“A simplicidade é o último grau de sofisticação.”
Leonardo da Vinci
Essa frase de Da Vinci vem muito a calhar com o post de hoje. Transportando essa ideia pra o mundo da moda, o que a gente percebe é justamente o que o mestre polivalente disse: os looks mais incríveis são os mais simples, aqueles que despertam a impressão na gente de que a pessoa não se esforçou pra compor, pra harmonizar as peças. Digo isso em tempos de blogs de streestyle, onde muita gente fica horas em casa se produzindo, se montando, mesclando estampas, e muitas cores, só pra ter uns cliquezinhos num site tipo Sartorialist ou qualquer coisa que valha. O simples me seduz, isso é fato. O contrário, nem tanto.
E por isso separei algumas produções bem inspiradoras, e que não pedem muito da gente porque né, passar por um processo de “Ladygagaguização” é tudo que eu menos quero. Deixo isso pra quem segura o estilo, v.g, Anna Dello Russo, ou a nossa Regina Casé. Repito: elas seguram o estilo, o feio é forçar a barra, tentar fazer igual só pra ganhar um post num blog. Mas isso é outra história, e a gente conversa depois. Por ora, vamos nos inspirar:




Porque a gente não precisa de muito – nem de tudo – pra andar lindona por aí.
E pra concluir, outra lição pra vida toda, de Henry Wadsworth Longfellow:
“No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.”

…seria uma consumidora bem assídua da Balmain. Também, pudera, o que a grife mostrou de lindo nessa coleção primavera-verão 2012 não tá no gibi!
Apesar de ter havido uma transição na direção criativa da Balmain(saiu Christopher Decarnin e entrou Olivier Rousteing), me parece que tal mudança não transpareceu na coleção: os mesmos ombros marcados nas jaquetas, várias aplicações de metal, saias curtinhas, brilho, muito brilho…tudo que popularizou a Balmain de Decarnin tava lá, inalterado.
Contudo, não acho isso ruim, não foram cópias baratas de outros desfiles.
Olivier, a exemplo do que o kaiser Karl Lagerfeld fez com Chanel, manteve o que chamaria de “marca registrada” da Balmain, um espiríto rocker (a inspiração pra essa coleção veio da Las Vegas dos anos 60, do Rei Elvis), mas com roupagem que leva sua assinatura, e ficou lindo, demais até, ou vão me dizer que não cobiçaram esse blazer de jeans com detalhes dourados da primeira fileira? Sem falar nos modelos vestidos com franjas nas mangas que serão, certamente, objeto de desejo das RI-FAS(ricas e famosas) all-over:



Apesar da existência de alguns hits da marca na passarela, só consegui ter olhos para as saias amplas com tecido bem parecido com chambray, e para os vestidos/casaquetos florais, em tons leves, sutis.
Atenção para os detalhes! Dá pra customizar alguns dos itens abaixo, só soltar a imaginação:

Estreia com pé direito.

E em meio a tantos blogs que praticamente uniformizam as peças, eis que essa mocinha(do blog My Little Fashion Diary, que já virei fã), na contramão da tendência, me aparece com esse blazer:

Eu simplesmente amei a ideia, e já tô piradíssima pra fazer um pra mim, com menos botões, claro.
Assim, pensei em fazer com botões apenas nas mangas e na parte de baixo, e não espalhando pela peça inteira), que vocês acham?

Porque no meio fashionístico botar a cabeça pra funcionar também é preciso!
Correndo pra o Ponto dos Botões em 3, 2…

E vocês se perguntam ao ler o título do post: o que diabos são tassels? Tassels são as famosas borlas, aqueles enfeitinhos com franjas que são vistos geralmente em cordas de cortina, ou em tapetes.
Como sabemos que basta uma estilosa transportar o tal enfeitinho para o mundo da moda, que logo é copiada e boom, tassels estão em roupas e acessórios no mundo inteiro.
Apenas para contar uma historinha pessoal, quando eu era mais nova, tipo 15 anos, eu fiquei obcecada por um cinto feito de corda de cetim com borlas nas pontas…é que as danadas são tão bonitas, que de fato dá vontade de sair com alguma coisa feita do enfeitinho; o problema é que eu não sabia como encaixar na ponta do cinto, e aí que perdi as borlas e só fiz dá um nó na ponta das cordas e fiquei usando como um cintinho mesmo. Quem souber encaixar borlas em cordas de cetim, favor deixar um comentário, vai ser de utilidade pública, mesmo. (Ah, e hoje, nesse exato momento, tô usando meu cinto, rááá!)
Sim, mas voltando ao frisson que as borlas geraram, Gucci mostrou uma coleção em que as borlas vieram nos cintos, que tinham jeitinho de OBI(vou falar deles em outro post), mas com cara menos oriental, uma coisa mais setentinha. E Paul and Joe também trouxeram borlas nos cintos, Roberto Cavalli adotou, e por aí vai…

