Não, não é uma chamada do Globo Repórter, mas bem que poderia, até pra gente saber mais sobre esse trocinho que eu soube o que era um dia desses, e que facilita demais nossa vida.
Acho que vocês devem estar lembradas de um dia, em um dos posts sobre organização do guarda-roupas(esse daqui) eu ter prometido falar um pouquinho sobre capsule wardrobe. Tá, faz um tempo da bexiga, mas antes tarde do que mais tarde ainda, não é verdade?
Pois bem, vamos ao que interessa.
Capsule wardrobe, traduzindo ao pé-da-letra significa “armário capsula”. Na mesma né? Bem o capsule wardrobe consiste, basicamente, em organizar as roupas em pequenos grupos que combinam entre si, reduzindo, portanto, o nosso tempo de procurar por pecas no armário que ornem umas com as outras. O resultado é matemático. Vocês se lembram da análise combinatória? Pois bem, essa é a lógica do capsule wardrobe, que pode ser organizado para a semana inteira de trabalho, para certas ocasiões especiais, ou para viagens, por exemplo.

Mas, na prática, como é esse babado?
De antemão já digo que o babado não é fácil no começo, não mesmo. Requer paciência, mas quando a gente pega a prática, o negócio facilita nossas vidas. Fiz uma listinha de dicas pra ver se vocês se empolgam, e me contam depois se deu certo.
Simbora!
1 – Os grupos de peças podem ser compostos de 5 a 12 itens, por exemplo. Com essa quantidade, dá pra se chegar a vinte, ou até mais combinações;
2 – O capsule wardrobe pode ser separado por ocasião: lazer, viagem, trabalho…;
3 – Tente equilibrar, na quantidade de peças escolhidas para formar o CW peças neutras e coloridas, nem muito da primeira turma pra não cair na monotonia, nem muito da segunda pra não cair no exagero visual;
4 – Peças básicas e clássicas são muito bem vindas no CW, amplia o leque de possibilidades na análise combinatória de looks;
5 – Procure harmonizar as peças da CW, evite que elas “briguem” entre si;
6 – Não repita a peça no mesmo grupo, exemplo, duas calças pretas. Se a ideia é ampliar possibilidades, não há razão para colocar duas peças parecidas no mesmo lugar;
7 – Outra dica bem válida é ir fotografando os looks no espelho e ir arquivando, mas só se vocês tiverem com paciência e tempo giga;
8 – Agora, a prática mesmo: pra começar a criar sua CW escolha três peças, consideradas básicas: blazer ou cardigã ou jaqueta, uma saia, e uma calça;
9 – Depois, mais três peças da parte de cima do look que combinem com o trio acima. A regra aqui é dar uma variada: uma camiseta, uma blusa clássica lisa, e outra estampada;
10 – Escolha ainda um vestido, ou um conjunto(esse dá mais possibilidades, já pode se descoordenar para combinar com outras peças);
11 – Além disso, e pra concluir com sucesso a missão, vamos aos calçados e acessórios. Selecione colares, pulseiras, ou cintos que combinem com o grupo formado, e escolha dois calçados, um mais clássico, e outro à sua escolha.
Pronto, formado nosso primeiro capsule wardrobe. Vamos ver como ficou a escolha das peças?

De cara, com as oito peças acima, montei mentalmente umas vinte combinações. Massa né?
Resultado: capsule wardrobe vale muito a pena, tô doida pra montar com minhas peças, mas só quando elas forem desencaixotadas da mudança porque tá osso, tô visualizando nada que eu tenho!

Esse post originalmente foi feito por mim para Sandrinha, do blog Fashion Food and Arts, que inclusive o publicou semana passada. Mas, como vocês pedem muito que eu explique algo sobre tecidos, resolvi reproduzir por aqui, a assim tentar tirar algumas dúvidas pelos comentários.
Eu considero essa humilde e rasteira explicação sobre os tecidos de utilidade pública, pois assim a gente não fica tão na dúvida na hora de comprar material pra costureira fazer aquela peça bapho que a gente tanto idealiza e quer fazer.
Quero deixar claro aqui que não sou tão a favor de que a gente mesmo compre tecidos pra levar à costureira; desaconselho, pelo que passei a minha vida inteira escutando de titia: a cliente não sabe a metragem pra uma peça, a vendedora manda pouco tecido, e quando chega na costureira quer que ela faça milagre com um pedacinho de pano.O ideal é deixar que ela compre, porque só ela sabe o que fazer, como fazer, e quanto ela precisa pra fazer, né mesmo? A César o que é de César, só compre se você tiver conhecimento da metragem correta pra determinada peça. Caso contrário, deixe isso pra própria criadora, tá?
Todavia, vamos lá, esse post é pra ensinar um pouquinho sobre os tecidos, e para tanto, separei alguns que tenho aqui em casa pra mostrar pra vocês.

