It’s all about the jeans (’bout the jeans)

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Imagem: reprodução

No post de hoje eu vou passar pra vocês o recado dado pelas passarelas gringas: prepara, que lá vem o jeans!

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Impressionante, quase todas as grifes lá de fora apresentaram peças em jeans, nas mais variadas lavagens, com peças ora puxando pro minimalismo, ora o barroco gritando no centro. De bermuda a saia longa (lembram de Neyde no VMA com Justino? Clica AQUI pra relembrar!) em jeans, passando por macacões e camisas oversized, o importante era mostrar que ele tá na área, e não vai adiantar a gente fugir, porque uma peça a gente vai desejar. 2015 vai ser o ano do denim, anotem aí.

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Conforme fui dando uma olhadela nos desfiles, percebi que o jeans skinny nosso de cada dia meio que ficou no street style; nas passarelas reinou a calça mais larguinha, bem com jeito das baggies dos anos 90; os vestidos, cheirinho de anos 70; o patchwork, da Neyde com Justino, anos 2000. Tava tudo bem eclético, tranqüilo pra gente escolher com que denim vamos sair em 2015. Amei as lavagens mais claras, e as peças com cortes mais clássicos. A midi de lavagem escura, amor total, até porque já tenho uma faz tempo, e acho um charme, tipo, peça que atravessa os anos, e continua in.

Só pra vocês sentirem o drama, depois de mostrar os looks de passarela, separei uns bem vida real, pra gente ver como dá pra adaptar as loucurinhas desfiladas ao nosso corpo, e estilo.

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E aí, se animaram em montar um look todo trabalhado no jeans? Já tô separando minhas pecinhas, jeans + jeans = amor!

Resumão NYFW S/S 2015, parte 3

Com um atraso meio giga, simbora correr pra falar mais um pouco sobre os desfiles do NYFW prêt-à-porter, começando pela Sophie Theallet, designer preferida da Michelle Obama, que veio com uma coleção que de cara a gente detecta de onde veio a inspiração: Jamaica. Ora, as estampas tropicais nas peças, a escolha por unir o verde, amarelo, e o vermelho em acessórios, e o reggae tocando na passarela tornam claro que o estilo ultrafeminino da marca tirou umas férias nessa Ilha que nos deu Bob Marley de presente. Amei os vestidos trazendo a cintura marcada, e as estampas escolhidas por Sophie Theallet, usaria tudo de boa!

 

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Monique Lhuillier: a gente tá cansada de ver celebridades usando os vestidos da Monique no red carpet. Ela, assim como nossa amada Luísa Marillac, esse ano resolveu fazer diferente, dando preferência a uma coleção mais voltada para looks diurnos, com inspiração na Ilha Harbour, nas Bahamas. O resultado de sua viagem facilmente é perceptível na coleção, com peças em tons de lavanda, blush, azul, tudo lembrando as manhãs, as tardes, e o pôr-do-sol no destino paradisíaco. E, ainda que ela tenha dito que o foco eram os looks do tipo “dia”, vi muitos vestidos que certamente aparecerão nos próximos red carpets, talvez hoje mesmo, no Grammy. Aguardemos.

 

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A coleção apresentada por Erin Fetherston talvez tenha sido uma das mais bonitas e usáveis que vi na passarela. Sua inspiração teve como ponto de partida estamparia botânica sessentinha, buscada lá no acervo de roupas de sua avó. Mas, se por um lado temos uma estamparia vinda do passado, por outro temos o neoprene, tecido moderno, usado na confecção de crop tops, e saias-lápis. Os comprimentos foram os mais variados, mas que curtos e midi imperaram. Amando que o midi veio pra ficar, e não dá nem indicativo de ir embora. Maravilha!!

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DKNY deu com força no comprimento midi, nas peças oversized, e nas listras. Definitivamente veremos muitos looks mais folgadinhos, vi em vários desfiles, e se liguem, peças com volume têm sido recorrentes. Anotem essas dicas, pra depois não dizerem que não avisei! Mais especificamente falando da coleção apresentada por Donna Karan, seu tema foi claro “New York Nation”. E como cidade que abriga gente de todas as raças, credos, classes sociais, as peças apresentadas têm esse caráter “tudo junto e misturado”: listras dos uniformes de jogadores de rugby, estampas caleidoscópicas, flatforms e tênis pra caminhar pelas ruas sem hora para parar, e vermelho em saias volumosas para exalar feminilidade. DKNY trouxe o streetwear pra moda, mostrando que não só a passarela inspira a rua, mas, ao revés, a rua também inspira a passarela.

