Do Dia: Franjas + Chamois

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Sabe aquela peça que você compra, mas depois fica se perguntando com o que usar, e, correndo louca dentro de casa com a mão na cabeça grita “Meu Deus, Meu Deus, como coordenar essa peça?!”?

Foi o que aconteceu com essa saia.

Achei que estava abalando quando comprei, e depois da longa espera para ela chegar (essa arte da espera, nós, clientes do Ali, dominamos bem), quando abri o pacotinho fiquei com cara de paisagem por horas, me indagando com o que iria combiná-la. E resolvi ser simples: ora, se a saia de franjas em chamois deve ser a peça-chave do look, todo o resto deve harmonizar, mas ficar quietinho, deixando a saia brilhar. Assim, peguei minha camisetinha, um cintinho tressé, uma bolsa box, um saltão pra me alongar (ter 1,50m né fácil não) e mandei ver.

O resultado? Esse aqui:

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Quando me deparo com peças mais chamativas gosto de jogar o look pro lado básico, aquele macete de ir jogando uma água pra ir apagando o incêndio. Há quem goste bastante do kitsch, mas eu, particularmente, não curtiria a ideia de ir trabalhar parecendo uma rainha do rodeio. Deixo isso pra Paula Fernandes, ela ama uns looks “too much” hahahahaha

Ah, ia me esquecendo, os créditos!

Saia – Aliexpress (link para o vendedor AQUI); Camiseta – H&M; Sandálias: Arezzo; Bolsa e óculos: Aliexpress.

Beijos.

Emma Watson: estilo e empoderamento feminino numa só pessoa

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Hoje é Dia Internacional da Mulher e, muito embora eu entenda que a batalha por igualdade de gêneros deva se dar todos os dias, horas e minutos de nossas vidas, resolvi dedicar um post especial a uma garota que nos últimos anos vem se destacando por seus discursos maravilhosos em prol dessa igualdade. E não vamos falar só de seu estilo ( já até dediquei um post antiguinho a ela, coloquem o nome dela no busca que aparece), porque ela TEM MUITO A NOS DIZER. Falo de Emma Watson.

Para começar sim, acho que Hermione ensinou muito à Emma: ser uma bruxa num universo masculino como o mostrado em Harry Potter significa. E ser uma bruxa sagaz, inteligente, destacada dos meninos significa muito mais. Não sei precisar se Emma buscou Hermione ou se Hermione buscou Emma, só sei que, em um mundo predominantemente machista, onde você é mandada “não se estressar” quando soltam piadinhas ofensivas ao gênero feminino, significando esse “stress” apenas e tão somente o fato de você questionar a piada, seus discursos recentes ensinam muito a todas nós. Vejamos um deles, proferido por ela durante a Campanha #HeforShe:


Durante muito tempo achei que o feminismo era representado pelo grupinho que curtia botar peito de fora, queimar sutiã, não se depilar…que ignorante eu era! Se hoje temos alguns direitos, agradeçamos às feministas (de verdade, as que lutam por respeito e liberdade feminina), de joelhos, e reproduzamos seus discursos a nossas sobrinhas, filhas, netas, e filhos, netos, sobrinhos, vizinhos…

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Acho engraçado que, desde que decidi não deixar passar nenhum comportamento machista por meu crivo (demorei demais, mas certas atitudes contra pessoas próximas à gente dão aquele ‘se ligue’ necessário), sempre questionando (meninas do Dicas Femininas do Viber, vocês são maravilhosas!!), e devolvendo na mesma moeda, recebo de volta um “vá se tratar”, ou sou chamada de feminista como se isso fosse pejorativo. Certamente, se não estivéssemos em um grupo de whats app combatendo, por exemplo, mas numa conversa entre duas pessoas, os homens dirião “é falta de R***”, no lugar de “vá se tratar”. E não, isto não é uma conversa sobre falta de qualquer coisa, muito menos de r*** porque sou casada, e muito bem casada, com um homem maravilhoso, que cozinha, é vaidoso, e que posso passar o dia enumerando suas qualidades enquanto ser humano que é, porque criado por uma mulher de fibra, que abdicou de sua vida profissional para criar quatro filhos e mostrar o quão as mulheres devem ser respeitadas (sim, isso é um comportamento feminista). Acrescento que, ainda que não fosse casada, pode ter certeza que, se colocarmos na balança certos homens (certos, não todos, por favor, esse não é um papo man-hater, jamais!!!) e certos vibradores, os vibradores ganhariam de dez a zero em eficiência, e ainda dispensaria a gente de ficar ouvindo chorume machista pela casa.

