Pra ficar de olho: broches

 

 

 

broochtren

Não tem coisa mais legal na moda que a modernização do vintage, e hoje o post é sobre um acessório que vem sendo repaginado pelo street style: o broche.

Na verdade na verdade, o broche sempre teve um lugar cativo no meu coração, pois meu ícone de estilo, minha tia, SEMPRE usou essa peça, de modo que aqui em casa temos muitos exemplares deste acessório maravilhoso, que tira qualquer look da mesmice. Então, pra mim, broche é atemporal.

Mas, no universo das tendências, me parece que só recentemente o broche retornou com força total, aparecendo nas passarelas (Lanvin, Prada, e Balenciaga são exemplos) e nos blogs de estilo, geralmente de um jeito bem estiloso: enchendo as lapelas de blazers e golas de jaquetas, como mostro abaixo:

IMG-6257

Contudo, esse não é o único jeito de usar o broche, e a gente não pode se limitar tanto quando o assunto é dar nosso toque pessoal às nossas montações, né? Eu, por exemplo, adoro colocar grampos nos broches, e usar como acessório de cabelo, incrementando um coque, ou um rabo de cavalo; gosto de colocar no lenço e jogar no pescoço, ou mesmo pegar esse mesmo lenço e botar no braço, e aí temos um bracelete bem hi-lo, meio grunge, meio chique; também curto colocar uma corrente ligando dois broches iguais, fixando cada um numa gola de uma camisa básica, e aí temos uma espécie de colar…gente, muitas maneiras, muitas maneiras, só deixar a criatividade aflorar!

E aí, cês encaram essa incrementada no look com brochinhos ou pulam? Como já disse, eu tô com os dois pés dentro, amooooo broches, dão muita personalidade a um look.

 

 

Balenciaga, ou “como fazer um desfile mural-de-inspirações”

Esqueçam aquela bolsa horrorosa com jeito de velha. Balenciaga mostrou para a primavera/verão 2013 uma coleção linda de morrer, com saias-desejo, conjuntinhos-desejo, modelagens-desejo, e o melhor, já que a gente pôde ver graças à internet, dá pra usar tudo agora agorinha.

A barriguinha? De fora, não tem jeito.

Estilo? Um joguinho menino-menina perfeito. Ora, se a saia é curta, a blusinha tem um corte mais masculino, se a blusa é piriguetesca, a calça tem modelagem masculina, o ponto de equilíbrio tá justamente nessa brincadeira com os opostos, curti demais.

E chega de conversa que não sou crítica de moda, vamos às imagens selecionadas do show:

É ou não é um desfile mural-de-inspirações?

Balenciaga, nem lembro mais daquelas bolsas e te perdôo, tá?

Moletom Repaginado

Galera do cardigã, se liga: o moletom chegou. E veio forte.

Se antes a peça era retrato de preguicite aguda pra se vestir, ou ainda look oficial de pós-academia, bom prestar atenção. O moletom vem sendo adotado pela galera das “modas” como peça queridinha do momento. Kenzo, Givenchy, Balenciaga, todos trouxeram o moletom para suas coleções, e agora a gente já pode ver exemplares seguindo a mesma linha (lisos com frases ou desenhos na frente) em todas as lojas. Beijo pra moda democrática.

Agora, pra não ficar com cara de “saí-do-gym”, o bacana é mesclar estilos: esporte + grunge; esporte+romântico; esporte +chique, e por aí vai, vocês sabem, aquele contraponto equilibrado de sempre, o famoso hi-lo.

E como não podia deixar de ser, não adianta falar, falar, falar, e não mostrar looks fantásticos com o “moletão”, lembrando que, pra quem não quiser comprar, aposto que vocês têm pelo menos um do Mickey guardado no armário. Então, tratem de dar uma lavadinha pra tirar o mofo e usar a criatividade, que da caixola dá pra gente bolar composições incríveis.

Enjoy!

Fotos: reprodução

Na moda nada se cria…

Parafraseando o entertainer Chacrinha, com as devidas adaptações, na moda “nada se cria, tudo se copia”. Se isso é bom ou ruim, eu diria que depende.

Quando a cópia vem seca, crua, se iguala à sua fonte criadora, sem nenhuma adaptação, não me agrada. Porém, quando a fonte criadora serve apenas de inspiração, aí sim, tenho a ousadia de chamar de originalidade.