Laise/cambraia bordada: muita gente chama o laise de cambraia bordada. Na minha opinião, é um dos tecidos mais lindos do mundo. Trata-se de um algodão leve, vazadinho, bordado. Geralmente o metro dele é bem salgadinho, também pudera, um trabalho artístico desses, de bordar uma peça inteira, não deve custar barato, mesmo.
Chamois: é feito com qualquer matéria-prima acabada em flanelagem. Parece um veludo, uma camurça, só que fininho, fluido. Dá pra usar no calorzão, pois é leve.
Chambray: O chambray é tipo um jeans, só que bem mais levinho. Isso acontece devido ao ligamento tela de gramatura média. O chambray, na minha opinião, dá de capote no jeans, pelo menos pra nós mulheres. Por ser mais leve, deixa nossa pele respirar.
Cetim: o cetim é assim chamado por ser uma homenagem a Zaitum, região da China de onde o tecido se origina. É brilhante, de seda, com trama fechada, parece catarro em parede(retirado a pedido de leitora que sabe tudo, mas não sabe brincar). O segredo na compra do cetim é identificar o cetim bom, do ruim. O fosco – e com stretch – é o mais delicado, mais bonito, e mais caro. Portanto, amiga, se você quiser usar uma regatinha de seda ou cetim, compre um cetim bom, pra não ficar parecendo que rasgou as vestes do palhaço Facilita e fez uma “regatxeeenha-tendência”.

Malha flamê: que não se lembra das camisetas e regatas “podrinhas”? O tecido não parecia um “arranhado” “amarrotado”? Aquela é a malha flamê, gostosa de usar pra caramba.
Lycra®: a lycra é bem conhecida. Geralmente utilizada para confecção de bíquinis, é patenteada pela Du Pont, e pertence à classificação genérica elastano das fibras sintéticas (conhecida como Spandex na América do Norte). Conhecida por suas propriedades de alongamento e recuperação enobrece tecidos, adicionando novas dimensões de caimento, conforto e contorno das roupas. É a rainha da moda praia, justamente por ser resistente ao sol e água salgada, e retendo sua característica flexível no uso e com o tempo.
Linho: tecido rústico, de fibra vegetal surgida do talo do linho. Os de melhor caimento são 100% algodão. Acho babado uma calça de linho, muito elegante, tipo peça-chave de qualquer guarda-roupa, sabem?
Liganete: A liganete lembra muito a viscolycra, não fosse ela mais fininha, com mais caimento, menos elasticidade, geladinho, e com toque mais seco. A diferença no toque é marcante, a gente identifica logo a liganete da viscolycra.

Renda de algodão: como não poderia deixar de ser, a onda de utilização de matérias- primas naturais também contaminou a confecção de tecidos, e tem sido muito freqüente a venda de rendas 100% algodão. Acho mais bonita que a renda mista, já que a peça fica com jeito de regional, e fosca.
Renda sintética: A renda é aquele tecido vazadinho, que tá na boca do povo ultimamente. A sintética não tem, ou tem pouquíssimo – algodão na sua composição. Seu toque é seco, e ela às vezes tem um pouco de brilho. Culpa da linha com a qual é tecida. É a mais comum.
Tafetá: Feito de seda ou poliéster, era utilizado antigamente para forro, e agora foi pra o lado de fora das peças, sendo utilizado para fazer vestidos de festa e afins. O primo-irmão do tafetá é o xantungue, mais grossinho e utilizado para peças mais estruturadas. Na língua persa, a palavra entrelaçar ou tecer, se dizia “Taften” e depois “Taftah”. Esta terra, juntamente com a China, é considerada um dos berços da seda e dos tecidos.
Seda mista: A seda mista é infinitamente mais barata que a seda. Justamente por ser mista(acetato+viscose), bem sintética, toque seco, e um pouco mais durinha, o caimento de certas peças pode ficar comprometido, dependendo do fabricante. Algumas pessoas a conhecem por “toque de seda”, mas o certinho é “seda mista”.

