jul
30
Santa Tia Alice saves the day!

Não tem jeito, toda vida que tem casamento, formatura e afins, o dilema é sempre o mesmo: com que roupa eu vou pra o samba que você me convidou?

Dessa vez, tava super decidida a fazer um vestidinho de renda, sem mais frescuras…só que uma colega graças a Deus disse antes que ia com um praticamente do mesmo jeito do que tinha idealizado, e aí que me veio a ideia na hora: quero um Balmain ombrão marcado inspired, tipo esse, da Blake:

Com a foto do modelo impresso na mão, corri pra casa, e roguei a Tia Alice um milagre: fazer, dois dias antes da festa, o bendito vestido. E ela fez, e eu amei, e no twitter foi uma comoção pra ver o modelo. Claro que mostro!

Como o vestido por si só já é fechoso, coloquei umas pumps Santa Lolla, e brincos+pulseira Sol Bijoux. A clutch é antigona, roubada do acervo de clutches de titia, ela deve ter trazido do RJ há uns 12, 15 anos. No cabelo, fiz só um rabo de cavalo com topete feito com bumpits, e make leve…o vestido era a estrela do look.

Um beijo pra Santa Tia Alice, que opera milagres tanto pra mim, quanto para as clientes dela!

jul
25
Pára tudo: Balmain Pré-Primavera 2012

O tempo passa, o tempo voa, e Balmain continua com uma pegada rock. Prova disso é a coleção pre-spring, com jeitão do nosso rei do rock, o Elvis. Estampas geométricas, ombros marcados, calças com botões dourados,e franjas marcaram essa coleção, repleta de peças “quero-pra-mim”.

Em verdade eu sou suspeita para falar de Balmain, porque considero fonte de inspiração tudo que a grife desfila. Me digam se o macacão preto abaixo em tecido fluido não é lindo de morrer? E que dizer das calças cujas bocas vão se abrindo pra acomodar botas(com ponteira dourada) e afins? E a sainha dourada?

As cores? Vão anotando: branco, dourado, preto, azul bebê, rosa bebê, salmão, azul escuro e vermelho. Fiquem de olho na estamparia tribal, ela vem muito forte por aí.

Agora eu quero saber: qual desses vocês escolhem?

mai
24
Oh, Dúvida Cruel: Como usar blazer/spencer com brilho?

O Dúvida Cruel voltou, com um dilema da leitora Bruna Markes, do blog Papo Closet.

Ela tem um blazer com brilho, e não sabe como usar. Sente que foi uma compra “por impulso”, e deixou o bichinho lá, estocado, pedindo loucamente combinações pra fazer com ele.

Ainda segundo Bruna, a foto não reproduz bem o original, que é bem mais brilhoso. Mas, vamos à imagem:

Então, leitora amiga do meu core. A ideia do blazer é muito boa, mas a modelagem dele não é moderna, o que não significa que não tem jeito. Usá-lo subindo a manga(franzindo, ou dobrando), aberto, com uma peça bem descolada por baixo, pode deixar sua peça mais atual. Se quiser uma adaptação mais forte, pode colocar ombreira, pra deixá-lo bem Balmain.

Aliás, sobre a dúvida da Bruna, é importante que vocês todas saibam que as peças com brilho, muito brilho, estão no topo das paradas fashionísticas: saia, blazer, jaquetas, calças…

Tá aí essa sainha da Zara que não me deixa mentir:

As celebridades já entenderam o recado:

Mas a dúvida da leitora precisa de exemplos práticos, né? O mural de inspirações, pode ajudar, e muito!

Fiz ainda um grupinho de montações, para acabar de vez com a tristeza da leitora, e de sua peça, escondidinha lá no canto do guarda-roupas.

A lição que deve ser guardada é da que o blazer chama atenção por si só; logo, os complementos devem ser dosados. Nada de muito exagero, senão a poluição visual toda conta de tudo!

Um look todo preto, ou apenas um toque de cor, e nada mais, vai deixar seu blazer ser o centro das atenções, afinal, ele nasceu pra aparecer!

Fica muito bacana usar uma camisa por baixo dele, e arregaçar as mangas da camisa juntas com as do blazer. Atualiza sua peça em instantes!

