fev
28
Dúvida Cruel: o que vestir para ir à Ópera?

E trabalhar com as miguxas(sou emo, tá?) dá nisso, dois materiais para posts no blog. O primeiro deles é na verdade uma indagação, e é urgente, por isso sobe logo hoje. A leitora/amygha Helena me pergunta o que vestir para ir a uma Ópera em Viena, já que ela vai passar o Carnaval por aquelas bandas.

Respiremos fundo, e postemos!

Primeiramente, importante dizer que essa coisa de dresscode em Ópera meio que não tá mais em uso, a não ser que seja realmente uma noite de gala(opening night), e o peçam algo realmente mais formal. Caso contrário, apreciadores- simples-mortais da ópera podem usar muita coisa, desde que não sejam muito chamativas, também para não destoar muito das pessoas que lá estarão. Ou vai querer ir de bermuda e camisa florida, como os americanos nonsense adoram passear? Não dá, né?

Mas, na prática, como fazer? Separei uma peça-chave, e várias coordenações que Helena poderá usar para estar linda e translumbrante na Austria, terra do meu ídolo Brüno!

- Saia: apesar do frio é possível usar saia, basta colocar uma meia bem encorpada que esquente as pernocas! Ankle boots da cor da meia sempre são ideais, porque alongam a silhueta:

- Vestido: adorei as composições de vestido e casaco; essas duas peças formam um combo incrível!

- Calça: eu tô numa vibe calça, não minto nem pra ganhar dinheiro. Acho phyno ir à òpera de calça, a peça é ultracoordenável e confortável!

Como não podia deixar de ser, separei algumas diquinhas rápidas, pras meninas que vão assistir a espetáculos do tipo:

1 – Procure saber o lugar. O que se deve vestir na ópera depende em parte do lugar onde você ira prestigiar o evento. Na Europa, as pessoas costumam se vestir melhor que nos EUA, e a Europa Continental se veste melhor que o Reino Unido. O lugar realmente determina exatamente o quão casual você poderá ir, ou o quão chique você terá que estar.

2 – O Tempo. Algumas pessoas – em especial nós, mulheres – geralmente possuem roupas e jóias que não costumam usar no dia-a-dia, e a ópera é o lugar perfeito pra tirar tudo isso do closet e mandar ver.

3 – Conforto. Não adianta também usar trajes que te causem desconforto. O ideal é casar uma roupitcha legal, que não te incomode, e ainda te dê mobilidade para depois do espetáculo, você poder ir para onde quiser sem ficar incomodado. Praticidade e conforto são a chave do sucesso.

Espero que tenham gostado! Querem tirar dúvidas como Helena fez? Só mandar e-mail para devaneiosfashion@gmail.com. Aguardo vocês!

fev
27
Oscar 2011: Os looks!

E antes de dormir, aquela velha revisada com vocês nos looks do Oscar 2011, que está acontecendo neste exato momento!

No geral, os erros foram poucos, mas a mesmice da vibe nude continua firme e forte…não que isso seja tão ruim, tudo porque os modelos de fato eram estonteantes. Vamos fazer o resumão?

Da galera da palidez, confesso que amei Mandy Moore( da aclamada Monique Lhuillier), Hailee(linda, linda, parecia uma boneca! De Marchesa), e Kate Blanchett, sem defeitos em um Givenchy Couture…tá certo que é um lilás, bem clarinho, mas a daltônica aqui não editou certo, e pôs no meio de fotos de looks nudes e afins!

Agora, Florence Welch parecia de outro século…que tanto babado é esse? Fora a cor, um areia mijado bem feio. Melissa Leo pegou a toalha da avó dela caicoense, aplicou pedrarias, e fez um vestido. Chorai-vos! E Nicole(muito embora de Calvin Klein) simplesmente não ornou, e ainda mais acompanhada desse pai de Hannah Montana, tsc, tsc, tsc…

Ai que queria o vestido da Reese(Giorgio Armani Privé) pra mim…de um minimalismo impecável, ela tava Diva! Hilary foi outra que arrasou, com esse vestido que começa prata e vai ficando meio gris…culpa da Gucci Couture. E as mal sucedidas foram as duas que sobraram: a Busy-sem-pescoço, e a querida Gwyneth, que definitivamente não ornou com esse vestidón.

Colocando um pouco de cor no tapetão, as meninas acima, no geral, se saíram muito bem…só não gostei muito do vestido da Anne Hathaway, porque em termo de proporções, pareceu estranho, não sei se foi o ângulo da foto, ou realmente ficou assim. Destaque para o minimalismo-sexy de Jennifer Lawrence(de Calvin Klein), e para o vestido apnéico(existe essa palavra? Acho que cabe no que senti quando vi, rsrs) de Miss Hudson(Atelier Versace)!

Mila Kunis ensina às suas companheiras de tapete encarnado como usar transparência com dignidade. Tava tudo lindo: tecido, caimento, cor, modelo, aff, feito pra ela, e obra de Elie Saab, que eu amo de paixão! Natalie Portman estava ok, tá grávida, não dá pra criticar, nem elogiar demais, o seu estado atual não favorece muito. Tava fofa, pronto!

