Rolêzinho Haute Couture da Chanel

Gente, sério mesmo, faz uns dias que tô querendo desabafar com vocês sobre o desfile da Chanel primavera/verão 2014, que aconteceu há uns dois dias. Não me peçam pra fazer comentários blasé sobre costura, acabamento, esse post vem do coração, é um post emotivo, traz todas as impressões que eu tive sobre esse desfile.

Antes de tudo, trilha sonora pro post, e aí dou inclusive alternativa, dá pra escutar qualquer uma dessas duas aqui enquanto vocês dão uma lida:

 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=7YHwCw73Nrs[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=7rxWBW6srMw[/youtube]

Na vera, na vera, o desfile da Chanel fez uma linha sport-glam: peças esportivas mas com tecido nobre, tênis com muito brilho, alguns metalizados, outros com acabamento python, e como não poderia deixar de ser, o clássico material tweed, dessa vez com um jeitinho jovem, em blusinhas cropped, casaquetos curtinhos, e algo que muito se assemelhava a um body, também em tweed. Em relação às peças confeccionadas no tecido citado, gostei de várias, e usaria separadamente algumas sim.

Ahhh, não posso deixar falar das cores “candy”, que imperaram no desfile; tava tudo meiguinho, a mulher de Karl pra essa primavera/verão, é menina-mulher, e não uma femme fatale, ou cosmopolita. É uma fofinha, romântica :)

ch2014b

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Agora, sob a ótica da emoção, sem ser técnica mesmo,  achei que o kaiser tá ficando cada vez mais lisérgico; alguns looks estavam meio lu patinadora meets ursinhos carinhosos feat. Mc Hammer: tinha joelheira, pochetão de matelassê, cotoveleira, essas coisas que se perguntadas ao povo das “muódas” seriam enquadradas no que chamam de  desfile-conceito, mas eu, como simples mortal, me diverti muito, foram vários WTF seguidos!

ch2014c

Mas quem cria para a Chanel é o Lagerfeld, né, gente, não tinha como ser diferente, o que poderíamos esperar de um jovem que se veste assim, na vibe colar-de-negão-luva-na-mão-do-jeito-do-Michael-Jackson(estranho, hein?)

karl-lagerfeld

Trilha sonora só pra o Karl que ele merece!

Se eu tô derrubando? Que nada, acho que faz parte do mundo da moda esse aspecto lúdico, achei espetacular, porque todo mundo falou da Chanel, os críticos da moda curtiram (todo mundo falando bem) e eu achei tudo pitoresco, oitentista, bacana, colorido. Karl conseguiu juntar três coisas que amo declaradamente – os desenhos anos 80, patins, e tênis – e uma coisa que amo escondidinho, a pochete (adoro usar virada pra trás, tipo surfista-linda-loira-despojada hahahaha). Deu pra captar a ideia da coisa, na verdade a coleção é só um reforço do inevitável: os anos 80 tão apertando o cerco na moda; os 90 também, senti algo Clueless por ali…

E o melhor, minhas amigas, estar por vir: em breve a gente vai ver nos luquidodia as blogayras todas de pochete chanéu(que elas chamarão de vintage clutch) #rindoantecipadamenteemlooping

Então, vamos nos divertir, porque é disso que a vida é feita, e na moda e no estilo não poderia ser diferente.

assinatura2

Balenciaga, ou “como fazer um desfile mural-de-inspirações”

Esqueçam aquela bolsa horrorosa com jeito de velha. Balenciaga mostrou para a primavera/verão 2013 uma coleção linda de morrer, com saias-desejo, conjuntinhos-desejo, modelagens-desejo, e o melhor, já que a gente pôde ver graças à internet, dá pra usar tudo agora agorinha.

A barriguinha? De fora, não tem jeito.

Estilo? Um joguinho menino-menina perfeito. Ora, se a saia é curta, a blusinha tem um corte mais masculino, se a blusa é piriguetesca, a calça tem modelagem masculina, o ponto de equilíbrio tá justamente nessa brincadeira com os opostos, curti demais.

E chega de conversa que não sou crítica de moda, vamos às imagens selecionadas do show:

É ou não é um desfile mural-de-inspirações?

Balenciaga, nem lembro mais daquelas bolsas e te perdôo, tá?

Se eu pudesse, e meu dinheiro desse…

…seria uma consumidora bem assídua da Balmain. Também, pudera, o que a grife mostrou de lindo nessa coleção primavera-verão 2012 não tá no gibi!