O que mais me desola é que, das meninas, recebo a resposta em privado: “sossegue, deixe pra lá”. Só que, me corrijam se estou errada, Maria da Penha foi deixando para lá, e foi preciso levar tiros e restar paraplégica para que pudesse lutar contra um relacionamento abusivo (aliás, já me encontrei com o algoz dela numa secretaria de juizado especial dessas, e a forma com a qual ele tratou as servidoras foi de enojar, o cara é um misógino patológico). Será mesmo que “deixando para lá” estou fazendo meu papel social? Não, não estou, e decidi questionar quantas vezes for preciso, mesmo que isso implique em ser reprovada pelas amigas, principalmente, porque se eu o faço, o faço também por elas.

Em um mundo onde nossas mães nos botam ao mundo, e nos dão nossa base de criação, mas nós reproduzimos o comportamento de nossos pais, é preciso reconhecer o papel que uma mulher exerceu em nossas vidas, e passar a mensagem adiante. Não é porque os homens, em uma época da história foram os provedores do lar ¹ (mesmo eu achando que há controvérsias sobre o que é ser “provedor” do lar), que a gente deve se esquecer de que quem buscava o alimento para a tribo éramos nós, mulheres (conseguir um animal para alimentar-se era raro, e as tribos primitivas se alimentavam basicamente dos vegetais que as mulheres coletavam). A gente precisa se reconhecer no passado, e se valorizar no presente, cavando um futuro melhor para nós e as gerações que virão.

Nem queria dizer pra vocês, e vou desapontar muitas, mas o feminismo pode até não ser encontrado nos peitos de fora das meninas do FEMEN, mas está presente tanto nos desenhos da Disney (querem desenhos mais feministas que Mulan, Frozen e Valente?) quanto nos milhares de músicas de Beyonce, e de Madonna, por exemplo.

Não é segredo pra ninguém que sou louca por Frozen, e uma frase me bastou para me apaixonar pelo desenho: a de Elsa, quando questiona à irmã se ela vai casar com alguém que mal conheceu. Tem discurso mais empoderador que esse? Vejam a letra de let it go, e me digam  que acham…

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Feminismo é uma pecha? Aceito levar essa pecha que me eleva ao patamar das maiores divas da música mundial. E espero que vocês também aceitem, e sim, nos indignemos e lutemos pela igualdade de gêneros, ao nosso modo, mas peço: não se calem, por favor, porque lutar por um futuro melhor para nós e para as meninas (e meninos) que virão é nosso dever.

Se vocês não leram o post – mas eu falei por aqui – da cerimônia do Oscar, sobre o movimento das atrizes, diretoras, enfim, mulheres da indústria cinematográfica, chamado de #AskHerMore, saibam que ele surtiu efeito: às meninas foi perguntando muito além do que elas estavam usando, as câmeras que filmam as jóias de suas mãos foram retiradas, Patrícia Arquette deu um discurso maravilhoso e foi aplaudida de pé. São coisas assim que as feministas fazem, e devemos apoiar esse movimento, porque a todas nós beneficia, às mulheres machistas também.

Exemplos, ah, esses não faltam: Malala, Lena Dunham, Annie Lennox, Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Clarice Lispector, Nélida Piñon, Coco Chanel, Edith Piaf…poderia passar o dia aqui enumerando mulheres maravilhosas que lutaram e lutam ainda por igualdade de gênero. Porque ser feminista não é escrever um livro com letras garrafais “Feministas por Dummies”. O feminismo está mais na sutileza das atitudes, da escrita, e dos detalhes que vocês imaginam. Está nesse blog, por exemplo, em várias passagens.