Quer um exemplo prático? Digamos que bolsa amarela é tendência, e uma fast fashion qualquer lança uma. E aí os blogs de streetstyle explodem com looks feitos com a danada da bolsa(todo mundo comprou, claro), cada um mostrando um jeito diferente de usar a peça, digo em termos de combinação. Tá, a bolsa é a mesma, mas o jeito de usar…amigas, esse não é (o) mesmo. E aí, uma copiou a outra, comprando a mesma bolsa, certo? Certo. Chamar de quê? Originalidade, estilo, não tem outro adjetivo pra descrever esta situação hipotética, já que à mesma bolsa, foi dado um look bem diverso.

E são esses mesmos adjetivos que uso para as duas coleções que vou apresentar agora, que representam a pré-primavera de Stella McCartney e Anna Sui.

Stella mostrou uma coleção marcada de muitas cores, e blocos de cores, à la Gucci; e listras muito parecidas com Prada meets Marc Jacobs, mas nem pensem que ficou “plagiado”. Stella imprimiu sua nota característica de cortes impecáveis, formas mais soltas, e estilo minimalista a algo que tinha tudo pra ser uma coleção cópia de outras igualmente renomadas.

Nos modelos em preto-e-branco, o pied-de-poule(que veio com Balenciaga nos últimos desfiles) e os lacinhos apareceram:

E os acessórios? Objetos-desejo:

Já Anna Sui, além de wrap dresses, trouxe frutinhas pra vestidos e blusas…lembra alguém? Stella, né? Isso até vocês conferirem a coleção, que tá longe de ser cópia reprográfica da fonte criadora.

Então é isso, meninas, fica a lição de que usar a mesma peça que o outro usa não implica dizer que você é a “mulher que copiava”. O mesmo se aplica às hipóteses de ter uma ideia após ter visualizado algo. Imprima seu estilo pessoal, sua personalidade, e você passará longe de obviedade, muito embora esteja usando a mesma peça de roupa da colega ao lado.

Devaneio da Semana: botas Balenciaga

Tá certo que nosso inverno de Natal não favorece tanto o uso de botas, mas existem regiões no Rio Grande do Norte onde faz muito, mas muito frio mesmo(digo, sob a ótica de quem queima o ano inteiro na noiva do sol). E se eu fosse para algum desses lugares num dos festivais de inverno da vida, usaria, linda e loira, essa bota:

Imagem: reprodução

Balenciaga, nos matando de desejo desde sempre.

Matriz Fashionista: Lauren Bacall

Tavam com saudades do matriz fashionista, hein? Hoje vou falar de uma diva que espalhou muito glamour nos anos 40, a queridíssima Lauren Bacall.

Nascida Betty Joan Perske, mudou seu nome após sugestão de Howard Hawks, e conheceu o estrelato precocemente, com apenas 20 anos de idade. Estrelato que durou muito, mas muito tempo. Típico de divas.

Apesar de Lauren ser muito mais conhecida por sua voz rouca e aparência sensual, uma marca muito interessante na atriz foi observada: o fato de que ela se vestia muito bem. Tanto que até hoje inspira o estilo de muitas meninas e mulheres ao redor do mundo.

E além disso, em vários desfiles pôde ser visto claramente que o estilo de Lauren influenciou muitas coleções. Exemplos? Dolce &Gabanna, Bottega Veneta, Dior, Lanvin…e por aí vai, porque o glamour nunca sai de moda.

E para quem quer se inspirar no estilo da atriz, quais seriam suas notas mais marcantes? Cintura marcada, vestidos fluidos, ombros sutilmente reforçados, blusinhas cropped,  e cintos finos estavam sempre presentes nos looks da atriz. No caso da padronagem, a pied-de-poule(viram minha resenha do desfile da Balenciaga, né?) era recorrente, podendo-se até dizer que era um queridinho de LB.

Adoro o fato de que a moça tem silhueta ampulheta, bem estilo brasileira, gente como a gente total!

Sobre os acessórios, estes eram discretos e elegantes: bolsas estruturadas e jóias delicadas.

E pra quem quer conferir in loco todo o estilo dessa atriz de olhar lânguido e talento inigualável, bom assistir alguns filmes dela como À Beira do Abismo, Prisioneiro do Passado, e Como Agarrar um Milionário.