Publi: Loja Online Zaful

Pra quem curte fazer comprinhas no exterior (com uma boa pechincha, claro, porque o dólar tá nas alturas!), apresento a vocês a Zaful, loja online que propôs parceria comigo e que, como toda loja chinesa, possui peças que fazem a diferença no nosso guarda-roupas, e peças não tão legais. Fiz uma pequena seleção mostrando itens que eu compraria, porque fariam sem dúvida a diferença quando fosse montar meus looks. São só 5, mas bem escolhidas:

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SAIA MIDI: sou vidrada em saia midi, não é segredo pra ninguém. Essa, estampada, com pregas espaçadas, na Zaful custa US$ 14,99, pra achá-la no site clica AQUI.

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CHAPÉU: nesse sol que parece que tá baixando pra encostar no Brasil nada melhor que um chapéu, mas não qualquer chapéu, um com esse detalhe de pérolas dá uma incrementada boa num visual só jeans e camiseta. Fica lindo! O acessório custa US$ 10,49 , e tá nesse link AQUI.

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CAMISETA LISTRADA: não preciso falar tanto sobre camiseta listrada, né? Peça atemporal, clássica, e que tá custando na Zaful US$ 16,99 (link AQUI). Como o preço não tá tão barato, bom esperar pra o dólar dar uma baixada, né? Deixem na listinha de desejos pode ser uma boa aquisição lá pra frente.

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BLUSA OFF SHOULDER: adoro blusa assim, com ombros à mostra e manga dramática! Essa da Zaful foi uma das mais bonitas que achei por lá, custa US$ 11,49. Quem quiser conferir mais detalhes da peça só clicar AQUI.

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BATA BORDADA: queria até aproveitar que postei essa bata pra dar um toque: peças bordadas, com jeitinho de trajes típicos mexicanos ou da Ucrânia(chamado de avyshyvanka) estão com tudo!!! Vi Anna Dello Russo dia desses com um vestido na mesma linha, só que longo, e simplesmente amei!!!  Bom pra fazer a linha boho, já tô doida por um! Esse da foto custa US$ 17,49 dólares e pode ser encontrado neste LINK.

Bom, espero que tenham gostado das peças que selecionei no site da Zaful, lembrando que a loja aceita Paypal e cartão de crédito internacional.

Quem tiver curiosidade, e achar que mesmo com o dólar alto compensa adquirir alguns dos itens acima, ou qualquer outro do site, corre lá na loja que tem muita coisa bacana, mas tenham cautela, vejam o produto, vejam se eles mostram o item como eles fabricam, e não só foto ilustrativa, porque muitas vezes pode bater a frustração quando o produto chegar, tenham esse cuidado com lojas online, todas elas, não só as internacionais, ok?!

Beijos!

Emma Watson: estilo e empoderamento feminino numa só pessoa

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Hoje é Dia Internacional da Mulher e, muito embora eu entenda que a batalha por igualdade de gêneros deva se dar todos os dias, horas e minutos de nossas vidas, resolvi dedicar um post especial a uma garota que nos últimos anos vem se destacando por seus discursos maravilhosos em prol dessa igualdade. E não vamos falar só de seu estilo ( já até dediquei um post antiguinho a ela, coloquem o nome dela no busca que aparece), porque ela TEM MUITO A NOS DIZER. Falo de Emma Watson.

Para começar sim, acho que Hermione ensinou muito à Emma: ser uma bruxa num universo masculino como o mostrado em Harry Potter significa. E ser uma bruxa sagaz, inteligente, destacada dos meninos significa muito mais. Não sei precisar se Emma buscou Hermione ou se Hermione buscou Emma, só sei que, em um mundo predominantemente machista, onde você é mandada “não se estressar” quando soltam piadinhas ofensivas ao gênero feminino, significando esse “stress” apenas e tão somente o fato de você questionar a piada, seus discursos recentes ensinam muito a todas nós. Vejamos um deles, proferido por ela durante a Campanha #HeforShe:


Durante muito tempo achei que o feminismo era representado pelo grupinho que curtia botar peito de fora, queimar sutiã, não se depilar…que ignorante eu era! Se hoje temos alguns direitos, agradeçamos às feministas (de verdade, as que lutam por respeito e liberdade feminina), de joelhos, e reproduzamos seus discursos a nossas sobrinhas, filhas, netas, e filhos, netos, sobrinhos, vizinhos…