Bom, era esse o recado que queria passar pra vocês nesse dia, algumas poucas linhas, mas que, espero, façam a gente repensar nossos conceitos, do quão cruel estamos sendo com nossas amigas que gostam de usar uma roupa mais curta (ela pode estar querendo apenas usar uma roupa curta, e isso não deve torná-la uma pessoa disponível para estupros ou assédio), ou que estão acima do peso, por exemplo…que tal refletir e tentar mudar, aos poucos, evitando julgar, e respeitando mais? Porque o mundo precisa é de amor, e amor gera respeito.

Passado esse post-desabafo-panfletário, separei uns looks maravilhosos de Emma, e também um clipe de Beyonce que me representa tanto, mas tanto, que se eu a visse pessoalmente dava um cheiro no olho e diria: beesha, tu me representa!!!

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Enjoy, e Feliz Dia Internacional das Mulheres para todas nós!

ps: a quem interessar possa, achei um vídeo da Gabbie muito esclarecedor sobre ser feminista, quem quiser assistir só clicar AQUI.

 

(1) Segundo Evelyn Reed: Isto é uma falsificação da história natural e social. Não é a natureza, e sim a sociedade de classes que rebaixou a mulher e elevou o homem. Os homens obtiveram sua supremacia social através da luta contra a mulher e suas conquistas. Mas esta luta contra os sexos era somente uma parte da grande luta social: o desaparecimento da sociedade primitiva e a instituição da sociedade de classes. A inferioridade da mulher é produto de um sistema social que causou e proporcionou inumeráveis desigualdades, inferioridades, discriminações e degradações. Mas esta realidade histórica foi dissimulada atrás de um mito da inferioridade feminina.

(…)

Mas isto não existiu sempre: possui somente alguns milhares de anos. Os homens não foram sempre o sexo superior, uma vez que não foram sempre os dirigentes industriais, intelectuais e culturais.

Especial dia do Amigo: amigas estilosas

Olá!

Hoje, Dia do Amigo, eu não poderia deixar de postar as amigas mais estilosas da vida real e da ficção, né? Algumas delas, as da ficção, influenciaram o estilo de uma geração inteira de mulheres, e outras, as da vida real, nos influenciam a cada pisada nas ruas próximas aos desfiles das semanas de moda.

Curiosas pra saber quem são? Então, chega de enrolação e vamos conhecê-las!

- Samantha, Carrie, Miranda e Charlotte: como não amar Carrie Bradshaw e sua turma? Confesso que não fui telespectadora assídua da série Sex and the City, mas assisti aos dois filmes, e o estilo dessas meninas, os diálogos, tudo, na verdade, fez meus olhinhos brilharem. Quero apenas todos os looks de Carrie, a saia de tule diva, os coletes, os vestidos… acho que vou baixar a série e assistir, porque né, agora que tô balzaca os conflitos delas certamente baterão com minha vida atual…

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- Serena van der Woodsen e Blair Waldorf: uma amizade conturbada, eu sei, mas qual amizade nunca deu uma estremecida e depois voltou às boas? As amigas de Gossip Girl arrebanharam milhares de fãs pelo mundo, e amantes do estilo delas também. A série GG também se passa em Nova Iorque, do mesmo jeitinho de SATC, e, me parece, traduz a figura da mulher novaiorquina, cosmopolita, moderna, feminina, ousada…as bichas lacram lacrando, fato!

