Dica de Seriado: Merlí

E como estamos ainda acelerando pra começar efetivamente 2018, uns de recesso, outros de férias (no meu caso nem é um nem outro, tô trabalhando mesmo hahahaha), assistir umas séries legais não é nada mal, né?

Hoje eu trago pra vocês uma dica quente, principalmente como maneira de amenizar o estrago na educação que foi feito no nosso país, em razão de o ensino de filosofia nas escolas passar ser facultativo, algo que eu, particularmente, acho essencial na formação não só educacional de qualquer pessoa, MAS, SOBRETUDO, HUMANA: falo de Merlí, um seriado catalão que aborda filosofia de uma forma mais leve, jovem (é direcionado a esse público), e que vicia logo no primeiro capítulo.

Em resumo, Merlí é um professor de filosofia que, contratado por uma escola após um tempo desempregado (e despejado), sacode a vida dos seus alunos com questionamentos provocativos. Cada episódio aborda alguma escola filosófica ou pensador, e essa abordagem se conecta com os acontecimentos vividos pelos alunos, suas famílias, e professores.

Logo no primeiro capítulo achei Merlí com jeitinho de Dr. Gregory House, e garrei amor por ele, tinha que dividir essa maravilha aqui no blog!

Separei o trailer pra vocês se empolgarem, eu recomendo tanto para quem não ama filosofia, como para quem morre de amores por ela, como eu:


Em tempo: a série já está na segunda temporada, comecei a assistir ontem, mas não vou soltar spoiler aqui, né? Assistam tudo e me digam o que acharam!

Beijos,
Rose

Top Bardot, você ainda vai ouvir falar muito nele

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Primavera chegando, calor aumentando, tudo que a gente quer é sair por aí trabalhada no look leve, com frescor, dando spoiler de verão. E que tal começar usando um top lindo, que deixa os ombros à mostra, e combina com tudo, do shortinho jeans à calça flare? O Bardot, peça-sucesso dos anos 60 (e assim chamado por que foi imortalizado pela atriz diva Brigitte Bardot) fez um sucesso tremendo nas semanas de moda primavera-verão gringas, e eu aposto bastante que vai conquistar todo mundo pela latinidade dos ombros à mostra.

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Tá certo que eu já falei com vocês sobre o top ciganinha, off shoulder, uoreva, mas me parece que o Bardot top “de raiz”, digamos assim, é esse modelo aí de cima, com lacinho fazendo as vezes de manga; mas vocês sabem, a moda é isso, vão recriando os nomes para abarcar mais modelos, e dentro conceito de top Bardot tá cabendo qualquer top que deixe os ombrinhos à mostra.

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Dos modelos que andei vendo recentemente, meu coração bateu forte pelo de lacinho, como o da Brigitte, e um que tem manguinha tipo sino, muito usado por Rumi Neely (a blogueira barra da segunda imagem do painel abaixo, logo à direita). Titia fez esse modelo pra mim, e por esses dias posto look no Insta ou aqui mesmo com ele:

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Como já estamos perto da primavera, e pelas minhas terras o sol é pelando o ano inteiro, nem tenho cerimônia pra usar, mas fica a dica pras meninas que moram em terras mais frias, vale a compra pra usar assim que o sol aparecer soberano!

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Pantalona e 6 formas de usá-la com interessância

Se vocês me perguntassem como nasce uma tendência, eu diria que ela nasce da coincidência, tipo, resolvi sair de uma forma de casa e, instintivamente, várias pessoas saíram de forma semelhante. E essas pessoas que saíram parecidas já inspiram tantas outras e aí pronto, habemus tendência.

Digo isso porque reparando no estilo dos frequentadores das Semanas de Moda do hemisfério norte, uma peça, que considero um clássico, de repente massificou: comecei vendo um gato pingado, um dia depois dois, e daí em diante, várias pessoas estavam usando. Sim, a pantalona de uma hora pra outra apareceu nos looks das turmas mais badaladas da moda, o que é um indicativo de que vamos ver bastante também por aqui, muito embora, repito, eu entenda que a pantalona é daquelas peças que a gente deveria usar o ano inteiro, a vida inteira. Amo/sou!