Tricoline: Confeccionada com fio 40×40, e, por isso, tem o toque mais delicado que o da popeline, apesar de seu aspecto ser bem semelhante a este tecido. Sobre a popeline, bom saber que ela é um tecido feito com algodão, com fio mais grosso e, portanto, com o toque um pouco mais áspero que a tricoline.
Viscose: A viscose é um tecido fabricado à base de celulose regenerada. Macia, absorvente e de bom caimento. A gente pode ver a viscose em vestidos longos, saias longas, shorts, saídas de praia, camisas…é um tecido muito versátil!
Viscolycra: Como boa palavra composta por aglutinação, a viscolycra é a junção da viscose com a lycra, certo? Errado, a viscolycra nada mais é que a fusão da fibra de elastano com o fio da viscose, formando aquele tecido fluido, elástico, geladinho, gostoso de usar…e que pede um corpo em forma quando a peça é ajustada, já que denuncia todas as nossas celulites e gordurinhas localizadas. Prefiro para peças amplas, como saias longas, vestidos que não marquem o corpo, cozy, coisas assim. A melhor viscolycra é a que não cria bolinhas, e é chamada de viscolycra “fio torcido”.

Musseline: O musseline é um tecido levinho, transparente, com toque macio e fluido, desenho tafetá, fios de seda, com torções elevadas. Algumas musselines são chamadas de crepe chiffon. Esse meu tecido eu acho massa, porque de um lado é opaco, e do outro, tem uma camada glitterizada discreta, na verdade parece um brilho molhado, ainda não tenho ideia do que farei com esse tecido, talvez uma regata dupla face.
New Spam: Sabe aquele blazer chique, de corte bacana, sem ser grosseiro ( por grosseiro entenda-se terno com jeito de recepcionista de clínica, nada contra a classe, e sim contra o uniforme)? É o new spam, perfeito para peças em alfaiataria, já que segura a modelagem de peças do tipo. E o preço é muito bom.
Sarja: a sarja é um tecido trançado de fio penteado. Popularizada pela utilização em fardamento militar, passou a ser usada para confeccionar vestidos, calças flared, ternos, só que com fibra mais leve. Gosto de uma variação da sarja, a sarja acetinada, que tem um toque macio, parecido com o de uma carmurça.
Piquet: o piquet parece um brim, só que tem uns losanguinhos em alto relevo. A gente costuma ver em peças de criança, mas recentemente a Dress To confeccionou vários vestidos em Piquet. Fica bonito, dependendo da espessura dele, já que tem uns bem grossos, impossíveis de se transformar em peça para usar…são grosseiros demais.
E é isso, espero que vocês detonem na próxima feirinha em loja de tecidos, e lembrem dos conselhos que eu dei acima, são de ouro!

Sim, minhas amigas, fiz o tão esperado vídeo ensinando uma das pulseiras que eu uso.
Essa é nível 1, fácil de fazer pra vocês não se desestimularem, tá? Ah, e foco no tutorial das pulseiras, e esqueçam meu cabelo arrepiado da abertura…é que tinha acabado de voltar de um passeio de buggy, aí já viram, rsrsrs #brinks:
Também deixei uma versão do Vimeo, tudo em nome da democracia:
Quem gostaria que eu ensinasse mais algumas aí?

