caráter, com certeza.

“Nothing really matters, love is all we need, everything I give you, all comes back to me…”

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4 – A gente também quis ser country com ela: Depois de Ray of Light, veio o álbum Music, e Madonna fez a rainha country em Don’t Tell Me, e eu fui junto novamente, inclusive tinha uma camisa igual a essa que ela veste no clipe da música, chorei uma semana inteira no pé da máquina de costura pra titia fazer pra mim! Usei tanto que ficou toda clarinha hahahahaha

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5 – Ela cortou os cabelos estilo Farrah Fawcett nas Panteras, e a gente foi na cabeleireira pedir pra cortar igual: lá vem o clipe de Hung Up, e Madge apareceu com as madeixas repicadas, do jeito das meninas da era Disco. Nós, mais uma vez, não resistimos e fomos correndo ao salão para cortar “queen mode”.

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6 – Madonna é musa fitness, a maior: Que Gabi Pugliesi, que nada! Minha musa fitness sempre foi e sempre será Louise Ciccone! É só vê-la no telão do spinning humilhando que a gente aumenta a carga, e pedala forte pra tentar chegar a pelo menos 1/3 do que ela é. Afinal, ser cinquentona e ter esses braços né pra todo mundo não, até hoje tento tê-los e não consigo.

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7 – E quando ela canta, dança um show inteiro, e ainda arruma um tempinho pra pular corda na performance do show? Eu tenho esse DVD, e toda vida que assisto me sinto um nada. Amigas, um lacre é um lacre, só digo isso!

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Essas são apenas algumas das evidências de que Madonna influenciou nosso caráter, e estilo ao longo das décadas, e ainda continua aí, na atividade, lançando um single atrás do outro, fazendo a gente dançar com ela, e mostrando quem é a Rainha do Mundo!!! Happy Bday, Diva! Bitch, You’re Madonna!

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Elegância, teu nome é Diane Von Furstenberg!

“Feel like a woman, wear a dress”(Diane Von Furstenberg)

Tem horas que me pego devaneando sobre moda demais, e num destes devaneios me perguntei que peça de roupa e que marca representam melhor a elegância da mulher moderna…e a resposta não foi a calça da Chanel, nem as saias Dior, mas o Wrap Dress, de Diane Von Furstenberg.

O wrap dress, ou vestido-envelope, foi criado por Diane Von Furstenberg nos anos 70, mais precisamente em 1974. Na verdade, o termo wrap dress designa um vestido envelopado, transpassado, de material com um caimento agradável e leve, como o crepe de malha, o Jersey, a liganete, e a viscolycra, entre outros.

O fato é que eles estiveram ofuscados pela loucura colorida new wave dos anos 80. Contudo, voltaram numa época em que o minimalismo imperava (anos 90) e permanecem até hoje, vestindo mulheres que desejam uma peça prática, feminina e atemporal ao mesmo tempo.

Me lembro muito bem que logo que a Madonna se mudou para Londres, casada com o Guy Ritchie, ela usava quase que diuturnamente wrap dresses. Uma lady, praticamente.

Mas não é só a rainha do pop que adora as criações da estilista. Tem grupinho celeb quer adora a peça-chave da marca:

Eu considero o wrap dress a obra-prima da Diane. Ela detonou quando criou esse vestido tão versátil, tão gostoso de usar, e elegante ao mesmo tempo.

Nas ruas, é só o que se vê. Olhos atentos para o lookbook, que comprovam o que digo:

Tia Alice fez um inspired pra mim, e a minha vontade era ter tipo, uns 10(exageraaada), pra usar todo dia, de tão legal que é o vestidinho!

Vocês perguntarão, tá, Rose, mas quem pode vestir a peça?

Meninas, eu nunca vi nada mais democrático que o wrap dress. Ele veste bem as mais cheinhas, as magrinhas, as “meio-termo”, as altas, as baixas, as clássicas, as modernetes, as românticas, enfim, ele pode estar presente em todos os closets, deixando todas as guéls super phynas!

Depois de todo esse falatório, amam ou deixam a pecinha curinga?