E como nada se cria, tudo se copia, nessa temporada de desfiles primavera/verão 2012 no Brasil, várias marcas trouxeram tassels enfeitando bolsas, cintos e o que mais a imaginação mandasse…dúvida que a gente ainda vai ver muito por aí?

Só pra vocês ampliarem o leque de aplicações de borlas na moda, abaixo fiz uma seleção bem legal de acessórios e roupas com tassels:

Em ordem numérica, as peças são das seguintes marcas:
1- Chaveiro Alexander Mc Queen;
2 – Ankle boots, Ralph Lauren;
3 – Blusinha com cinto, Diane Von Furstenberg;
4 – Brincos, Isabel Marant;
5 – Cinto, Gucci;
6 – Cinto, Gucci;
7 – Brincos, Phillippe Audibert;
8 – Cinto, Gucci.
Boatos rolam “estilosfera” afora que as borlas serão sensação modística do verão…vocês acham?

Aqui é assim: mal terminaram as semanas de moda, e já vamos de resumão do São Paulo Fashion Week e Fashion Rio. Tudo culpa da Ju Cavalcante, que mostrou tudinho em primeira mão pra suas telespectadoras no Band Mulher, e me convidou para tricotar com ela do que vai rolar no combo primavera/verão 2012.
Vamos?
E aí? Preparadas para as estações mais quentes do ano?
Ah, o Band Mulher vai ao ar de segunda a sexta, às 14:00 horas, na Band(isso pra o RN e também pra capital do Ceará, Fortaleza). Vale super a pena assistir, pois os temas são de nosso total interesse, não somente moda, mas saúde, beleza e outras coisitas mais! Me identifico demais!


A palavra recessionismo vem de recessão, que significa recuo, período de diminuição da atividade econômica. Trazendo isso para o mundo Becky Bloomístico, praticar o recessionismo significa nada mais nada menos que brecar o consumo(para as mais radicais), ou praticar o consumismo inteligente(para as que não conseguem dar um stop no consumo).
A verdade é que todos os dias as mídias, todas elas, nos empurram um produto goela abaixo, e muita gente se sente “obrigada” a comprar, senão a exclusão de sua “aldeia” é caminho óbvio. O resultado disso é dívida, muita dívida, e preocupações mil que vêm à reboque dessa compulsão por compras, quando não problemas psicológicos de ordem grave, para casos bem críticos.
A solução então é achar alternativas para estar na moda gastando pouco, ou redescobrindo seu próprio guarda-roupas. Isso mesmo, suas próprias peças que estão lá, sem uso algum.

