Alerta de tendência: padronagem windowpane

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Vocês já devem ter ouvido falar muito aqui no blog do tal “xadrez de verão”. Aliás, já fiz um post falando sobre várias padronagens de xadrez e, a depender do tecido, e das cores, algumas são mais apropriadas para as estações mais frias do ano, outras para as estações mais quentes. E algumas atravessam o ano inteiro, digamos, “de boa na lagoa”. A padronagem de hoje é uma dessas, já que sua versatilidade a fez ser desfilada em várias coleções do pré-outono 2015 gringo (Dior, Proenza Schouler, e Derek Lam), mas já tá cotada pra ser a queridinha da primavera no hemisfério norte: é tempo de estampa windowpane, amigos e amigas!

A estampa windowpane leva esse nome justamente porque faz lembrar uma vidraça de janela. Em preto e branco, ela vai e vem a todo o tempo; já vi muita gente usando em 2013, mas me parece que o negócio ficou sério depois das coleções pre-fall 2015. Eu, como já disse a vocês, não sou muito vidrada em tendência, e considero essa padronagem um verdadeiro clássico. Imaginem uma calça com padronagem window pane, e uma camisa social pink? E um mix com estampa floral?

Pra ilustrar pra vocês como a parada tá séria lá fora, separei alguns looks lindos, que certamente servirão de inspiração pra minhas montações futuras:

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Imagens: reprodução

Queria “apenas” todas as peças daí de cima!

E aí quem vai se jogar na estampa windowpane?

A saga da escolha da base ideal para o make do Grande Dia

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Durante os preparativos do casamento inteiro, duas coisas mereceram ser objeto de amplas pesquisas: a compra do vestido, e a escolha do combo make-cabelo. Considero uma boa maquiagem extremamente importante, porque é ela que vai ficar eternizada nas fotos e no vídeo do casamento.

E o post de hoje é justamente sobre make, na verdade, sobre um item que me preocupa bastante quando o assunto é maquiagem, a escolha da base. E por qual razão? Tenho a impressão de que uma pele bem preparada é tuuuuuudo na maquiagem, a noiva tem que estar com uma pele legal no dia (então, meninas, nada de passar fome, ou se estressar demais, senão o presente é aquele espinha de véspera, ou a olheira escrota que insiste em dar seu ar da graça, por exemplo), e além disso a mesma pele deve ser bem preparada pra receber as camadas de maquiagem.

Então, se o assunto é pele linda, a maquiagem tem que contar com uma base bacana que atenda às especificidades do casamento. No meu caso queria uma base natural, mas que fotografasse bem, e filmasse bem em HD. Além disso, não queria cobertura “reboco”, sempre achei importante manter a “essência” da nossa pele para não parecer uma boneca de cêra, sem poros, sem nada. Pronto, sabendo desses desejos, comecei a pesquisar, e cheguei à 3 bases: a da MUFE HD, a Maestro, de Giorgio Armani, e a Diorskin Airflash. Comprei as 3, porque né, colecionadora de make tem dessas coisas…mas só abri uma até agora, a escolhida, que conto pra vocês mais na frente; antes, quero falar um tiquinho sobre o trio finalista, e como cheguei à base do casório.

Maestro

A Maestro, de Giorgio Armani, comprei na Nordstrom e pedi pra uma amiga BFzona trazer dos EUA, naquele esquema de entregar no hotel e tals. Essa base tem cobertura fininha, é bem fluida porque é composta de óleos phynos que se misturam quando do toque na pele (fusion), coisa tecnológica mesmo. Porém, tinha um defeitinho: não achei que ela fotografasse/filmasse bem, e como minha pele é oleosa, e estaríamos no verão, não botei fé que ela segurasse a bronca a festa inteira. Eliminada.

MUFE

A base da Make Up For Ever que eu adquiri foi a Invisible Cover Foundation, com cobertura que vai de média a total, e promete cobrir, sem falhas, as imperfeições da pele, ao mesmo tempo que permanece invisível na tela da tv e na vida real. Tem longa duração, e cria um efeito de foco leve, que dá aquele tchan na hora dos flashes, por exemplo. É base de red carpet, portanto, noivas, formandas e debutantes, essa é “a base”. Só não me joguei nela porque a química rolou com outra, foi amor à primeira passada!