Hoje o blog vai dedicar um post específico às leitoras que mais enchem minha caixa de entrada de e-mail pedindo posts especiais: as amigas cheinhas. E num mundo em que a anorexia é padrão(doentio, ainda mais), as meninas “plus-size” são preteridas, e caem no ostracismo, tendo que se virar em busca de um look que realce as qualidades, e ao mesmo tempo, camufle os defeitos.
Pois hoje darei algumas dicas quentes, sobre que caminho seguir para fazer sucesso com curvas que são privilégio de poucas. Vem comigo!
Elaborei um quadrinho, que pode ser um norte quando a dúvida impera assim que a gente abre o guarda-roupas(tenho isso todo dia, síndrome do “não tenho roupa ou não sei coordenar peças”, quem nunca?):
Como eu elaboro essas coisas loucas muito tarde da noite, peço só pra vocês relevarem eventuais errinhos de digitação, tá?
Ah, como vocês curtem que eu mostre na prática como isso tudo funciona, lá vai:




Gostaram das dicas? Beth Ditto, minha diva, já me ligou e disse que aprova(aloka!)



O vídeo de hoje, já dá pra saber sobre o que é, né? Cobrança antiga de vocês, resolvi sair da zona de conforto dos posts, e finalmente soltar o vídeo ensinando a fazer essa camiseta “sensa” do momento!
Super fácil, e partindo do mesmo princípio, dá pra inovar várias básicas que vocês têm aí no armário. Enjoy!
Sei que tô devendo outros vídeos, mas vamos por partes, como diria Jack, o estripador.

Se eu pudesse perguntar a todas as mulheres do mundo qual seria a maior preocupação de beauté delas, certamente boa parte diria que são os cabelos. Quem tem liso quer cachear, quem tem cacheado quer alisar, todas querem hidratar, e muitas querem cortar…e quando se fala em corte de cabelo, vem a dúvida cruel: que corte escolher?
E vez ou outra a gente vê por aí alguma celebridade com corte de cabelo novo, e nem suspeita que ele nada mais é que uma cópia de algum corte imortalizado por uma diva de tempos idos. Duvidam? Vou prova pra vocês aqui, e agora!
Vem comigo!
Louise Brooks: quem não chocou quando viu a Mayana Moura na novela de Globo com esse cabelo? Pois saibam que foi inspirado no corte da Louise Brooks, a atriz preferida do Charlie Chaplin, diva dos anos 20. E não foi só Mayana que adotou não; Katia Holmes já apareceu por aí como cabelinho no mesmo estilo.
Mia Farrow: o pixie cut, criado por Vidal Sassoon(na imagem tá escrito errado, relevem) para a diva Mia Farrow(que foi ao salão logo após uma discussão com Frank Sinatra) teve um revival recente, através de Emma Watson. Mas antes de Emma, Michelle Williams já tava adotando esse corte.

Audrey Hepburn: linda franja, mas restrita a rostos muito bonitos. Esse só pega bem em quem tem um rosto muito simétrico, como a Audrey Tatou, e a Penélope Cruz. E a própria Audrey, é claro!

Brigitte Bardot: Pra mim Brigittona é referência em tudo: na moda, em matéria de maquiagem, e principalmente quando falamos em cabelo, seja corte, seja em penteados. Diva é diva, não tem como.

Farrah Fawcet: taí um corte de cabelo que eu adoro levar pra o salão. Em camadas, quando se escova fica luxo, poder e sedução. Me lembro muito bem quando Madonna resgatou o estilo da eterna Charlie’s Angel, e eu só queria escovar desse jeito, achava o máximo!
Annie Lennox: se você só lembra da Annie Lennox por causa da música “No more I love You’s” precisa conhecer mais sobre a carreira dessa cantora maravilhosa(e do grupo Eurythmics, do qual fez parte)!
Mas, se não tá muito a fim de conhecer, digo a vocês que seu estilo boyish-descolorido faz a cabeça da Agyness Dein há muito tempo, e não somente dela, porque já vi muita modelo com esse mesmo estilinho da Annie:
Jerry Hall: nem é preciso ir muito longe pra ver quem copia o estilo da Jerry: sua própria filha, Georgia-May Jagger. A Jerry tem um cabelo poderosíssimo, pesado, longo, volumoso. Parece uma leoa.
Jane Birkin e Françoise Hardy: e você aí pensando que cabelo “podrinho” e com ombrés é super atual, né? Que nada, Jane e Françoise já usavam faz muito tempo! Reparem na franjinha, marca registrada das duas. Mal de francesa, ser estilosa até quando não se quer ser…

Cortes atemporais, que até hoje fazem a cabeça das mulheres.