Bem, espero que tenha ajudado mais uma amiga-leitora desesperada, e até o próximo Dúvida Cruel, lembrando que para participar, só mandar um e-mail para devaneiosfashion@gmail.com.

abr
11
O Admirável Punk “novo”

Quando falamos em tendência, garanto que vem logo à mente o color block, os saiões, e os brilhos…é só no que se fala. Contudo, em meio a esse turbilhão de informações no mundo da moda, chega de mansinho um estilo que já foi muito predominante em tempos idos: o estilo punk rocker. E disso eu entendo, porque sempre adorei a música punk; sempre gostei dos Sex Pistols, do Clash, e na moda, das criações de Vivienne Westwood.

Só que o punk que aparece agora tem a denominação que eu, particularmente, adorava levar, apesar de ser super pejorativo: punk de boutique. Ou seja, um punk menos ácido, mais sofisticado, luxuoso, mais limpinho.

Parece meio repetitivo, mas quem fez o prenúncio do estilo este ano foi Balmain(que investe forte na estética punk/rock), seguida da Balenciaga, de Jean Paul Gaultier(que sempre foi punk de boutique, uma espécie de Sid Vicious “Billy Idolizado”), e Ann Demeulemeester. Outros estilistas acompanharam, porém, o estilo ficou mais perceptível nos acessórios, esses sim, apareceram muito, mas muito mesmo, nas passarelas:

Mas, como reconhecer a estética punk? Fácil! Pense num punk…Pensou? O que ele usa? Tachas, couro, jaqueta, lenços, muito preto, roupas com aspecto destruído, t-shirts de bandeiras(preferencialmente Inglaterra), coturnos, bottons, entre outras coisas. Essas notas características são o pano de fundo da tendência que mescla tudo isso com materiais mais refinados, designs diferenciados, enfim, tudo que venha a dar um ar mais sofisticado ao estilo que imperou nos anos 60/70, e que até hoje tem muitos adeptos, independentemente de ser moda ou não.

Dicas de como adotar a tendência? Olha o que consegui pra vocês:

Pra terminar um videozinho do Clash, banda que adoro e tenho uns 4 Cds originais, de tanto que amo o som que eles faziam:

E aí: amam ou deixam?

mar
30
Da série animal print: Deu zebra!

Olha, acho que o único lugar onde “dar zebra” é bom é no mundo da moda…não é que tem meninas aderindo ao animal print, mas do seu jeito?

Vejamos o exemplo de Emmanuelle Alt, o extremo oposto de Dello Russo:

Pois é, quando a gente fala de animal print, claro que vem à mente a estampa mais emblemática do estilo, a de oncinha(ou leopardo, como queiram). Ocorre que dentro do universo animalesco-fashionista, girafas, cobras e zebrinhas vêm crescendo e aparecendo.

Não é de hoje que venho observado que os animais listradinhos e fofos vêm aparecendo no mundo da moda; já vi em desfiles da Balmain, e da Blumarine.; também já vi algumas celebs por aí dando pinta com alguma pecinha z-bra print, ou até mesmo um detalhe, como uma clutch, uma pashmina, e até platform wedges.

Tori e SJP adotaram…

Contudo, tem que ter muito cuidado ao usar alguma peça com estampa de zebra. Sim, minhas amigas, porque se leopard print tem uma alta dose peruística, z-bra print também tem. O ideal é sempre quebrar o piriguetismo com uma peça extrema oposta.

Vamos a exemplos descritivos: Regata de zebra, combina com blazer estruturado, calça cenoura, ou até calça skinny(se a regata for soltinha do corpo, tiver caimento); vestido de zebra, com cardigan, spencer ou blazer; shorts de zebra, com a parte de cima mais comportada; legging de zebra, com camisa branca básica, blazer, podrinhas e tudo que solte do corpo, e por aí vai…só não vale fazer combo top-tudo-bottom-tudo, fica over demais.

E os exemplos práticos? Direto das streetstylers do lookbook, aí estão eles!

Mas, agora, quero saber de vocês: vão aderir, ou preferem ficar no leopard print?

fev
11
Resumão S/S da Semana de Moda em Paris 2011, parte 1

Essa semana é a semana dos posts intensos. Terminado o review de Milão, falei pra vocês que ainda restavam mais algumas cidades fashionistas para comentar o que rolou de legal nas coleções de primavera/verão 2011. Então, corramos para Paris, que fiz questão de dividir em duas partes, porque só assim pra gente comentar com calma, né?

Prontas?

AKRIS: a Akris exibiu uma coleção super gostosa de usar. O frescor do verão se juntou ao minimalismo da cultura asiática, e tudo deu certo. Longuinhos bem moldados ao corpo, pantalonas, e shortinhos inundaram a coleção de sofisticação e elegância. As cores eleitas foram o branco, areia, jeans, e a estampa que dominou foi o floral gigantesco. Destaque para o macaquinho jeans e para o little white dress, que resiste forte a mais uma temporada.