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Tava tudo legal comigo e minha MUFE, ATÉ QUE surgiu uma nova paixão: a Diorskin Airflash, da Dior. Minha gente, vocês não sabem o que é essa base, ela é simplesmente PERFEITA!!!! A Dior Airflash tem textura ultrafina, sistema de microdifusão, e cobertura média. O jeito de passar é no estilo airbrush, em spray, fotografa e filma lindamente. Pedi pra meu maquiador (Jackson Smith) usá-la na minha make e ele se apaixonou, achou a textura maravilhosa, fina, leve…a pele fica aveludada, mate, uniformizada, dispensa até pó. Pesquisei que é muito boa também para peles maduras, já que não fica “reboco”. Ah, como sou quase transparente, minha cor foi a 200, light beige.

E sobre o efeito nas fotos? Vou mostrar uma foto profissa (por Junior Barreto), e uma tirada por Jackson assim que ele terminou meu make e cabelo, sem photoshop sem nada, pra vocês verem como essa base é incrível:

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Notaram como ela ficou uniforme? Ela sai da parte da mandíbula pra o pescoço e não fica nenhuma linha demarcatória, a cor eu acertei em cheio! Linda, né? Pra quem ficou interessada, sugiro pesquisar no exterior, ou em freeshops, porque no Brasil é bem carinha(vende na Sephora), e lá fora a gente consegue por menos da metade do valor que ela é vendida por aqui.

 

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Saia Godê: o clássico encantador

Em um sábado desses qualquer, estava eu organizando meus tecidos como quem não quer nada, e segurando um chambray, tive um daqueles meus estalos rotineiros: vou fazer uma saia godê!! Não foi revista, nem TV, nem blog, nada, minha vontade de ter certas peças de roupas vêm da minha mente mesmo, fico criando modelos desde pequena, vendo tecidos imagino peças prontas, não durmo pensando na ansiedade de vestir aquela saia, ou blusa, ou macacão, ou qualquer outra peça que pensei.

Corri, coloquei na mesa de costura de titia, e pedi pra ela me ensinar o corte. Como meu tecido não era suficiente para uma saia godê buraco, como se chama, tive que contar com a perícia dela em aproveitar ao máximo o pano, e mesmo não saindo das minhas mãos, a felicidade de ter uma saia tão rápido – e linda – me encheu de alegria. E transbordou, merecendo um post aqui no blog pra explicar, bem ligeirinho o que é a tal da saia godê, um clássico que encanta toda a mulherada.

A saia godê – quem é leitora do blog sabe bem – é muito representativa do new look de Dior, lá dos anos 50; é bem rodada, leva muito, mas muito pano, e, simbolicamente, esse excesso de tecido traduz o anseio pela abundância logo após a Segunda Guerra Mundial. Depois de anos de recesso, era preciso ostentar, exagerar…e Dior fez isso muito bem.

Como exala feminilidade, e elegância, nunca saiu de moda. Lembro muito bem que minha paixão pela saia godê veio assistindo Grease; sonhava com as saias da Sandra Dee, essa amarelo pastel, da foto abaixo, é uma peça que ainda quero ter, só achar o tecido certo, de caimento legal, e farei uma certamente.

Soube por titia que há uma bifurcação da saia godê: a buraco, e a semigodê. A diferença entre uma e outra, certamente, é a quantidade de tecido empregada. A godê buraco leva mais de um metro de tecido(de comprimento médio), mas é mais fácil de fazer que a semigodê, que foi a que titia fez pra mim porque não tinha pano suficiente para a primeira. Essa última exige um pouco de jogo de cintura no corte, mas tenho esperança de um dia aprender direitinho, e até gravar um vídeo pra vocês, why not?

Separei abaixo como é feito o corte da godê buraco, e ainda o passo-a-passo da saia:

Mas, Rose, e os looks com saia godê? Calma, tem também! Godês curtinhas, médias, e em comprimento midi. Não sei dizer se prefiro a godê curta, ou a midi, por exemplo, acho que cada uma tem seu charme, e o legal é ter pelo menos uma de cada pra gente ir se estudando, criando composições legais, inovadoras…

Ah, e minha saia de chambray? É look para os próximos posts…

Top 10 inspirações

Gente, tô viva, tá? É que eu, nessa minha misantropia às vezes me desligo total do notebook, e acabo não alimentando o blog de posts. Também tô terminando mais um tutorial da série “shorts para o verão” que envolve várias etapas, e isso tem me consumido bastante. O legal? É que vai subir amanhã, já tô ansiosíssima pra ver se vocês curtiram!