Dicas?
Fiz um pequeno manual com sugestões de como iniciar uma nova maneira de pensar, e dar um basta no consumismo imposto, de maneira que a gente ande linda, e com money no bolso para gastar com coisas bem mais prioritárias.
Vem comigo!
- O primeiro passo para ser uma recessionista digna, é poupar 10% dos seus ganhos. Pode ser até R$ 50,00 reais(pra quem ganha R$500,00), mas vai fazer uma diferença danada lá na frente, quando você quiser se permitir e se presentear com algo legal;
- Tente controlar seus gastos levando um bloquinho onde você deve anotar todas as besteirinhas que vocês consome todos os dias. Você vai perceber que essas besteirinhas podem chegar até a 20% do que você ganha por mês. O bloquinho vai te ajudar a se policiar em relação aos gastos bobos;
- Quando você quiser comprar algo, se pergunte: Eu realmente preciso disso? Faça um exame de consciência, vai perceber que muita coisa que a mídia diz que você precisa, definitivamente não te faz falta;
- Agora o melhor: compras? Permitidas, com ressalvas. Dê preferência a liquidações, a inspireds, a outlets, e lá bote pra fora seu lado fashionista. Sim, porque dá pra ser feliz e estilosa gastando pouco, bem pouco. Fique de olho no que o mercado oferece, e garimpe nos locais certos. Não, você NÃO PRECISA, de uma skinny zipper da Diesel. Compra na Moda K, na C&A…só aí você poupa uns R$500,00;
- Deixe essa ilusão de que quem tem cartão de crédito tem dinheiro. O dinheiro NÃO é seu amiga, é da administradora. Gaste somente o que você pode. O que não pode não gaste. O SPC não precisa de mais um membro, lá não é clube;
- Bote a cabeça pra funcionar. Customize, reinvente seu guarda-roupas. Camiseta que não usa? Transforme em regatão, faça aplicações, pinte, borde, apronte. Calça jeans que ia jogar fora? Que tal fazer um shortinho com aplicações de pérolas na frente? É amiga, tudo uma questão de criatividade;
- Pode parecer besteira, mas uma boa costureira vale mais que mil lojas fast-fashion. Roupas exclusivas, sob medida, e sem precinho de Dress To ou Farm. Tudo é possível;
- Peças atemporais, clássicas são uma boa saída pra sempre andar bonitona por aí. Não adianta comprar 10 blazers coloridos, eles vão ficar encostados quando a moda passar. Compre apenas UM de corte bom. Vale mais que arco-íris no guarda-roupas;
- Monte seu kit básico de make, e aprenda a fazer em casa. Gastar cem ou duzentos reais toda vez que for a um evento é coisa para poucos, os muito abastados, que são minoria no Brasil. Seja a Proença de você mesma. Tenha amor ao seu rico dinheirinho;
- O dinheiro não manda em você. Siga a dica do escritor Vitor Hugo nesses versos: “Desejo que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático, e que pelo menos uma vez por ano, coloque um pouco dele na sua frente e diga ‘isso é meu’, apenas para que fique claro quem é dono de quem”;
- Não tente seguir o ritmo de uma amiga abastada, ou de alguém abastado que você conhece. Você é você e seus ganhos. Faça dentro desse parâmetro. A renda da amiga não é a sua. Deixe isso claro na sua mente.
- Seguindo esses passos que preparei para vocês com minha vivência diária com planilhinhas e atitudes recessionistas, espero que o caminho de vocês seja realmente um sucesso: moda e din-din no bolso na certa!
Para não cansar demais, e eu terminar fazendo um verdadeiro tratado do “Não Compre”, seguem alguns blogs com diquinhas super-ultra legais de como ter um pensamento recessionista, o ISTA que é legal de ser:
The Recessionista: foi o encabeçador do movimento. Blog gringo que indica pechinhas lá fora;
Diary of a Recessionista: Indica coisitas no precinho e busca similares mais baratos para produtos trendy;
Pechincha Fashion: Blog brasileiro que informa bazares e outlets, pra gente ficar linda gastando pouco;
Hoje vou Assim OFF: É uma espécie de Hoje Vou Assim, só que com peças de lojas populares.
A casa está cheia de flores: Essa amiga deu um stop nas compras e foi revirar o armário da mãe, e da avó. Apela sempre para Nossa Senhora do Recessionismo. Já se propôs até a parar de comprar por um tempo. Gostei da ideia dela, e quando tiver uma mente elevada, tentarei fazer o mesmo, rsrsrs.
Chic Off: blog da Antonia de Javi, que se autointitula caçadora de low price fashion. Muito bom!
Um ano sem Zara: Esse é o mais fantástico de todos. Jojo, partindo de seu liseu ocasionado pela compulsão por compras de roupas, decidiu passar um aninho sem adquirir nadica de nada. Acho super copiável, principalmente se a gente fixar uma meta de guardar money para algo mais nobre, tipo seus estudos fora, um carrinho da hora ou até mesmo um ap.
Teve também um depoimento que achei o máximo, das Camila do blog mão feita, que vale a pena conferir:
Qual o tamanho do seu bolso? Qual o tamanho da sua caixinha de esmaltes?
Então é isso, espero que vocês tenham tido a paciência de ler, e que reflitam um pouquinho sobre o que é realmente importante pra vocês!
