Feliz Natal com discurso empoderador de Madonna

Olá, gente, tô meio sumida, né? Porém, novamente venho aqui prometer postar com mais frequência, mas já dou uma explicação plausível: é que 2016 não foi um ano bom para boa parte de nós, brasileiros, e ficar falando de moda, ou qualquer outra frivolidade no meio dessa turbulência de ódio, preconceito, ausência de Estado Democrático de Direito, e falta de consciência de classe em que nos encontramos não me deixa satisfeita, não mesmo. Poderia usar o blog como válvula de escape pra tentar sair desse mar de lama, mas não sou assim, quem é índigo sabe que não é tão fácil não absorver a dor do outro, os problemas do outro, as injustiças feitas…é tarefa árdua, mas tentarei me policiar, e abstrair um pouco por aqui, porém sempre trazendo vez por outra uma problematização pra gente discutir. É importante, não dá pra fazer a alienada, e falar de comprinhas e Disney, quando nosso poder de compra tá sendo tirado pelo Estado de maneira odiosa.

Logo, minhas amigas, a linha editorial desse blog, que já não era fútil, vai ser menos ainda, e para dar prosseguimento a nossas atividades quero compartilhar, neste Natal, o discurso de Madonna no Billboard Music 2016, mostrando as dificuldades de ser uma mulher na indústria fonográfica. Que possamos sempre falar sobre igualdade de gênero; é importante, e é necessário, principalmente com essa onda conservadora que ronda o mundo:



Feliz Natal a todos e todas, que nos seja dado mais entendimento, e espalhemos mais amor em vez de ódio por aí.

Girl Power: remake de Wannabe feito pelo Projeto Everyone

E no ano em que o lendário hit das Spice Girls, Wannabe, faz 20 anos (eita que tô velha!!), eis que o Girl Power ressurge em um vídeo feito pelo Projeto Everyone, com a missão de alertar ao mundo sobre questões de igualdade de gênero.

Sob a hashtag #WhatIreallyreallyWant, o vídeo, produzido pela Getty Images com a SAWA, reproduz cenas inspiradas no clipe original com reivindicações das mulheres ao redor do planeta, ou seja, o que nós realmente, realmente queremos. Para a tristeza dos machistas-clichê, e das meninas que reproduzem machismo,  nenhum dos “mimimis-padrão” deles tá dentre as reinvidicações. Contrariando quem pretende desmerecer a luta de mulheres ao redor do mundo - reverberando um protótipo tosco que só existe na cabeça de gente que não raciocina - o movimento busca, DE VERDADE, igualdade de gênero, o que passa por condições salariais equivalentes ao dos homens, proibição do casamento infantil, fim da cultura do estupro,  e direito à educação, dentre outras questões igualmente relevantes. É isso que o vídeo traz.

O filminho foi dirigido por MJ Delaney, produzido por Moxie Pictures, e reúne atrizes, cantoras, e dançarinas da Índia, África do Sul, Nigéria, Reino Unido, e os EUA (incluindo a superstar de Bollywood Jacqueline Fernandez e o trio M.O.).

“Isso é sobre o girl power moderno”, disse o diretor do filme ao The Guardian. “As Spice Girls eram um grupo de mulheres diferentes se unindo para serem mais fortes. Essas diferenças são o que queremos celebrar neste filme, mas ao mesmo tempo, mostramos que há algo que todas as mulheres em qualquer lugar do mundo realmente, realmente querem.”

Victoria Beckham achou a iniciativa “maravilhosa”, e acrescentou “o quão fabuloso é o fato de que, após 20 anos, o legado do Girl Power das Spice Girls vem sendo usando para encorajar, e empoderar uma nova geração inteira?.”

Agora, chega de falatório e vamos apertar o play:


 

Todo o retorno de #Whatireallyreallywant será apresentado aos líderes mundiais na Assembléia Geral da ONU em setembro deste ano.

Eu amei a iniciativa, principalmente por ter vivido o Girl Power de vinte anos atrás, e ver que as meninas da nova geração estão aí pra causar, o Girl Power reloaded vem mais forte!

Uma luz no fim do túnel: Campanha da Quem Disse, Berenice? e Empoderamento Feminino

Eu já tava com esse post há um tempo pra escrever, mas meus compromissos da vida, e o fato de não conseguir fazer um planner mais efetivo pras postagens do blog só me deixaram lembrar agora, depois que li, há dois dias, a Revista da Gol no avião, mais precisamente uma reportagem sobre a Quem Disse, Berenice?.

No meio desse turbilhão de agências de publicidade, e marcas que aprovam propagandas machistas, que coisificam a mulher, incitam a violência contra o sexo feminino (cultura do estupro included), dentre outras coisas horrendas, eis que uma campanha traz um fio de esperança para nós: a campanha “#épramim”, da Quem Disse, Berenice?

A marca, com o #épramim, acredita que toda mulher deve ser livre pra fazer suas escolhas, e decidir o que é ou não pra ela:  ser analista de sistemas especializada em jogos de videogame, piloto de stock car, escrever quadrinhos, usar uma roupa curta, ou batom vermelho. Confesso que a cada depoimento que via no Face (são vários), sentia uma vontade enorme de ir até à loja e adquirir um produto da marca, porque nunca me senti tão representada.  “A marca sempre falou de liberdade e ao mesmo tempo teve contato com muitas histórias de mulheres que deixavam de fazer coisas por acreditarem que algo ‘não era pra elas’. A campanha vem para encorajá-las a perceberem que tudo o que quiserem será para elas”, explica Gustavo Fruges, gerente de comunicação e branding da Quem Disse, Berenice?.

O filme  abaixo ilustra bem a essência da Campanha:

 


 

Tá mais que na hora de a gente se aproximar de marcas que incentivem o empoderamento feminino; já que vivemos num mundo capitalista,  onde as mulheres tanto são grandes consumidoras, como influenciam as compras da família, dar dinheiro/corda a marcas que não nos representam é uma grande furada. É claro que existem marcas que falseiam esse empoderamento para vender mais, porém, por tudo que li sobre a Quem disse, berenice? a marca tem uma proposta de vender seu produto (logicamente), e ao mesmo transmitir a mensagem do empoderamento, a começar pelo próprio nome da marca, que é um questionamento certamente a imposição de regras às mulheres.

E não, não é um publipost, tô conversando com vocês sobre a QDB porque realmente curti a campanha dela, e, do mesmo jeito que aprendemos a rechaçar agências de publicidades toscas (são vários os casos, do esmalte às propagandas de algumas cervejas), a gente tem que exaltar quem faz campanhas magníficas.