Apesar de ter havido uma transição na direção criativa da Balmain(saiu Christopher Decarnin e entrou Olivier Rousteing), me parece que tal mudança não transpareceu na coleção: os mesmos ombros marcados nas jaquetas, várias aplicações de metal, saias curtinhas, brilho, muito brilho…tudo que popularizou a Balmain de Decarnin tava lá, inalterado.

Contudo, não acho isso ruim, não foram cópias baratas de outros desfiles.

Olivier, a exemplo do que o kaiser Karl Lagerfeld fez com Chanel, manteve o que chamaria de “marca registrada” da Balmain, um espiríto rocker (a  inspiração pra essa coleção veio da Las Vegas dos anos 60, do Rei Elvis), mas com roupagem que leva sua assinatura, e ficou lindo, demais até, ou vão me dizer que não cobiçaram esse blazer de jeans com detalhes dourados da primeira fileira? Sem falar nos modelos vestidos com franjas nas mangas que serão, certamente, objeto de desejo das RI-FAS(ricas e famosas) all-over:

Apesar da existência de alguns hits da marca na passarela, só consegui ter olhos para as saias amplas com tecido bem parecido com chambray, e para os vestidos/casaquetos florais, em tons leves, sutis.

Atenção para os detalhes! Dá pra customizar alguns dos itens abaixo, só soltar a imaginação:

Estreia com pé direito.

Quando Prada quer, é Prada que manda?



“- Lucidez. Completa lucidez, meu bem.

-Gostaria de saber o que você quis dizer, Victor.

-Três palavras, minha amiga:Prada, Prada, Prada.”

Bret Easton Ellis

O questionamento veio logo após debates na timeline com leitoras do blog, sobre os “singelos” oxfords que Prada lançou. São esses aqui:

O pior é que algumas celebs(provavelmente ganhando unzinho pra dar um increase nas vendas, e deram de fato) começaram a usar, e a chuva de inspireds começou: lá fora tem na Asos, e agora a Arezzo lançou um bem parecido aqui no Brasil, pra coleção de verão 2012.

Sinceramente? Não uso, não gosto, não incentivo. Pelo simples fato de que não é porque a indústria da moda me empurra, que eu tenho que aceitar sem questionar. É Prada? É, e daí? Se vocês repararem no desfile de primavera/verão da grife, os ares são surreais; as inspirações vão desde o gato Cheshire de Alice(peles listradas), até Sr. Wonka, da Fábrica de Chocolate, com aqueles oclões gigantescos ultrarredondos, passando pelo estilo barroco das armações, etc…e tudo isso funciona demais na passarela, é conceitual.

Desfile é isso mesmo, uma mistura da fantasia com realidade, e cabe a nós – e somente a nós – com nossos cérebros e espelhos filtrarmos o que serve pra usar nas ruas, e o principal, que idéia podemos extrair destes desfiles e combinar com nosso corpinho, que nada tem a ver com o das esquálidas que andam pra lá e pra cá, nas runways mais famosas do universo.

Separei até algumas coisinhas pra mostrar pra vocês como existem coisas que funcionam na vida real, diferentemente daqueles oxfords horrorosos:

Portanto, não adianta forçar a barra. Não interessa se é Prada, nem muito menos se é Riachuelo, não interessa se Ashley Olsen saiu de casa de clogs. Não gosto, não uso.

Inspired make up: Têca, Fashion Rio, Verão 2011

E a inspiração da vez vem da Têca, que desfilou há poucos dias no Fashion Rio com um make fofíssimo, feito na base do dourado, rosa, batom discreto e postiços generosos.

Pra quem não sabe a Têca tem como estilista a Helô Rocha, irmã da cantora Roberta Sá, e natalense. Elogiadíssima na última coleção, inspirada em Natal nos anos 40 – e nas amyghas Escola Doméstica – ela usou um make bem mara, que tentei reproduzir – ou não (Caê feelings!) – para vocês.

E lá vai!

Para fazer o make eu usei:

  • Pó maybelline dream matte;
  • Concealer in a jar, Nyx;
  • Base da Bourjois, happy light(acho que é isso);
  • Paleta A dream of St. Lucia, da Nyx
  • Paleta 3, da beauty treats;
  • Sombra L.A colors dourada;
  • Delineador caneta da Nyx;
  • Lápis branco, da Amuse;
  • Rímel preto da Avon, up lifting mascara;
  • Cílios postiços da red cherry;
  • Paleta de blush da Coastal Scents;
  • Iluminador Albatross, da NARS;
  • Batom Thalia, da NYX.

E aí, gostaram? Comentem tá?

Beijinhos mil!!