E agora, segurem as chapas, que eu vou chocar!

Uma amiga pensou que era filmagem de “Entrevista com o Vampiro” ou o clipe “Backstreet’s Back”, e outra tá em 1996, na formatura da sobrinha…que diabos é isso? Penelope tava doida pra bater as chicanices de J. Lo. Páreo duro as duas. Seja Boricua, mas seja dygna, é o conselho que eu dou, PC!

Depois desses dois desastres a diva, que tá perfeita, absoluta, estonteante, e de Marchesa, que sempre enfeita nossas escolhidas dos tapetes vermelhos:

Definitivamente, esse nude não ficou chato, Halle acertou em tudo, desde make, traje, até sapato e jóias, e merece o primeiro lugar por isso.

Excepcionalmente fiz um segundo lugar, porque nossa eterna Miss Simpatia mostrou como usar vermelho(a quem interesar possa, Vera Wang) e botar pra moer no Red Carpet. Merecia – claro – uma foto maior, pra gente analisar(e copiar quando preciso!). Aqui:

Cobicei de corpo, alma e coração esse vestidón vermelho! Depois da jovem ter coberto o rosto com uma franja no último bafón, ela volta e agora de cabelon pra trás, irretocável! Ficou Suprema!

E me despeço agora, porque pra mim tá tardão, e amanhã é super dia de branco…viagem à trabalho. Mas, vamos fofocando pelos comments?

*Imagens: Reprodução, todas.

fev
27
Cartas a uma Jovem Costureira

Pode até parecer brega o título desse post (sorry aê Rainer Maria Rilke!), mas vem super a calhar com o assunto que vou abordar.

Como vocês devem estar carecas de saber, sou cria de Tia Alice. E foi com a costura que ela me educação suficiente pra estudar, me formar, me pós-graduar e inclusive passar em concurso. Com a mesma costura, aprendi a gostar de moda, a ser vaidosa, a ajudar suas clientes com dicas(isso desde os 14 anos) e até a querer costurar. Na verdade era tudo na prática. Me lembro de ainda muito pequena, invadir a salinha de costura, pegar uma lycra e costurar um short de olho; ficou troncho, mas pelos menos consegui emendar, o que é bem difícil quando se monta um short.

E vendo minha pilha de cortes de tecido se acumulando, e sabendo ser humanamente impossível que Titia dê conta dos meus caprichos, resolvi finalmente botar a mão na massa e aprender a costurar, de verdade, e aos pouquinhos.

Escolhi logo uma coisinha fácil de fazer: regatinhas pra usar com flaired jeans e calças sociais, perfeito para um look despojado-chic. Catei uma revista mais antiga e tracei o molde.

Quando se tira o molde, o ideal é que você risque os tracinhos referente ao molde tirado, e depois transfira-os para outro papel. Titia costuma comprar papel de embrulho(tem no Alecrim) porque eles são amplos, e fáceis de localizar os pontinhos deixados pela carretilha. O meu manequim é 36, e portanto, eu teria que localizar tracinhos cor-de-rosa no emaranhado das numerações de molde.

Quando a gente corta no papel, aí é hora de transferir para o tecido. Fiz isso e separei em rolinhos, para costurar quando tiver um tempinho. Juro que depois de feitas, mostro aqui no blog.

No fim, elas deverão ficar assim:

Para quem gosta de ler(eu leio tudo, e aprendo muito lendo), o próprio caderno de molde dá um mini curso de corte e costura, e em cada molde, tem instruções de montagens e níveis de dificuldade. Não vão pegar vestido drapeado para fazer de cara, tá? Vão se desestimular na velocidade da luz.

Então é isso, fiz esse post mais pra compartilhar a alegria que tô sentindo de titia não ter mais ciúmes dos materiais dela, e até ter me dado toques, e ainda de ter emprestado a tesoura do coração para eu barbeirar minhas regatas(rsrsrs).

Talvez minhas próximas aventuras sejam com regatinhas de cetim e de pois, que faz tempo que comprei o tecido e já estão quase criando mofo(a exagerada).

Depois, como um pokemon, vou evoluir pra umas coisinhas mais difíceis, mas tenham paciência com a loira aqui, tá?

Ah, e o próximo post talvez seja sobre a escolha da máquina de costura ideal, ainda tô procurando a minha, mas passarei todas as dicas pra vocês.

fev
26
Cantem comigo o mantra “não passo mais em frente à Outlet K”…

…porque acontece justamente isso: achados, achados e mais achados. Meu bolso sofre, mas levando-se em conta que qualquer peça dessa em lojas normais não é menos de cem reais, acho que não deveria me lamentar assim.

Separei o post em tops e bottoms pra facilitar a explicação e visualização. Let’s go?