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Desigual: A Desigual, nem adianta negar, com essas coroas de flores na cabeça das modelos, já torna evidente a inspiração da marca: México e Havaí. Ilhas e lugares de clima tropical serviram de inspiração pra muita gente, e eu, claro, como boa fã de estampa, tô amando tudo!

Christian LaCroix denominou a coleção “Say Something Nice”, e, decorrente desse título bem alto astral o que se viu foi uma explosão de cores, em listras e estampas, em especial as de hibisco. Destaque para estampas com flores e grafismos azul cobalto, mostrando que a vibe da estamparia do azulejo português tá longe de ter um fim.

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Carolina Herrera: nada é tao clichê nos desfiles primavera-verão quanto a estamparia com florais. Isso não é uma coisa ruim, mas a repetição não é tão boa. E Carolina Herrera, rainha dos florais, sabe disso, e, muito embora tenha investido mais uma vez nesse print, resolveu dar uma roupagem mais tecnológica, usando e abusando das flores digitalizadas em seus vestidos, saias, e  conjuntos, e investindo em bordados com materiais menos óbvios.  A mulher de Herrera continua a mesma, transpirando feminilidade por todos os poros, e bem por isso não vai demorar para vermos queridinhas da marca, como Camilla Belle, Marion Cotillard, Renee Zellweger, e Julie Bowen, usando seus looks nos tapetes vermelhos por aí.

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Pra vocês não cansarem de ler o post, vou ficando por aqui, e em breve venho com a quarta e última parte, e com breves highlights das semanas de moda européias.

Ah, lembrando que mais tarde no Insta do blog tem cobertura do red carpet do Grammy, não percam que é diversão total! : )

 

Resumão NYFW S/S 2015, primeira parte

Vocês nem tão acreditando que comecei a fazer os famosos resumões das semanas de moda dos gringos né? Pois acreditem, vai começar a brincadeira, com algumas mudanças, mas vai.
Talvez a principal mudança que fiz é que não vou encher o post com zilhões de estilistas e imagens; se é pra ser resumo, vai ser resumo. Então, a idéia é falar um pouquinho sobre as coleções mais legais, e dar aquele toque esperto sobre as peças que podem pegar fortemente aqui no Brasil.
E aí, simbora começar bem, pela Diane Von Furstenberg?

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Bom, Diane já foi post aqui no blog, principalmente por causa de sua maior criação, o wrap dress. Eu sempre tenho muito amor pelas coleções dela, então, minha resenha sobre o desfile é muita babação, não tem como evitar.
Pelo que vi do desfile, podem puxar o xadrez vichy do guarda-roupas, que a gente vai Brigitte Bardotizar demais nos próximos dias. E não só isso: Diane com Furstenberg trouxe vestidos esvoaçantes, barriga de fora, bermudinhas, e o seu wrap dress, claro. Feminilidade é o lema que DVF leva para suas coleções. A mulher que ela idealizou para essa coleção certamente é aquela mulher prática, mas que não abre mão de sua feminilidade. Um detalhe interessante, e que vi em muitos desfiles em NY, foi a saia estilo peek-a-boo, meio entreaberta, que revela um shortinho por baixo. Me lembro demais de folhear as revistas de titia lá em meados de 90,94, e ver vestidos e saias nesse estilo. Palpite? Vai pegar, certeza.

Ah, quase ia me esquecendo, viram quem desfilou pra ela? Kendall Jenner, que falei aqui no blog, e com um vestido curtindo tão, tão lindo de guipure…desejei!

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Outro desfile que gostei tipo muito foi o da Lela Rose. Confesso que nunca tinha ouvido falar na designer, mas ao ver essa coleção corri pra pesquisar sobre essa texana que ganhou o coração das celebs hollywoodianas.Seu forte mesmo é vestido de festa, mais precisamente de casamento, mas olha, a coleção prêt-a-porter dela me deixou apaixonada, tinha apenas tudo que queria, e esse tudo no momento quer dizer saia midi e cropped top hahahahaa. Tá, vocês podem pensar que tô repetitiva, a ponto de ser chata, mas os desfiles só comprovam: a gente não vai se livrar dessas duas peças tão cedo.

