Moschino, o vestir, e o divertir

De uns meses pra cá, venho notando uma certa divisão de opiniões no mundo da moda, quando o assunto é  Moschino, e suas novas coleções, com Jeremy Scott à frente da direção criativa da grife. Teve insurgência da turma reaça #abaixoocapitalismo, teve defesa da galera fashion victim, que usou trajes do Mc Donalds dos pés à cabeça só para parecer descolada, e teve um grupo que curti bastante, e só queria se divertir com as peças Mc Donalds-Bob Esponja – e afins.

E quando eu falo em diversão, falo em observar as várias mensagens que as peças querem passar, repensar velhos conceitos, mas não deixar de usar uma peça que você gostou, apenas porque uma corrente xiita te condena. Usar uma capinha de celular do Mc Donalds me faz realmente uma defensora dessa rede de fast food, ou mesmo fomenta o consumo por lá? Mostrar modelos esquálidas com vestidos feitos de recortes de jornais em que o nome FAT aparece várias vezes me faz querer ser anoréxica? Acho que não. Tenho o direito de usar algo simplesmente porque achei legal, com um conceito diferente, porque achei bonito.

Vamos para o hipocampo da moda, e analisemos o histórico do Jeremy. O estilista é conhecido por traduzir para peças seu jeito provocador, irônico, e excêntrico. Dito isso, as coleções trazem em si um tico de protesto, também uma pitada de irreverência. Vestir Mc Donalds…a gente tem Mc por dentro, e agora usa por fora, nas roupas e acessórios…poderia passar o dia inteiro filosofando sobre isso, mas não, eu prefiro dizer que achei divertido, que usaria um acessório de maneira pontual, e sim, achei bem legal a sacada do Jeremy de pinçar desenhos, logos conhecidas e jogar nas peças de sua coleção.

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20140605-161756-58676836.jpg Ou vão dizer que não curtiram esse sweater do Bob Esponja? E a capinha do Mc, gente? No fim, como diria Cindy Lauper, a gente só quer se divertir.

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