Mas, mudando de assunto, hoje quero compartilhar por aqui um top 10 de inspirações, extraído diretamente de um dos blogs de rua mais legais, o Stockholm Streetstyle. Eu não tenho muito critério na escolha, ora me apaixono pela estética da montação, ora por um tecido específico, ora pelo estilo seguido. É bem assim, meu cérebro é randômico, já falei pra vocês :)

Então, me sigam!

E se o filme Bonequinha de Luxo tivesse um remake, bem no século atual, como seria a nova Holly Golightly(Sabrina também, certamente)? Na minha cabeça bem assim, como a Ulyana Sergeenko. Não é um look para o dia-a-dia, por óbvio, imaginem vocês ali, no Midway vestindo um trambolho desses? Sem chance. Porém, a mensagem foi muito bem passada: A Bonequinha de Luxo/Sabrina, de fato, saiu às ruas, e ganhou um clique, como não poderia deixar de ser.

Lógico que não vou dizer pra vocês que curtir o sapato porque é de marca tal, é confeccionado de tal maneira, só existem três no mundo inteiro, tipo um violino Stradivarius. É lindo, é diferente, é floral com fundo escuro, deixa um pedacinho de pé à mostra, e não pede muita coisa na parte de cima, já que ele é que é o toque mágico da composição. Desejo? Sim, que mulher não desejaria ter um par desses?

Confesso que tô me fazendo de doida pra essa onda de usar boné (logo eu, que tinha vários bonés estilo caminhoneiro na minha época de freqüentar toda semana shows de hardcore e pistas de skate), mas achei tão bacana como essa menina usou, e o carão que fez (sem falar no batom laranjão) que mereceu estar no top 10 de inspirações. Vai que…

Me expliquem? O que é esse look? Montagem com uma garota saída direto dos anos 50? Não, essa foto é recentíssima, e mostra como modelagens clássicas nunca morrem. Aliás, para ter estilo é permitido ser anacrônico, revisitar o passado, tentar prever o futuro, misturar com o presente…vestidos como esses me fazer correr pra uma máquina do tempo, e dar um beijaço em Dior, e dizer “bicho, mandasse bem nessas saionas, viu?”. Somente.

A inspiração numero 5 tá aqui por razões bem evidentes: nesse calor dos infernos que tá fazendo em Natal, sair assim deixa o tico de vento entrar no corpo, o conforto imperar, e vamos combinar, fica lindo pra caramba. Reparem no mix de pulseiras da fia?! E esse colete floral? #apenasmorta

Como acessórios mudam nossas composições, não poderia deixar de trazer essa tartaruguinha fofinha que a moça usou como broche. Ai gente, que coisa linda! A sacada dela foi genial: usar uma peça mais pesada, com acessórios mais delicados, trazendo todo aquele equilíbrio que a gente fala tanto aqui no blog.

Tá, eu não sei se são cadarços, mas que eu usaria uns – e cordonês – pra acinturar chemisiês, camisas e peplums da vida, ah, usaria linda e loira!

Saia da chambray, sua linda, #venimim! Repararam que bastou muito pouco pra complementar o look, e o resultado ficou incrível de veranil? Ótima ideia, só assim pego o ganho pra mandar vocês queimarem as saias bandage, e saírem por aí femininas e românticas, e não piriguéticas! :) Brincadeira, adoro saia bandage, mas com um jeitinho menos natalense de usar, se é que vocês me entendem.

Taylor, sua linda, tô nesse exato momento imprimindo essa foto e caningando titia pra fazer essa saia, tsá? Saia lápis eu vejo todo dia, mas divertida assim, nem sempre. Esse jogo do preto-e-branco todo do look da Taylor encheu meus olhos, e bem acho que o guarda-roupa das meninas que trabalham em ambientes mais formais poderia ser assim. Abandonemos os ternos de oxfords monocromáticos então, a vida é diversão. Juro a vocês que me sinto tipo 50 anos mais velha com aqueles ternos, affe…#desabafos

E se a gente começa com um vestido TODO TRABALHADO NO VELUDO, tem que terminar com um leve pra usar nesse calorão. O longuinho da Haneli virou amor à primeira vista pela cor, e pelo jeitinho de voil de algodão devorê, ficou muito delicado, tô super me imaginando ventilada com ele (#loucaaocubo), e bem assim, de rasteirinha, porque sou sem vergonha e assumo meu “metroemeio” com um orgulho danado :)) Quero um, e vou com todas as minhas forças procurar um tecido semelhante na rua pra fazer um assim.