Sobre quem pode usar pantalona, eu digo com precisão: todo mundo! O segredo é dosar a largura da boca, e saber a peça que vai na parte de cima. Como a tarefa de se vestir também é um exercício diário de autoconhecimento, o macete é testar com as mais variadas peças e ver com qual a gente fica melhor. Pra mim, por exemplo, panatalona pede uma blusa cropped, blusa compridinha mesmo só que mais colada, body, ou uma camisa, desde que com esta última peça eu coloque um blazer ou casaqueto por cima, porque tenho a impressão de que a “terceira peça” contribui pra me alongar.

Ah, e sabendo que vamos ouvir falar bastante da pantalona de agora em diante, que tal já ir dando uma olhadela em alguns looks pra ir se inspirando, hein? Fiz uma seleção de seis looks que curti mais. Espero que vocês gostem!

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Quem me acompanha no snap (devaneiosf) viu que comprei tecido pra fazer esse conjunto aqui da esquerda, listradinho. Oremos pra titia fazer rápido porque tô numa ansiedade…

Beijos!

Dica de Livro: Invencível, de Laura Hillenbrand

E AÍ, MEU POVO!!!!

As minhas leitoras mais antigas já devem ter percebido que não sou muito de fazer posts literários; tenho perfil lá no Skoob com minhas preferências, mas por aqui falo muito pouco. Porém, acho que vou tornar mais constante indicação de livros, e darei preferência a obras que me impactaram, como a de hoje, o livro de Laura Hillebrand, Invencível.

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Fazendo um resumo bem rasteiro da obra, Invencível conta a história de “Louie” Zamperini, um rapaz que foi atleta olímpico, mas teve sua carreira interrompida por uma repentina convocação para a Segunda Guerra Mundial. Porém, esses dois fatos que contei não o centro da obra, mas sim o que Louie (como carinhosamente era chamado) passou durante esse período (acidente aéreo, prisão por tropas inimigas…), e de que forma ele conseguiu lidar com os eventos que aconteceram em sua vida.

A descrição do livro eu extraí do site da Saraiva, e é essa aqui:

“Em uma tarde de maio de 1943, um avião da Força Aérea americana caiu no meio do oceano Pacífico e desapareceu, deixando para trás alguns escombros e um rastro de óleo e sangue. Em seguida, na superfície do oceano, apareceu um rosto. Era de um jovem tenente, um dos artilheiros do avião, que se esforçava para chegar a um bote salva-vidas. Assim começou uma das mais impactantes odisseias da Segunda Guerra Mundial. O nome do tenente era Louis Zamperini. Quando criança, foi um rebelde incorrigível. Adolescente, canalizou a rebeldia no atletismo e descobriu um talento que o levou às Olimpíadas de Berlim e à perspectiva de ganhar uma medalha de ouro nos Jogos seguintes. Mas com o início da guerra, Zamperini foi obrigado a desistir de seu sonho. Com uma voz narrativa rica e intensa, Invencível é o relato fascinante da coragem e resiliência de um ser humano extraordinário.”

Terminei de ler a obra recentemente e olha, Louie é inspirador. Não se trata de um livro de auto ajuda, mas de uma biografia que ensina muitas lições, dentre elas, a resiliência, e inteligência emocional. Prefiro não me prolongar por aqui, porque adoraria que vocês lessem o livro, maravilhoso!

A história de Zamperini é tão fodástica que Angelina Jolie, recentemente, dirigiu um filme inspirado na obra, cujo trailer vocês podem ver logo abaixo, mas advirto: NÃO VEJAM O FILME ANTES DE LER O LIVRO, PLEASE!!


Aproveitando que as férias tão chegando, que tal mergulhar no mundo dos livros começando por essa dica?!

Gosta de moda? Assista à True Cost

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Não, hoje não vou falar sobre filme contando a biografia da Chanel. A dica de hoje vai pra quem ama moda, e ama consumo de moda. Sim, porque se temos o poder de compra, temos responsabilidades pela forma com a qual compramos. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades, já dizia o Tio Ben, do Homem Aranha.