Me senti a Rainha dos Achados, com as três peças que comprei na foto acima; gente, summer blouse(de seda pura e verde militar) e camisa estilo Equipment(branquinha, branquinha, só que a ausência de flash não ajudou) por R$ 35,00 cada, é de dançar funk neurótico micado no carnaval de Macau, né? Peças que são pra vida toda! Já a tee podrinha tava de “fintxe reais”, e pensei porquoi non?

Mas o melhor vem agora: shortinhos alfaiataria de linho por R$ 30,00 reais cada…pena que uma Fifi na minha frente, com medo de que as outras Beckys Bloom pegassem os shorts, cercou a arara e pegou de bolo(tudo 38 quando o manequim dela era 44 no mínimo), correndo logo em seguida para o provador. Resultado: as peças não voltam no mesmo dia do provador, e Rose teve que garimpar bastante, subir em escadinha e pegar shortinhos nas araras mais altas…king kong que só eu pago quando tô em compras no Alecra!

Essa sainha, que foi vintinho também, achei tão, mas tão romântica com esse detalhe do bico de cambraia, que acabei levando também. Dá pra fazer setecentas mil combinações com ela. E eu sou aloka da cambraia, deu pra perceber, né?

Ainda no Alecrim comprei alguns tecidos pra fazer umas saias, que quando estiverem prontas eu mostro, e outra pecinha na Otoch, que se vocês pedirem aqui nos comments também faço post!

Por enquanto é só, meninas…quem das minhas leitoras amadas andou descobrindo achados no Alecrim, assim como eu? Comments pra gente tricotar!

fev
24
Matriz Fashionista: Lauren Bacall

Tavam com saudades do matriz fashionista, hein? Hoje vou falar de uma diva que espalhou muito glamour nos anos 40, a queridíssima Lauren Bacall.

Nascida Betty Joan Perske, mudou seu nome após sugestão de Howard Hawks, e conheceu o estrelato precocemente, com apenas 20 anos de idade. Estrelato que durou muito, mas muito tempo. Típico de divas.

Apesar de Lauren ser muito mais conhecida por sua voz rouca e aparência sensual, uma marca muito interessante na atriz foi observada: o fato de que ela se vestia muito bem. Tanto que até hoje inspira o estilo de muitas meninas e mulheres ao redor do mundo.

E além disso, em vários desfiles pôde ser visto claramente que o estilo de Lauren influenciou muitas coleções. Exemplos? Dolce &Gabanna, Bottega Veneta, Dior, Lanvin…e por aí vai, porque o glamour nunca sai de moda.

E para quem quer se inspirar no estilo da atriz, quais seriam suas notas mais marcantes? Cintura marcada, vestidos fluidos, ombros sutilmente reforçados, blusinhas cropped,  e cintos finos estavam sempre presentes nos looks da atriz. No caso da padronagem, a pied-de-poule(viram minha resenha do desfile da Balenciaga, né?) era recorrente, podendo-se até dizer que era um queridinho de LB.

Adoro o fato de que a moça tem silhueta ampulheta, bem estilo brasileira, gente como a gente total!

Sobre os acessórios, estes eram discretos e elegantes: bolsas estruturadas e jóias delicadas.

E pra quem quer conferir in loco todo o estilo dessa atriz de olhar lânguido e talento inigualável, bom assistir alguns filmes dela como À Beira do Abismo, Prisioneiro do Passado, e Como Agarrar um Milionário.

fev
23
O minimalismo subiu à cabeça…

Essa é a única explicação plausível para o que tenho visto nas semanas de moda ao redor do mundo. A máxima “menos é mais” tomou conta das equipes que fazem os cabelos, e o que era muito elaborado se transformou em nós nos cabelos, ondinhas praianas, desalinhado friamente calculado, e por aí vai…

E apesar de ser uma coisa, digamos, assim, sem muita frescura, é importante não esquecer o fato de que o minimal é caracterizado justamente pela qualidade do acabamento, da modelagem. Assim, um nó não é apenas um nó, É O NÓ!  Um preso não é apenas um preso, mas centralizado, proporcional, e por aí vai…isso sem falar nas altas doses de sensualidade dos updos.

Olhem que lindo esse updo do desfile do Eugene(saiu errada a grafia na foto) Souleiman:

Agora, a parte boa é que muitas dessas inspirações podem ser feitas em casa. Algumas exigem um pouco mais de treino, porém, nada que a gente, esforçada, não consiga!

Achei massa esse amarrado com gel da Lanvin, na foto abaixo!

E vocês, depois de babar nessas imagens, perguntarão: e a trança? Já era? Que nada, apareceu linda no desfile do Valentino…notaram que o cabelo da modelo não faz uma ondinha na frente? E a trança é milimetricamente laçada? Isso é minimalismo puro e simples!

E como sei que vocês são loucas por inspirações, selecionei mais outras imagens aleatórias, mostrando alguns updos bem legais pra gente ficar apanhando em frente ao espelho em casa, naqueles dias em  dar uma mudada não tão radical nos picumãs pode salvar uma vida:

Espelho, pente fino, gel, spray ocean coiff, spray fixador, musse, babyliss e chapinhas em 3, 2…