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Acho engraçado que, desde que decidi não deixar passar nenhum comportamento machista por meu crivo (demorei demais, mas certas atitudes contra pessoas próximas à gente dão aquele ‘se ligue’ necessário), sempre questionando (meninas do Dicas Femininas do Viber, vocês são maravilhosas!!), e devolvendo na mesma moeda, recebo de volta um “vá se tratar”, ou sou chamada de feminista como se isso fosse pejorativo. Certamente, se não estivéssemos em um grupo de whats app combatendo, por exemplo, mas numa conversa entre duas pessoas, os homens dirião “é falta de R***”, no lugar de “vá se tratar”. E não, isto não é uma conversa sobre falta de qualquer coisa, muito menos de r*** porque sou casada, e muito bem casada, com um homem maravilhoso, que cozinha, é vaidoso, e que posso passar o dia enumerando suas qualidades enquanto ser humano que é, porque criado por uma mulher de fibra, que abdicou de sua vida profissional para criar quatro filhos e mostrar o quão as mulheres devem ser respeitadas (sim, isso é um comportamento feminista). Acrescento que, ainda que não fosse casada, pode ter certeza que, se colocarmos na balança certos homens (certos, não todos, por favor, esse não é um papo man-hater, jamais!!!) e certos vibradores, os vibradores ganhariam de dez a zero em eficiência, e ainda dispensaria a gente de ficar ouvindo chorume machista pela casa.

O que mais me desola é que, das meninas, recebo a resposta em privado: “sossegue, deixe pra lá”. Só que, me corrijam se estou errada, Maria da Penha foi deixando para lá, e foi preciso levar tiros e restar paraplégica para que pudesse lutar contra um relacionamento abusivo (aliás, já me encontrei com o algoz dela numa secretaria de juizado especial dessas, e a forma com a qual ele tratou as servidoras foi de enojar, o cara é um misógino patológico). Será mesmo que “deixando para lá” estou fazendo meu papel social? Não, não estou, e decidi questionar quantas vezes for preciso, mesmo que isso implique em ser reprovada pelas amigas, principalmente, porque se eu o faço, o faço também por elas.

Em um mundo onde nossas mães nos botam ao mundo, e nos dão nossa base de criação, mas nós reproduzimos o comportamento de nossos pais, é preciso reconhecer o papel que uma mulher exerceu em nossas vidas, e passar a mensagem adiante. Não é porque os homens, em uma época da história foram os provedores do lar ¹ (mesmo eu achando que há controvérsias sobre o que é ser “provedor” do lar), que a gente deve se esquecer de que quem buscava o alimento para a tribo éramos nós, mulheres (conseguir um animal para alimentar-se era raro, e as tribos primitivas se alimentavam basicamente dos vegetais que as mulheres coletavam). A gente precisa se reconhecer no passado, e se valorizar no presente, cavando um futuro melhor para nós e as gerações que virão.

Nem queria dizer pra vocês, e vou desapontar muitas, mas o feminismo pode até não ser encontrado nos peitos de fora das meninas do FEMEN, mas está presente tanto nos desenhos da Disney (querem desenhos mais feministas que Mulan, Frozen e Valente?) quanto nos milhares de músicas de Beyonce, e de Madonna, por exemplo.

Não é segredo pra ninguém que sou louca por Frozen, e uma frase me bastou para me apaixonar pelo desenho: a de Elsa, quando questiona à irmã se ela vai casar com alguém que mal conheceu. Tem discurso mais empoderador que esse? Vejam a letra de let it go, e me digam  que acham…

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Feminismo é uma pecha? Aceito levar essa pecha que me eleva ao patamar das maiores divas da música mundial. E espero que vocês também aceitem, e sim, nos indignemos e lutemos pela igualdade de gêneros, ao nosso modo, mas peço: não se calem, por favor, porque lutar por um futuro melhor para nós e para as meninas (e meninos) que virão é nosso dever.

Se vocês não leram o post – mas eu falei por aqui – da cerimônia do Oscar, sobre o movimento das atrizes, diretoras, enfim, mulheres da indústria cinematográfica, chamado de #AskHerMore, saibam que ele surtiu efeito: às meninas foi perguntando muito além do que elas estavam usando, as câmeras que filmam as jóias de suas mãos foram retiradas, Patrícia Arquette deu um discurso maravilhoso e foi aplaudida de pé. São coisas assim que as feministas fazem, e devemos apoiar esse movimento, porque a todas nós beneficia, às mulheres machistas também.

Exemplos, ah, esses não faltam: Malala, Lena Dunham, Annie Lennox, Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Clarice Lispector, Nélida Piñon, Coco Chanel, Edith Piaf…poderia passar o dia aqui enumerando mulheres maravilhosas que lutaram e lutam ainda por igualdade de gênero. Porque ser feminista não é escrever um livro com letras garrafais “Feministas por Dummies”. O feminismo está mais na sutileza das atitudes, da escrita, e dos detalhes que vocês imaginam. Está nesse blog, por exemplo, em várias passagens.