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E Donna Karan, hein? O verão da DK trouxe muito vermelho, tons terrosos, preto-e-branco, e estampa artsy. Achei o máximo utilizar cores a priori invernais em looks de primavera/verão. Isso só reforça o fato de que, ainda bem, os cagarregrismos tão meio que pegando o beco da moda. Bom ficar de olho em três estilos de saia: a midi lápis, a midi full, com volume, e a saia longa trompete. E no chapéu do Pharrel (brinks rsrsrs).

Bom, vou ficando por enquanto com esses três desfiles, mas podem ter certeza que vem mais,  já separei e tô organizando pra dar vários toques a vocês do que andei observando das semanas de moda.

Beijos!!

Pra se inspirar: estampa de frutas

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Não tem como escapar da onda Carmem Miranda que inunda a moda. Esse vai ser o verão, sem dúvida, do tropicalismo, e aí falo de estampas de folhagens, animais como tucanos, papagaios (Zé Carioca included), e uma das estamparias que mais gosto, a de frutinhas. Quem me conhece sabe que sempre fui vidrada por estampa, e sendo fofa, iiiih, nem se fala! Então, vou aproveitar essa vibe pra usar bem muito algumas peças que já tinha, e costurar outras, porque né, roupa alegre pra mim nunca é demais.

Mas, voltando às frutas, essas são caso de amor antigo da moda, tenho imagens dos anos 40 e 50, por exemplo, com moçoilas trajando peças com estampa com essa padronagem(a abertura do post é de uma Vogue de 1954). Porém, o estouro mais recente veio com Stella McCartney e um desfile repleto de frutas cítricas impressas nas peças, e também com Isolda London, com sainhas com cajus e goiabas estampadas. No Brasil, a Farm produziu uma minicoleção com estampa de frutas…separei algumas imagens pra ilustrar, e inspirar, claro!

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Muita coisa, né? Bom, como eu sei que algumas perguntarão como usar estampa de fruta sem parecer um pano de prato ou toalha de mesa de cantina, já respondo, não tem mistério: usar acessórios neutros, e peças mais básicas para terminar a composição é acerto na certa pra gente sair linda, sem parecer que tá indo pro palco do Ixxxquenta da Casé.
E aí, quem se habilita a curtir a estamparia de frutas? Eu tô dentro!

O minimalismo subiu à cabeça…

Essa é a única explicação plausível para o que tenho visto nas semanas de moda ao redor do mundo. A máxima “menos é mais” tomou conta das equipes que fazem os cabelos, e o que era muito elaborado se transformou em nós nos cabelos, ondinhas praianas, desalinhado friamente calculado, e por aí vai…

E apesar de ser uma coisa, digamos, assim, sem muita frescura, é importante não esquecer o fato de que o minimal é caracterizado justamente pela qualidade do acabamento, da modelagem. Assim, um nó não é apenas um nó, É O NÓ!  Um preso não é apenas um preso, mas centralizado, proporcional, e por aí vai…isso sem falar nas altas doses de sensualidade dos updos.

Olhem que lindo esse updo do desfile do Eugene(saiu errada a grafia na foto) Souleiman:

Agora, a parte boa é que muitas dessas inspirações podem ser feitas em casa. Algumas exigem um pouco mais de treino, porém, nada que a gente, esforçada, não consiga!

Achei massa esse amarrado com gel da Lanvin, na foto abaixo!

E vocês, depois de babar nessas imagens, perguntarão: e a trança? Já era? Que nada, apareceu linda no desfile do Valentino…notaram que o cabelo da modelo não faz uma ondinha na frente? E a trança é milimetricamente laçada? Isso é minimalismo puro e simples!

E como sei que vocês são loucas por inspirações, selecionei mais outras imagens aleatórias, mostrando alguns updos bem legais pra gente ficar apanhando em frente ao espelho em casa, naqueles dias em  dar uma mudada não tão radical nos picumãs pode salvar uma vida:

Espelho, pente fino, gel, spray ocean coiff, spray fixador, musse, babyliss e chapinhas em 3, 2…