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- Miroslava Duma, Ulyana Sergeenko e Lena Perminova(digitei errado lá embaixo, sorry a dislexia, meninas): cês já devem estar de saco cheio de tanto que eu falo de Mirona né? Tenham paciência comigo, prometo que não trago look dela tão cedo por aqui depois desse post, mas eu precisava mostrar as amigas da fia, umas russas lindas de estilosas que andam encangadas com ela nas semanas de moda ao redor do mundo. Essas 3 são salvas em uma pastinha especial e, muito embora alguns looks sejam “montados” na acepção travesti do termo, vale para servir de inspiração. Sempre tem algo que a gente pode pinçar no look delas para inspirar nosso vestir diário, sempre.

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- Anna Dello Russo e Giovanna Battaglia: como as anteriores, essas amigas da vida real dão um show de estilo. Dello Russo é meio louca nas montações, eu sei, mas é editora da Vogue Japão, entendo perfeitamente que ela tenha sido influenciada pela vibe harajuku, acho até obrigatório em razão do ofício dela. Giovanna, da L’uomo Vogue, é mais contida, não anda com tiara de melancia na cabeça como sua amiga,  mas também ousa, com um jeitinho low profile. Quem, loucona, não tem uma amiga certinha pra fazer o contraponto?  Pois bem, elas duas são bem assim, Dello Russo toda extravagante(e certamente hiperativa, como eu, conheço de longe hahaha), Battaglia discreta, amante dos tons neutros, do preto, dos looks menos fechosos.

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E, para finalizar, uma lição das muitas que Carrie Bradshaw nos deixou: “Dizem que nada dura para sempre. Sonhos mudam, tendências vêm e vão, mas a amizade nunca sai de moda.”

Sabe tudo, Carrie, sabe tudo!!!

Da quarta: adicionando cor ao dia cinza

Certamente quem conhece meu blog, às vezes se interroga porque nos looks que eu posto por aqui as peças que tão bombando por aí não são tão recorrentes. A resposta é bem fácil: gosto de usar o que me vem à cabeça, independente de estar “na moda” ou não. Isso quer dizer que vocês continuam – e continuarão – me vendo de sneakers, e vão me ver de neon – sim, de neon – em pleno inverno; pra mim, o que importa é a vibe do dia, da hora…

E foi nessa toada que corri lá em titia, e tive a ideia de fazer uma calça com renda neon e fundo preto, assim, do nada, aliás, no nada não, numa pinçada das ideias que transitam constantemente na minha cabeça. Ela fez em uma hora, provei, e amei automaticamente. Sabe aquela peça que você vê várias possibilidades, combinações? Então, foi o que me aconteceu quando provei minha calça.

A composição abaixo é apenas uma das prováveis; como a calça é, de fato, o carro-chefe da composição, todo o resto tem que ser mais apagadinho, mais básico, pra não cair no exagero:

Fotos: Jefferson Braga

Camisa Jeans – Leader

Camiseta preta – Riachuelo

Calça – Tia Alice (R$ 70,00 encomendas comigo ou através do e-mail [email protected])

Bolsa e Colar – Ebay

Scarpin – Lily’s Closet

E é assim que a gente dar uma corzinha a um dia gris!

Guloseimas: especial dia dos namorados, parte 2

E conforme o prometido, o Piloto de Fogão traz a dica do prato principal do dia dos namorados: risotto de queijo brie na cestinha de parmesão. Simples, prático e com uma apresentação massa!

Para assistir, só clicar no link abaixo!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=vuwy_xDpED4[/youtube]

E a versão Vimeo:

Espero que tenham gostado, e feliz dia dos namorados!

Coachellando…

O look de hoje é inveja pura da galera que foi pra o Coachella: saia com estampa étnica, acessórios bem no astral do festival gringo, trança, e a coisa toda! Ora, se eu não posso ir ao Coachella, o Coachella vai até mim, pelo menos no astral da coisa, né?

Fotos: Jefferson Braga

Blusa – Farm

Top – Riachuelo

Saia – Tia Alice(R$ 45,00, encomendas pelo e-mail [email protected], ou, no caso de clientes antigas, só me dar um toque)

Sandálias – Casa com Sapato

Colar – eu que fiz

Pulseiras – Ebay, e lojinhas de R$ 1,99

Cinto – Renner

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