Pronto, hoje tô tagarela, falei demais, porém, por fim, super queria saber: desse top 10, qual o mais inspirador pra vocês? Eu, realmente não tenho ainda um mais-mais pra escolher…

Diane Kruger, a rainha do Festival de Cannes 2012

Ok, eu bem que poderia fazer aquele resumão dos looks de Cannes, mas optei (até pra não cansar vocês com posts gigantescos) por eleger aquela que, na minha opinião, se destacou, não só por seu acessório mais poderoso (Joshua Jackson), mas pelo que andou vestindo: Diane Kruger.

Na verdade Diane quase nunca me desagradou nos red carpets. De cabelo e maquiagem impecáveis, ela sempre seguiu seu estilo próprio nos tapetões, ousando na medida certa aqui, e acolá.

Pra começar, ela já aterrissou na França assim, toda diva de macacão, e chapéu…

E foi seguindo cada vez mais linda. Reparem nesse vestido vaporoso turquesa, maravilhoso, e no dourado rosé logo em seguida:

Eu acho Diane bem clássica, acho que a stylist dela olha muito pra trás e busca referências das décadas mais legais da história da moda.

Quando vejo algumas de suas composições, ora me lembro da Rita Hayworth, ora lembro da Audrey. Reparem nessa saia armadinha, bem ladylike:

A verdade mesmo é que essa galega arrasou em Cannes, deixou a cara das francesas nachón. Até usando o difícil combo transparência + renda, fechou de chave e cadeado:

E no encerramento do Festival? A personagem Scarlett O’hara perde pra esse vestido Dior que ela usou com um volume imenso, mas que não ficou feio, nem chato, nem destoante. Pelo contrário, arrancou suspiros. O updo? Apenas rabo de cavalo, nada mais.

O make também tava divino. ÓBVIO que vou deixar aqui no blog pra depois dar uma tentada em casa:

MAAAAAAAAAAAAAAAS, o look mais bacana que Diane Kruger vestiu foi esse vestidinho borgonha da imagem abaixo. Digo isso somente porque é bem realidade, acho que dá pra tentar fazer com um pouquinho de paciência.

Lembro que uma vez fiz um top bem parecido com esse do vestido da Diane. Peguei uma camiseta minha do Bob Espojna e Patrick que eu tinha, meti ilhoses e passei uma fita hahahahahha!

Sorry aê Brangelina, mas esse ano Cannes foi do casal Josiane (Joshua com Diane) :)

Vestidinhos de ontem, hoje, e sempre

Uma das coisas mais legais da moda hodierna é o fato de a gente ter a liberdade de usar praticamente tudo que der na cabeça (praticamente,  porque a gente exclui os casos em que o “bonsensômetro” apita, e aí, amigas, melhor encostar). A gente pode olhar o passado, pode se projetar pro futuro, e tudo é, realmente, fonte de inspiração. E bem por isso que o vestidinho com ares de ano cinqüenta, cintura marcada, e saia com modelagem em “A” vem conquistando cada vez mais adeptas. Se bem que,  pensando bem, há outro fator que considero importante: tem jeito pra gente ficar mais feminina? Não tem tubinho, nem minissaia que bata o quesito feminilidade do vestido nesse estilo, na minha opinião.

Fotos: Reprodução

Notaram nas imagens que o vestido é usado tanto de dia quanto à noite? Versatilidade é o segundo nome dele!

Fotos: reprodução

Obrigada, Dior, por essa maravilha que venceu a barreira do tempo e até hoje deixa a mulher mais feminina!

Não existe uma chave (para se vestir bem).
Se houvesse, seria muito fácil, as mulheres ricas podiam comprar a chave e todas as preocupações a sua moda seria mais!
Mas higiene, simplicidade e bom gosto, os fundamentos da moda não pode ser comprado.
Mas eles podem ser aprendidas, por ricos e pobres.
Christian Dior


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