Bom, era esse o recado que queria passar pra vocês nesse dia, algumas poucas linhas, mas que, espero, façam a gente repensar nossos conceitos, do quão cruel estamos sendo com nossas amigas que gostam de usar uma roupa mais curta (ela pode estar querendo apenas usar uma roupa curta, e isso não deve torná-la uma pessoa disponível para estupros ou assédio), ou que estão acima do peso, por exemplo…que tal refletir e tentar mudar, aos poucos, evitando julgar, e respeitando mais? Porque o mundo precisa é de amor, e amor gera respeito.

Passado esse post-desabafo-panfletário, separei uns looks maravilhosos de Emma, e também um clipe de Beyonce que me representa tanto, mas tanto, que se eu a visse pessoalmente dava um cheiro no olho e diria: beesha, tu me representa!!!

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Enjoy, e Feliz Dia Internacional das Mulheres para todas nós!

ps: a quem interessar possa, achei um vídeo da Gabbie muito esclarecedor sobre ser feminista, quem quiser assistir só clicar AQUI.

 

(1) Segundo Evelyn Reed: Isto é uma falsificação da história natural e social. Não é a natureza, e sim a sociedade de classes que rebaixou a mulher e elevou o homem. Os homens obtiveram sua supremacia social através da luta contra a mulher e suas conquistas. Mas esta luta contra os sexos era somente uma parte da grande luta social: o desaparecimento da sociedade primitiva e a instituição da sociedade de classes. A inferioridade da mulher é produto de um sistema social que causou e proporcionou inumeráveis desigualdades, inferioridades, discriminações e degradações. Mas esta realidade histórica foi dissimulada atrás de um mito da inferioridade feminina.

(…)

Mas isto não existiu sempre: possui somente alguns milhares de anos. Os homens não foram sempre o sexo superior, uma vez que não foram sempre os dirigentes industriais, intelectuais e culturais.

Em tempo: Parabéns às leitoras pelo dia de hoje!

Eu simplesmente amo esse folheto, intitulado “Rosie, the Riveter”. É antigo, pois simbolizava a mulher da época da segunda guerra, que botou a mão na massa e passou a fazer serviços “masculinos”, em razão de os homens terem partido para o front.

All the day long,
Whether rain or shine
She’s part of the assembly line.
She’s making history,
Working for victory
Rosie the Riveter

Porém, a mesma gravura cabe perfeitamente nos dias de hoje; a independência, a inteligência, a bravura, e a força da mulher têm “contaminado” todos os setores da atualidade, da raiz aos frutos das mais variadas áreas. Habemus “presidenta”, “deputada”, “delegada”, “pedreira”, “engenheira”, “mecânica”…habemus “mães”, “filhas”, “donas-de-casa”, “vaidades”…

E essa é minha pequena e singela homenagem a nós, que podemos mudar o mundo a partir da mudança dos nossos, dos que está pertinho de nós. Parabéns e continuemos lutando, porque sempre, sempre, NÓS PODEMOS!

No contexto, uma música do Dead Fish(amo, amo, amo), que resume tudo isso que eu falei:

Foi difícil entender
Impossível de acreditar
Uma vida devotada
Embasada em sobreviver

Mais que qualquer ideal
Sobressai o teu amor
Não há ruas partidos e regras para te deter
Mais que uma instituição  feita para deformar
Liberdade e emoção me permitiram sonhar

Tu és a vida real
E sempre esteve de pé
Nunca reclamou da batalha que é criar

Sociedade e discriminação
Cabeça erguida a enfrentar
Nenhum patriarcado ou família te fizeram calar

Não há nada a provar
Eu já posso entender
O que pode ser mais rebelde depois de você?

Forte vive e a sorrir
Sua vitória deve insultar a todos que preferem te ver a chorar.
Acredite aprendi demais (aprendi demais)
Seu silêncio constrangedor (constrangedor)
Liberdade é muito mais que palavras a dizer (a dizer)

Gostaria de agradecer
Espero um dia retribuir
Coração do meu céu, por favor, seja feliz!

Agora vem a tua vez!
Usufrua do teu amor,
Sua prole sobreviveu
E só resta agradecer…

São marias, heloisas, severinas,
Bernadetes, rosas, marisas, izauras,
Valescas, elianas e martas,
Mulheres fortes
Que sobreviveram!!!