O documentário que estou recomendando no post de hoje, o True Cost, manda essa mensagem direto pro nosso coração. Será que a gente sabe o preço que custou aquela blusinha legal que a gente comprou na H&M? Dou uma dica: vai muito além daqueles números fixados na etiqueta.

True Cost é um premiado documentário que mostra o que eu já vinha falando em posts esparsos aqui pelo blog, que a gente precisa mudar a forma como a gente consome, ou estaremos ingressando num caminho sem volta, dizimando vidas de pessoas inocentes, e matando a nós mesmos com o crescimento da poluição, pois, como já disse em um post certo dia, pra fazer aquela sua calça jeans bapho, foram gastos litros e litros de água que poderiam estar matando a sede de crianças na África, por exemplo. Comprar uma pecinha legal numa fast fashion pode ter custado a vida de um trabalhador de sweatshop (ou de milhares), ter implicado no nascimento de uma criança com problemas mentais, mas enchido bem os bolsos do empresariado, e isso vocês não vêem nos vídeos intitulados de “comprinhas” ou “fashion haul”, que algumas blogueiras fazem por aí. O preço, meus amigos, é bem mais caro do que está na etiqueta, bem mais…

O documentário mostra uma preocupação, e um alerta; ou a gente tira a viseira pra enxergar um pouco além, ou nossa imbecilidade vai nos levar à extinção. Vejam o trailer só pra terem uma ideia do que falo:

 


Quem se interessou, e quer ver o documentário todo, tem no Netflix, e acho que naqueles canais que passam filmes online também. Recomendo pra quem lê esse bloguinho aqui assistir, e repensar sobre o que a gente quer pro futuro. Eu não sou hipócrita pra dizer que não piro numa liquidação da Marisa, e que não ficou louca no Aliexpress; mas podem acreditar, comprar peças nessas lojas têm me feito refletir bastante, e mudar, aos poucos o meu jeito de consumir. Prioridade pra mim tá sendo usar ou roupas que faço ou que minha tia faz pra mim, além de adquirir peças de pequenos produtores. Para cada dez peças que tenho adquiridas de forma sustentável tenho uma ou duas de fast fashion, e vale um toque: já reparei que enquanto tenho peças costuradas por titia há mais de dez, doze anos, que estão zeradas, novinhas, peças minhas compradas nas fast fashion com 3 meses de pouco uso já estão detonadas. Então, tem alguma coisa errada aí, e a gente precisa parar pra pensar nisso.

Ah,  além do doc,  indico dar uma passeada pelo site True Cost (truecostmovie.com), me inscrevi lá e recebo muita coisa interessante no meu e-mail, entrevistas, matérias…vale a pena!

Porque a moda não se resume ao look do dia, nunca se resumiu a isso.

Pra escutar agora, já: Ibeyi

ibeyi

Hoje, no dia de São Cosme e Damião para os católicos, e de Ibeji, na religião iorubá, nada mais apropriado que dar uma dica de som que ando escutando bastante, feito por gêmeas franco-cubanas, filhas de um dos percussionistas do maravilhoso grupo Buena Vista Social Clube.

O Ibeyi (sim a escolha foi proposital) de Lisa-Kaindé e Naomí Diaz faz uma música envolvente, com muitas referências, sendo a cultura africana uma delas. É ouvir pra virar fã da dupla: a batida, os trechos em iorubá, e a versatilidade delas são amor à primeira escuta. Ouvi River, música de lançamento (que faz homenagem clara à Oxum, orixá que reina sobre a água doce dos rios), e não parei mais, já tô ansiosa pra elas lançarem o CD!

Tinha pensado em colocar o vídeo oficial de River pra vocês, mas achei melhor pôr um ao vivo pra sentir a riqueza que é o som das gêmeas. Apertem o play e tomem cuidado, porque o som é viciante!


As meninas se garantem demais! Bom domingo a todos e torçamos para que o CD delas chegue logo ao nosso alcance! 

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