ALEXIS MABILLE: foi a coleção que dominou meu coração. Engraçado que eu sempre meu apaixono pelos criadores fanáticos pelo estilo ladylike. A mulher alfa é muito feminina, lembram? A coleção traz em sua essência o espírito dos feriados, mais precisamente uma viagem mucho loca à Capri. Não a Capri de agora, mas aquela que brilhara nos anos cinqüenta e sessenta. O resultado? Saias godês, cintura marcada, tailleurs curtinhos  barriguinha de fora e até o caftã deu o ar da graça na passarela. Devo dizer de coração, que achei tudo lindo! Os comprimentos foram o mini, o médio e o ultralongo.


AZZARO: Outra que me fez colocar mais imagens que o usual foi a Azzaro. Juro que tive vontade de colocar TODAS AS FOTOS DE UMA VEZ SÓ, de tão linda que tava a coleção. Gosto de coisa assim, copiável…nunca escondi isso de vocês, #supersincera.

Influenciada pela convivência com sua filha de cinco anos, Vanessa Seward jogou nas passarelas uma coleção menininha/mulher. Cocktail dresses, macaquinhos, babados, laços, laços e laços…e um único comprimento: o curtíssimo.  Meu espírito ninfeta-quase-balzaca adorou!


CÉLINE: Como sempre, a Céline pesou no minimalismo e trouxe uma coleção que pra variar privilegia o corte, com linhas simples e proporções renovadas. O que deu pra perceber foi a presença de peças sofisticadas, elegantes e com texturas diferenciadas. O branco reinou soberano, e a marca bateu forte nas camisas, blusas, túnicas e caftãs.(acho o caftã a cara da riqueza!)

BALMAIN: O ombro Didi Mocó foi reduzido, fato. Agora tá um ombrinho meio Alcimar Monteiro. Mas a linha sexy-rock/punk-style foi mantida, e lá chegam as tachas, o jeans destroyed /sujinho, as jaquetas biker, as leggings metálicas, os shortinhos e os corsets. Reparem nos pés das modelos, o amado scarpin apareceu em (quase)todas! Falando dos comprimentos, imperaram calças cropped, shorts curtíssimos, e mini saias…piriguético, non?

CHANEL/YVES SAINT-LAURENT: O que posso falar do combo Chanel/YSL…A Chanel desfilou uma coleção fina de doer: cenário que reproduzia os jardins de Versaillers, e a atmosfera foi aquela do filme “Last Year at Mariembad”. O resultado? Uma coleção rica em contrastes, mágica, marcada por rendas, chiffons, pêlos, e muito, mas muito cinza, preto, e branco. Os Tailleurs estiveram nas passarelas, e o comprimento curtinho, que pensei que não ia aparecer, deu seu ar da graça. Já YSL mostrou uma coleção bem colorida, que agradou àqueles que de há muito reclamavam da austeridade excessiva das pelas desfiladas. Também em YSL a feminilidade aflorou, mas de uma globetrotter, de um mulherão, nem tanto ladylike, mas muito mais aquela mulher das capas de revista dos anos 90. Claudia Schiffer, ícone fashion daquela época, deve ter amado! (Posso levar aquele macacão preto pra casa?)

VIONNET/LANVIN: Pense em um combo bom de falar! A Vionnet usou e abusou das formas geométricas, dos decotes escandalosos, e jogou uma florzinha aqui, uma transparência ali, e tudo deu certo; simplesmente amei a coleção(e a amiga Leighton pelo visto também, já que usou o primeiro vestidinho da esquerda pra direita bem recentemente). Já a Lanvin(queridinha de Blake Lively, que também usou uma das peças dia desses, tá no blog também) desfilou uma coleção que bateu forte na feminilidade, que mostrou a natureza feminina, com seus defeitos e qualidades. Formas fluidas, que acompanham o corpo, a simplicidade sofisticada, o contraste de estilos, tornou a Lanvin uma das coleções mais ricas – em termos de criação – que pôde ser vista na semana de moda em Paris. Os comprimentos foram do midi ao maxi, representando as múltiplas facetas que podem ser assumidas pela mulher contemporânea, e toda sua efemeridade. Perfeita!

Amores, fico por aqui(pois já é tarde e amanhã ainda é muito trabalho à vista), e vejo vocês na segunda parte do review de Paris.